Situação caótica no reajuste da passagem de ônibus em Belo Horizonte. Na última quarta-feira (5), a desembargadora Ana Paula Nannetti Caixeta, presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), determinou a suspensão da decisão que obrigava a prefeitura da capital mineira a aumentar a tarifa dos atuais R$ 4,50 para R$ 6,90.
Aumento na passagem de ônibus pode acarretar em demissão em massa de trabalhadores
Anúncio de aumento da passagem de ônibus pode gerar demissão em massa de trabalhadores desta cidade. Entenda a situação.
A Câmara Municipal aponta o contrato entre os empresários e a prefeitura como fraudulento. Existe ainda a preocupação que o reajuste de 53% resulte na demissão em massa de trabalhadores de variados setores.
Passagem de ônibus pode aumentar em 53% em BH
O aumento de R$ 2,40 na passagem de ônibus é equivalente a um reajuste de 53%. De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais, a consequência da alta da tarifa vai muito além do peso no bolso do passageiro. Isso porque, a entidade destaca que a passagem indo para R$ 6,90 poderá afetar o índice da inflação de BH.
“O transporte pesa hoje mais de 2% na inflação. Esse reajuste, se for dado de forma integral como está sendo ventilado, seria um aumento muito elevado, de uma vez, para um serviço tão relevante para a população”, destaca o gerente de pesquisa do Ipead/UFMG, Eduardo Antunes.
Além disso, se entrar em vigor, a passagem de ônibus em Belo Horizonte a R$ 6,90 será a mais cara entre as capitais do país.
Nova tarifa pode gerar demissão em massa
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Uma outra grave consequência do aumento proposto da passagem de ônibus na capital mineira pode ser a onda de demissão gerada pela nova tarifa. Isso porque, o ônibus é utilizado por grande parte dos trabalhadores para se locomover de suas casas para seus locais de trabalho. Agora, os contratantes estão preocupados com o aumento dos custos.
Para o Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindlojas), a situação deve afetar principalmente o pequeno e médio empresário. Isso porque, a categoria vai precisar repassar esse gasto a mais com as passagens dos funcionários para o consumidor no encarecimento dos produtos.
Imagem: Joa Souza/shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
