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Atitude do Bradesco causa grande revolta; entenda

Foi criada uma campanha para protestar contras as medidas que o Bradesco vem adotando nos últimos anos. Confira!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Bradesco, fachada de unidade

De acordo com dados da USB Group, o Bradesco é o segundo maior banco do país, com cerca de 101,8 milhões de clientes, atrás apenas da Caixa Econômica Federal. No entanto, o banco tem fechado diversas agências físicas. Dessa forma, consequentemente, tem gerado a demissão de muitos trabalhadores.

Na última quarta-feira (31), os sindicatos dos bancários de todo o Brasil lançaram a campanha “#AVergonhaContinuaBradesco”. A hashtag foi criada pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, no intuito de protestar contra as medidas que a instituição financeira vem adotando nos últimos anos.

Revolta contra o Bradesco

Segundo os sindicatos, devido ao fechamento das agências, as unidades que não tiveram as atividades encerradas foram sobrecarregadas. Portanto, funcionários e clientes são prejudicados pelas grandes filas e atendimento demorado.

No entanto, não é a primeira vez que a campanha acontece. Ela se iniciou em 2020, durante a pandemia da Covid-19, para denunciar más condições de trabalho, apesar dos lucros recordes do Bradesco. Os funcionários da instituição relataram assédio moral, ameaças de demissão e sobrecarga de trabalho devido ao corte no quadro de trabalhadores.

Fechamento de agências

De acordo com Magaly Fagundes, coordenadora da COE e secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a política de demissão e fechamento de unidades tem comprometido o atendimento aos clientes.

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Embora tenha tido um lucro de cerca de R$ 20 bilhões em 2022, o Bradesco fechou mais de mil postos de trabalho. Além disso, encerrou atividade de 93 agências e 174 unidades de negócios. Desse modo, ainda que afirme que os trabalhadores das agências fechadas estejam sendo realocados, o sindicato ainda se preocupa se os empregos serão mantidos. 

Magaly ainda afirma que muitas agências foram convertidas em unidades de negócios, causando mais demissões. Diante disso, a coordenadora destaca que o banco precisa cumprir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que prevê a requalificação e recolocação dos trabalhadores, promovendo a manutenção de seus empregos.

Imagem: rafapress/Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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