A partir desta quinta-feira (21), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) inicia a transferência de cerca de 4 milhões de contratos antigos de crédito consignado para a plataforma Crédito do Trabalhador, auxílio digital que promete ampliar a concorrência entre bancos e reduzir os juros cobrados aos trabalhadores.
Novo auxílio do governo beneficiará quem tem empréstimo em andamento
O governo inicia a migração de contratos antigos de crédito consignado para o Crédito do Trabalhador, oferecendo auxílio financeiro e mais.
Antes dessa mudança, os trabalhadores com carteira assinada só podiam contratar crédito consignado em bancos conveniados com suas empresas, que compartilhavam dados funcionais com a instituição financeira.
Como funcionará a migração?

A migração envolve contratos antigos, muitos dos quais estavam limitados a um número reduzido de bancos conveniados. Com o novo sistema, os trabalhadores poderão escolher entre diversas instituições, aumentando a concorrência e possibilitando a redução das taxas de juros.
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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) estima que o volume de crédito consignado privado poderá ultrapassar R$ 120 bilhões em 2025, impulsionado pela maior liberdade de escolha proporcionada pelo novo modelo.
Benefícios para trabalhadores CLT
O crédito consignado oferecido pelo Crédito do Trabalhador apresenta juros médios de 3,56% ao mês, bem inferiores às taxas cobradas em empréstimos pessoais, que podem chegar a 8,1%.
Além disso, os trabalhadores podem comprometer até 35% do salário bruto com o pagamento das parcelas, que são descontadas automaticamente na folha de pagamento, garantindo maior segurança para os bancos e menor risco de inadimplência.
Desde junho deste ano, já é possível portar contratos antigos para outra instituição com juros mais baixos. Com a migração anunciada pelo MTE, a portabilidade poderá ser realizada também pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, ampliando o acesso a contratos mais vantajosos.
Quem será beneficiado
Segundo o MTE, 60% dos contratos já firmados pelo Crédito do Trabalhador atendem a empregados que ganham até quatro salários mínimos, público que anteriormente tinha menos acesso a crédito com condições favoráveis.
Em caso de demissão, o trabalhador poderá utilizar até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória como garantia do empréstimo. Se o valor não for suficiente, o pagamento é temporariamente interrompido e retomado quando o trabalhador conseguir outro emprego formal.
Impacto da nova plataforma no mercado de crédito
A ampliação do número de bancos participantes do consignado promete estimular a concorrência e reduzir os juros cobrados no mercado. Além disso, a possibilidade de portabilidade digital por meio do aplicativo simplifica o processo para os trabalhadores, tornando o crédito mais acessível e transparente.
Analistas do setor financeiro apontam que o modelo também pode gerar economia significativa para os trabalhadores, especialmente aqueles que têm contratos antigos com taxas mais elevadas.
O que muda para o trabalhador
Antes, os contratos antigos eram rígidos, limitados a poucos bancos e com taxas menos competitivas. Agora, o trabalhador tem:
- Acesso a mais de 70 bancos e financeiras
- Possibilidade de escolher a melhor oferta
- Juros mais baixos que empréstimos pessoais
Essa flexibilidade permite uma gestão mais eficiente das finanças pessoais, reduzindo o impacto do crédito no orçamento familiar.
Como portar contratos antigos
- Acessar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital
- Verificar os contratos disponíveis para portabilidade
- Comparar ofertas de diferentes bancos e financeiras
- Selecionar a proposta mais vantajosa e autorizar a transferência
O processo é totalmente digital, seguro e simplifica a negociação do crédito, evitando deslocamentos físicos até agências bancárias.
Juros e limites do crédito consignado

O crédito consignado oferece taxas competitivas devido à garantia de pagamento via folha de salário. As condições incluem:
- Juros médios: 3,56% ao mês
- Limite de comprometimento do salário: 35%
- Desconto automático: direto na folha de pagamento
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Essa modalidade é especialmente vantajosa para trabalhadores com renda fixa, que podem planejar melhor suas finanças sem risco de atrasos.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quem pode migrar para o Crédito do Trabalhador?
Todos os trabalhadores com contratos antigos de crédito consignado, CLT ou ativos no sistema, poderão migrar gradualmente até novembro de 2025.
Como funciona a portabilidade digital?
A portabilidade pode ser feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, permitindo transferir contratos antigos para bancos que ofereçam melhores condições.
O que acontece em caso de demissão?
O pagamento é garantido parcialmente pelo FGTS e multa rescisória. Caso não seja suficiente, o pagamento é interrompido e retomado ao conseguir novo emprego formal.
Existe limite de comprometimento do salário?
Sim. O trabalhador pode comprometer até 35% do salário bruto com o pagamento das parcelas.
Considerações finais
O novo auxílio do governo, por meio da migração para o Crédito do Trabalhador, representa uma mudança significativa no mercado de crédito consignado. Com mais bancos participantes, taxas de juros mais baixas e portabilidade digital, a iniciativa amplia o acesso ao crédito seguro para milhões de trabalhadores brasileiros.
A medida reforça a tendência de digitalização e democratização do crédito, oferecendo mais liberdade de escolha e condições mais vantajosas para quem depende do consignado para organizar suas finanças.
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