A vitamina D é essencial para o bom funcionamento do organismo. Responsável pela regulação do cálcio e do fósforo no sangue, ela é fundamental para a saúde dos ossos, músculos, sistema imunológico e até para a prevenção de doenças autoimunes e cardiovasculares.
Não precisa só de sol: veja como turbinar sua vitamina D com esse método
Descubra como aumentar sua vitamina D com alimentação e hábitos simples. Mantenha sua saúde em dia agora mesmo!
Mesmo sendo conhecida como a “vitamina do sol”, por sua síntese ser estimulada pela exposição à luz solar, muitos brasileiros ainda sofrem com sua deficiência.
Estima-se que cerca de 60% da população do país tenha níveis inadequados de vitamina D, de acordo com estudos recentes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Felizmente, há outras formas eficazes de garantir bons níveis do nutriente, mesmo em regiões ou épocas do ano com pouca exposição solar.
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Barreiras ambientais e comportamentais
Embora o sol seja a principal fonte de vitamina D, nem todos conseguem se beneficiar dele de forma adequada. Diversos fatores interferem na síntese da vitamina pela pele:
- Uso constante de protetor solar;
- Vestuário que cobre grande parte do corpo;
- Climas frios ou chuvosos com pouca incidência solar;
- Ambientes urbanos com alta poluição;
- Estilo de vida predominantemente indoor.
Além disso, pessoas com pele mais escura, idosos e indivíduos obesos possuem maior dificuldade de sintetizar vitamina D naturalmente.
Alimentos ricos em vitamina D
A alimentação torna-se, portanto, uma aliada fundamental para quem não consegue depender exclusivamente da exposição solar.
Fontes animais de vitamina D
- Salmão selvagem: Cerca de 600–1000 UI por 100g;
- Sardinha em conserva: Até 270 UI por porção;
- Atum enlatado: Cerca de 150 UI por 100g;
- Óleo de fígado de bacalhau: Uma das maiores concentrações (cerca de 1300 UI por colher de sopa);
- Fígado de boi e de galinha: Ricos, mas devem ser consumidos com moderação;
- Gema de ovo: Aproximadamente 37 UI por unidade.
Fontes vegetais e fortificadas
Cogumelos expostos à luz UV
Cogumelos como shiitake, portobello e maitake produzem vitamina D2 (forma vegetal) quando expostos à luz ultravioleta. Eles são uma excelente opção para vegetarianos e veganos.
Alimentos enriquecidos com vitamina D
- Leite e iogurtes fortificados;
- Leite de soja, aveia ou amêndoas enriquecidos;
- Margarinas e manteigas com adição de vitamina D;
- Cereais matinais fortificados;
- Sucos industrializados (verifique o rótulo).
A incorporação desses alimentos no dia a dia pode ser decisiva na prevenção de carência do nutriente.
Melhor horário para exposição solar
Apesar de alternativas alimentares existirem, o banho de sol ainda é a maneira mais eficiente de produzir vitamina D.
Horário ideal para produção da vitamina D
Especialistas recomendam a exposição solar entre 10h e 15h, por 15 a 30 minutos, com áreas como braços e pernas descobertas. Esse período é o mais eficiente devido à maior presença de raios UVB, que ativam a produção da vitamina na pele.
Deve-se usar protetor solar?
Durante esse curto intervalo, o protetor solar deve ser evitado nas áreas expostas, pois ele bloqueia os raios UVB. Após esse tempo, a aplicação é recomendada para evitar danos à pele.
Fatores que afetam a síntese solar
- Tom de pele (mais escura = mais tempo de exposição);
- Idade (idosos sintetizam menos);
- Poluição atmosférica;
- Latitude e estação do ano;
- Vidros e janelas, que bloqueiam os raios UVB.
Como potencializar a absorção da vitamina D
Vitamina D é lipossolúvel
Por ser uma vitamina lipossolúvel, sua absorção é facilitada quando ingerida com alimentos ricos em gordura boa.
Combine com gorduras saudáveis
- Abacate;
- Azeite de oliva extravirgem;
- Castanhas e nozes;
- Peixes oleosos.
Essa combinação aumenta significativamente a biodisponibilidade da vitamina D ingerida.
Manutenção e monitoramento dos níveis
Quem deve fazer exames regulares?
- Gestantes;
- Idosos;
- Pessoas com doenças autoimunes;
- Quem sofre de osteoporose;
- Pacientes com absorção intestinal prejudicada.
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Os exames de sangue (25-hidroxi-vitamina D) ajudam a identificar deficiências e ajustar a dieta ou suplementação.
Sintomas da deficiência de vitamina D
A deficiência de vitamina D pode não apresentar sintomas imediatos, mas seus efeitos a longo prazo são graves.
Sinais de alerta
- Fadiga e cansaço frequente;
- Dores musculares e fraqueza;
- Quedas de imunidade;
- Dores ósseas e fraturas;
- Depressão e alterações de humor.
Consequências da carência prolongada
- Osteoporose;
- Raquitismo (em crianças);
- Doenças autoimunes;
- Aumento do risco de doenças cardiovasculares;
- Problemas cognitivos em idosos.
Quando recorrer à suplementação?

A suplementação de vitamina D só deve ser feita com orientação médica.
Indicações comuns para suplementação
- Diagnóstico de deficiência laboratorial;
- Gravidez ou lactação;
- Pacientes com doenças intestinais inflamatórias;
- Vegetarianos ou veganos com baixa ingestão alimentar;
- Pessoas com exposição solar muito limitada.
Cuidados com o excesso
O excesso de vitamina D pode causar hipervitaminose D, resultando em:
- Náuseas;
- Vômitos;
- Cálculos renais;
- Calcificação de tecidos.
O equilíbrio é a chave para usufruir dos benefícios sem efeitos colaterais.
Conclusão
A vitamina D vai muito além da exposição ao sol. Uma alimentação rica em fontes naturais e fortificadas, aliada a hábitos simples como a ingestão de gorduras saudáveis e controle médico regular, pode garantir níveis ideais do nutriente durante todo o ano.
Com planejamento, é possível manter a saúde óssea, imunológica e metabólica em dia, independentemente do clima ou do estilo de vida.
Imagem: Freepik
