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Ataques nas escolas: saiba o que é o “botão do pânico”

O chamado "botão do pânico" é uma das medidas de segurança nos ambientes escolares. Como a ferramenta deve funcionar?

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
fachada de escola pública que pode adotar o uso do botão de pânico

Desde março, quando se iniciou uma série de ataques e ameaças em várias escolas do país, o governo vem estudando medidas de segurança para lidar com a situação. Uma dessas iniciativas foi o desenvolvimento do chamado “botão do pânico”. 

O prefeito da capital São Paulo (SP), Ricardo Nunes (MDB), planeja implementar o botão do pânico em todas as escolas municipais. Seu funcionamento se dará por meio de um aplicativo. Com isso, haverá uma comunicação simultânea entre órgãos competentes para lidar com ameaças nos ambientes de aprendizado. 

Assim, os gestores das escolas poderão usar o botão do aplicativo para acionarem o SAMU, a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal. Além disso, outras medidas de segurança estão sendo adotadas por diversas autoridades do país. 

A militarização nos ambientes escolares é uma saída?

Nas últimas semanas, o governador de São Paulo, Tarcisio Freitas (Republicanos), divulgou a contratação de vigilantes e psicólogos para atuação nas escolas da rede do estado. Ademais, cerca de 5 mil professores irão receber treinamento para fornecerem um primeiro atendimento psicológico aos alunos. 

No entanto, esses profissionais da vigilância irão atuar desarmados nesses ambientes. Em vista disso, eles acabarão por criar um certo vínculo com os alunos, assim, a identificação de um conflito fica mais fácil, e, consequentemente, sua solução é mais rápida.

Se fossem, por exemplo, policiais militares, precisaria haver troca de turno e o desenvolvimento do vínculo pessoal com os estudantes seria mais difícil. Quanto a isso, a Diretora do Sindicato dos Professores de Escolas Públicas do Distrito Federal, Luciana Custódio, destaca a importância da desmilitarização nas escolas. 

De acordo com ela, a escola deve ser um ambiente de paz. A militarização do ambiente pode não alcançar as expectativas de proteção. Ademais, as medidas de proteção em ambientes escolares se estendem por todo país. 

Medidas de segurança além do botão de pânico

DISTRITO FEDERAL

  • aumento de policiais e vigilantes em creches, escolas e universidades, sejam públicas ou não;
  • monitoramento de perfis das redes sociais.

RIO DE JANEIRO

  • criação do Comitê Permanente de Segurança Escolar;
  • desenvolvimento do aplicativo Rede Escola, que deve ficar disponível em até dois meses;
  • protocolo contra ameaças em mais de 1.500 escolas.

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BAHIA

  • Disque-denúncia para possíveis ameaças, através do número 181;
  • rondas escolares com profissionais especializados.

RIO GRANDE DO SUL

  • mais policiais disponíveis nas redondezas das escolas;
  • campanha de divulgação dos telefone 190 e 181, em que as denúncias poderão ser realizadas. 

Outros estados também estão implementando medidas, como Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Pará e Amazonas.

Imagem: giedre vaitekune / Shutterstock

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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