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Como autônomo pode contribuir para o INSS e garantir benefícios

Saiba como um autônomo pode contribuir para o INSS e ter acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.

Julia FernandesPor Julia Fernandes6 min de leitura
INSS Freepik

Ser autônomo tem sido a escolha de milhões de brasileiros que buscam mais liberdade profissional, flexibilidade nos horários e autonomia sobre suas tarefas. No entanto, ao optar por essa modalidade de trabalho, muitos se perguntam como garantir a cobertura previdenciária do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), tal como os trabalhadores com vínculo empregatício, cujas contribuições são feitas mensalmente pelas empresas.

Neste artigo, vamos explicar como os profissionais autônomos podem se regularizar perante a Previdência Social e garantir acesso a benefícios como aposentadoria por invalidez, salário-maternidade, auxílio-doença e também como contar tempo para se aposentar no futuro. Acompanhe os passos a seguir para se manter regularizado e seguro.

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Como comprovar trabalho de autônomo para o INSS?

A comprovação de atividade como autônomo, ou contribuinte individual, exige que o trabalhador apresente alguns documentos ao INSS. Esses documentos são importantes para validar a atividade e garantir que o profissional tenha acesso aos direitos previdenciários.

Entre os documentos que podem ser apresentados estão:

  • Recibos de prestação de serviço: comprovam o trabalho autônomo realizado.
  • Declaração do Imposto de Renda: importante para demonstrar a renda anual do profissional.
  • Contratos de trabalho: utilizados para formalizar os serviços prestados.
  • Registro em conselho de classe ou sindicato: se a profissão exigir, o registro é essencial.
  • Inscrição profissional na prefeitura: para quem atua em serviços registrados na cidade ou município.

Esses documentos são essenciais para regularizar a situação do autônomo e permitir o acesso aos benefícios previdenciários, como auxílio-doença e aposentadoria.


Como pagar o INSS como autônomo?

INSS
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

1. Inscrição no Programa de Integração Social (PIS)

O primeiro passo para contribuir com o INSS como autônomo é fazer a inscrição no Programa de Integração Social (PIS). Esse cadastro é necessário para que o trabalhador seja considerado um contribuinte individual. Caso o profissional já tenha trabalhado com carteira assinada, provavelmente já possui o número de inscrição no PIS, mas se nunca contribuiu, o procedimento é simples e pode ser feito online.

2. Escolher o tipo de contribuição

Existem diferentes tipos de contribuição para os autônomos, e a escolha depende da categoria do trabalhador e do valor que ele deseja contribuir mensalmente. O valor da contribuição ao INSS pode variar conforme o tipo de cobertura desejada e os benefícios que o autônomo quer acessar.

A contribuição ao INSS pode ser feita através da Guia da Previdência Social (GPS), que é o “carnê do INSS”, e pode ser preenchida manualmente ou online.

3. Efetuar o pagamento da Guia da Previdência Social (GPS)

Após preencher a GPS, o autônomo deve efetuar o pagamento da guia em instituições bancárias ou casas lotéricas. O pagamento deve ser realizado até o dia 20 do mês seguinte ao da competência. Esse pagamento garante que o autônomo continue contribuindo para o INSS e tenha acesso aos benefícios previdenciários.


Tipos de contribuição ao INSS para autônomos

Existem dois tipos principais de contribuição ao INSS para autônomos, e a escolha de qual tipo de contribuição será feita depende do valor mensal que o trabalhador deseja pagar e dos benefícios que ele quer acessar. Vamos explicar cada tipo de contribuição a seguir:

1. Contribuição de 20% sobre o salário (Código 1007)

Essa contribuição é mais vantajosa para quem deseja ter acesso a um conjunto completo de benefícios, como aposentadoria por tempo de contribuição ou aposentadoria por idade. O valor da contribuição é de 20% do salário do trabalhador, sendo que o salário deve ser limitado ao teto da previdência, que em 2025 é de R$ 8.157,41.

Com essa contribuição, o trabalhador tem direito a aposentadoria por tempo de serviço ou aposentadoria por idade, além de outros benefícios como auxílio-doença, salário-maternidade e pensões.

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2. Contribuição de 11% sobre o salário mínimo (Código 1163)

Esse tipo de contribuição é uma opção mais barata, onde o autônomo paga 11% do salário mínimo mensalmente, que, em 2025, corresponde a R$ 121,10. Com essa contribuição, o trabalhador tem direito apenas a aposentadoria por idade e a aposentadoria por invalidez, com o valor limitado a um salário mínimo.

Este tipo de contribuição é mais acessível, mas oferece benefícios mais limitados em relação ao tipo de contribuição de 20%, sendo uma escolha para quem busca um benefício mais básico.


Como escolher o tipo de contribuição?

INSS
Imagem: Freepik e Canva

A escolha entre a contribuição de 20% ou 11% depende de alguns fatores importantes:

  1. Objetivo do trabalhador: Se o autônomo deseja garantir um benefício mais robusto e com maiores valores, a contribuição de 20% é mais indicada, pois oferece acesso a benefícios mais completos, como a aposentadoria por tempo de serviço.
  2. Capacidade de pagamento: A contribuição de 11% é mais acessível, com um valor fixo mensal mais baixo, mas oferece benefícios mais limitados.
  3. Projeção de aposentadoria: Se o objetivo é se aposentar mais cedo ou com um valor mais alto, é mais vantajoso contribuir com 20% sobre o salário.

Benefícios que o autônomo pode acessar

Os autônomos que contribuem para o INSS podem ter acesso a diversos benefícios, dependendo do tipo de contribuição escolhida. Entre os benefícios mais comuns estão:

  • Aposentadoria por idade: Benefício concedido ao trabalhador que atinge a idade mínima estabelecida pela Previdência Social.
  • Aposentadoria por invalidez: Garantia de renda ao trabalhador que, devido a uma doença ou acidente, se torna incapaz de exercer suas atividades profissionais.
  • Auxílio-doença: Benefício concedido ao trabalhador que está temporariamente incapaz de trabalhar devido a uma doença ou acidente.
  • Salário-maternidade: Benefício pago à trabalhadora autônoma que se afasta do trabalho devido ao nascimento de um filho.
  • Pensões: Benefícios pagos aos dependentes do trabalhador, em caso de falecimento.

Além disso, o tempo de contribuição ao INSS também pode contar para o tempo de aposentadoria, permitindo que o trabalhador se aposente mais cedo ou com um valor maior, dependendo do valor das suas contribuições mensais.

Ser autônomo no Brasil oferece muitas vantagens, como a liberdade de horários e a autonomia para decidir o rumo da carreira. No entanto, é essencial que o trabalhador autônomo também se preocupe com a segurança social, garantindo sua contribuição para o INSS. Ao se inscrever corretamente no PIS, escolher o tipo adequado de contribuição e realizar o pagamento mensal da GPS, o autônomo terá direito a benefícios importantes, como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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