Quando se trabalha com carteira assinada, alĂ©m de uma sĂ©rie de outros benefĂcios, o trabalhador tambĂ©m tem direito ao 13Âş salário. Para calcular o valor desse pagamento, o trabalhador deve dividir seu salário bruto por 12 e multiplicar o resultado pelo nĂşmero de meses que trabalhou naquela empresa ao longo do ano. No entanto, como Ă© possĂvel garantir esse valor extra para um autĂ´nomo?
Autônomo: saiba como adquirir o seu 13º salário
Você trabalha como autônomo e quer saber como garantir seu 13º salário? Saiba aqui mais informações sobre o assunto!
Para garantir o 13º salário, o autônomo precisa realizar um gerenciamento estratégico de suas finanças. Isso se deve, principalmente, ao fato de que ele mesmo realiza suas próprias contribuições e administra suas finanças. Além disso, existe uma instabilidade em seus ganhos e a ausência de direitos comuns aos celetistas, como este salário adicional no fim do ano.
Neste artigo, vamos discutir algumas estratégias e dicas de investimento para que os autônomos também possam contar com um valor extra no final do ano.
Opções de investimento para ter um 13º salário
Uma boa maneira de os trabalhadores autônomos garantirem seu 13º salário é fazendo um investimento mensal de 8,3% (equivalente a 1/12) do valor do seu faturamento mensal. Assim, essa quantia renderá juros durante o ano e, no final, o autônomo acumulará um valor equivalente a um 13º salário.
Existem diversas opções de investimento a considerar na hora de reservar seu 13º salário, como o CDB, Tesouro Direto, fundos imobiliários e fundos de investimentos, por exemplo. O importante é escolher produtos de renda fixa que tenham rentabilidade acima da inflação e possam garantir um bom rendimento ao longo do ano.
Porém, é essencial evitar que esse valor extra gere endividamento. O ideal é saber como controlar e administrar bem os recursos, evitando gastos exagerados nas festividades de fim de ano. Além disso, é interessante ver o 13º como um meio de quitar as despesas extras ou como um investimento em algo que realmente valha a pena.
Importância da contribuição do autônomo ao INSS
Outro direito comum ao celetista, mas que não há garantia ao autônomo, é a aposentadoria. Para garanti-la, é necessário que o profissional realize contribuições ao INSS – seja como MEI ou como autônomo.
Contribuindo como MEI, o profissional paga um valor mensal que varia de R$66,00 a R$70,00, garantindo diversos direitos previdenciários, tais como: aposentadoria, auxĂlio-doença, licença-maternidade, auxĂlio-reclusĂŁo e pensĂŁo por morte. É válido ressaltar que, nesta modalidade, o trabalhador contribui para receber o valor de um salário mĂnimo vigente.
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Já como autônomo, o trabalhador pode contribuir no plano normal ou simplificado. Veja a diferença entre os planos a seguir:
- Simplificado: o trabalhador paga 11% de um salário-mĂnimo por mĂŞs e tem direito Ă aposentadoria por idade e demais auxĂlios previstos;
- Normal: trabalhador paga 20% do salário que deseja receber, limitado ao teto do INSS de R$7.507,49, e tem direito Ă aposentadoria por idade e por contribuição e demais auxĂlios previstos.
Para exemplificar, se um autônomo optar pelo plano normal e quiser receber uma aposentadoria de R$4.000,00, será necessário que ele contribua 20% de R$4.000,00 por mês, ou seja, R$800.
Imagem: rafastockbr / shutterstock – Edição: Seu CrĂ©dito Digital
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