As irregularidades no Auxílio Brasil, de acordo com a auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no segundo semestre de 2022, deram aos cofres públicos um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões por mês.
Auxílio Brasil: irregularidades podem chegar a R$ 2 bilhões por mês
TCU aponta possíveis irregularidades no Auxílio Brasil com perdas de R$ 2 bilhões por mês para os cofres públicos. Entenda o que está em jogo!
Isso porque, pelas evidências apuradas no documento, até outubro, mais de 3,5 milhões de pessoas estariam fora das condições para participar do programa. Mas o que quer dizer o relatório?
Irregularidades no Auxílio Brasil aconteceram em um momento político complexo
Após eleições conturbadas e com números que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL), as informações do relatório podem indicar o uso do Auxílio Brasil para beneficiar a campanha do presidente atual no pleito de 2022.
Para isso, o TCU cruzou dados da PNADC do IBGE com o total de famílias incluídas no Auxílio Brasil neste ano. Em resumo, apenas até o mês de outubro, o número de pagamentos indevidos seria de 20%, uma taxa considerada suspeita pela equipe técnica que realizou a auditoria.
Além disso, outro ponto que pode indicar irregularidades no Auxílio Brasil é o crescimento de quase 44% no Nordeste. Isso porque a região teria de 6,76 milhões de famílias com direito ao benefício, mas registrou 9,75 milhões de beneficiários.
Consequências das irregularidades na concessão do benefício
De acordo com o relatório, as mudanças promovidas pelo programa são frutos de uma alteração significativa na concessão do benefício feita pelo governo Bolsonaro e que se iniciou desde a troca do nome do programa, que antes se chamava Bolsa Família.
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A suposição de irregularidades no Auxílio Brasil surgiu após o próprio TCU propor, em maio deste ano, uma avaliação sobre o novo desenho do programa. Pelos dados apurados, até o momento, o órgão elencou alguns pontos importantes, como, por exemplo:
- Uma pessoa solteira passou a receber, em média, 272% a mais do que um casal com 3 filhos;
- O valor mínimo gerou uma maior desigualdade no pagamento do benefício, em comparação com o Bolsa Família;
- O programa gasta mais e atende menos pessoas.
Imagem: Sidney de Almeida/shutterstock.com
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