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Atraso na entrega da DASN-MEI: o que significa para os microempreendedores?

MEIs em alerta vermelho! Atrasar a entrega da DASN-MEI pode ser um erro caro. Saiba mais e veja se será multado!

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
MEI

Um levantamento recente revelou que quase metade dos Microempreendedores Individuais (MEI) não cumpriram o prazo para a entrega da Declaração Anual Simplificada do MEI (DASN-MEI) de 2024.

Especificamente, cerca de 47% dos empreendedores, ou 7,2 milhões de indivíduos, encontram-se nesta situação, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal.

A declaração, que deveria ter sido enviada até o último dia de maio de 2024, é indispensável para que os MEIs regularizem seus ganhos referentes ao ano de 2023. A falta dela ode acarretar sérias consequências para o negócio, incluindo multas significativas e possíveis restrições em atividades empresariais futuras.

Quais são as consequências de não enviar a DASN-MEI?

O não envio da DASN-MEI no prazo estipulado implica a cobrança de uma multa, com valor mínimo estipulado em R$ 50.

Essa multa aumenta progressivamente, atingindo 2% sobre o faturamento mensal, podendo chegar a um teto de 20%. É essencial que os microempreendedores regularizem sua situação o quanto antes para evitar acumulo de dívidas.

Como proceder para enviar a DASN-MEI atrasada?

O procedimento para a entrega atrasada da DASN-MEI é semelhante ao da entrega dentro do prazo. Os MEIs devem acessar o portal do Simples Nacional ou utilizar o aplicativo MEI, disponível para dispositivos móveis.

Após logar usando a conta .gov, o usuário deve seguir os passos indicados para preencher e transmitir a declaração corretamente. Apesar do atraso, é possível que essa simples ação mitigue futuras complicações com a Receita Federal.

Impacto nos estados brasileiros

A quantidade de DASN-MEIs enviadas varia consideravelmente entre os estados. Enquanto Santa Catarina lidera com a maior proporção de declarações enviadas, com 62%, estados como Amazonas e Amapá têm os menores índices, ambos com apenas 36%. Este panorama realça a disparidade regional na gestão fiscal dos microempreendedores individuais pelo Brasil.

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Para os MEIs que ainda não enviaram sua declaração, é crucial entender as implicações desta pendência. Além das multas, a falta de regularização pode impelir obstáculos severos, como a impossibilidade de obter empréstimos, alugar imóveis e até mesmo emitir documentos essenciais como passaporte.

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A atuação conforme as normas estabelecidas não apenas evita dificuldades legais e financeiras, mas também contribui para a sustentabilidade das atividades empresariais dos pequenos empreendedores no país. Por isso, é fundamental para o MEI se manter alinhado com as exigências fiscais e buscar, sempre que necessário, auxílio de especialistas para garantir a conformidade de seu negócio.

Imagem: Agência Sebrae / Reprodução

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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