Criado para atenuar o impacto da inflação e do aumento do preço do gás de cozinha no orçamento das famílias em situação de vulnerabilidade, o Auxílio Gás dos Brasileiros tornou-se um dos principais programas complementares de transferência de renda do Governo Federal. Regido pela Lei nº 14.237/2021, o benefício é pago a cada dois meses e visa garantir o acesso ao botijão de gás de 13kg, item essencial na alimentação e sobrevivência de milhões de brasileiros.
Auxílio Gás e Bolsa Família: veja como acumular os pagamentos e garantir a dupla ajuda
Auxílio Gás paga o valor integral do botijão de 13kg a cada dois meses e pode ser acumulado com o Bolsa Família. Saiba como funciona.
Desde 2023, com a publicação de uma Medida Provisória, o programa foi reformulado para cobrir 100% do valor médio nacional do botijão, calculado com base nos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Mas, apesar da importância do benefício, ainda há dúvidas recorrentes sobre quem tem direito, como é feito o pagamento, se interfere no Bolsa Família e como consultar os repasses.
A seguir, confira todas as informações atualizadas e detalhadas sobre o Auxílio Gás em 2025.
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Auxílio gás será pago em novembro?

O que é o Auxílio Gás?
O Auxílio Gás dos Brasileiros foi instituído pela Lei nº 14.237, de 19 de novembro de 2021, com o objetivo de subsidiar parte ou a totalidade do valor do gás de cozinha (GLP) para famílias de baixa renda. Inicialmente, o benefício cobria apenas 50% do preço do botijão de 13 kg, mas a partir de janeiro de 2023 passou a cobrir 100% da média nacional, de forma integral, conforme os preços levantados pela ANP.
O programa é operacionalizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) em parceria com a Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento.
Como funciona o pagamento do Auxílio Gás?
Periodicidade
O Auxílio Gás é pago a cada dois meses e segue o mesmo calendário do Bolsa Família, com base no último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do responsável familiar. Isso significa que, quando a família recebe o Bolsa Família, o Auxílio Gás, se for de direito, será pago juntamente com o benefício principal.
Valor
O valor do benefício varia a cada bimestre, pois é calculado com base na média nacional do botijão de gás de 13 kg, conforme os preços da ANP. O montante é divulgado antes de cada rodada de pagamento.
Em 2025, os valores médios têm oscilado entre R$ 96 e R$ 120, dependendo da região e do preço nacional estimado no período.
Forma de pagamento
O depósito é feito de forma automática em uma das seguintes modalidades:
- Conta Poupança Social Digital (Caixa Tem);
- Conta Poupança Caixa Fácil;
- Conta bancária existente, se compatível com o CPF do titular.
Caso a família não possua conta bancária, uma conta digital é aberta automaticamente e sem custos, com movimentações feitas via aplicativo Caixa Tem.
Validade
O valor disponibilizado fica válido por 120 dias a partir da data do crédito. Após esse prazo, se não for utilizado, o valor é estornado e retorna aos cofres públicos.
Pode acumular com o Bolsa Família?

Sim. O Auxílio Gás é acumulável com o Bolsa Família e não interfere no cálculo da renda familiar. Isso significa que a pessoa pode receber os dois benefícios simultaneamente, sem qualquer prejuízo.
Além disso, o Auxílio Gás:
- Não entra na contagem da renda per capita do CadÚnico;
- Não impede o recebimento de outros programas sociais, federais, estaduais ou municipais;
- É considerado um benefício de caráter temporário, portanto, não gera direito adquirido a recebimentos futuros.
“O recebimento do Auxílio Gás não afeta o Bolsa Família e pode ser acumulado com outros benefícios sociais”, reforça o MDS em suas notas oficiais.
Quem tem direito ao Auxílio Gás?
O público-alvo do programa inclui:
Famílias inscritas no CadÚnico
- Devem possuir **renda familiar mensal per capita igual ou inferior a **meio salário-mínimo (R$ 759 em 2025);
- O benefício é pago preferencialmente à mulher responsável pela família;
- A inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) deve estar atualizada nos últimos dois anos.
Famílias com integrantes do BPC (Benefício de Prestação Continuada)
- Famílias que tenham membros que recebam o BPC/Loas, mesmo que não estejam cadastradas no CadÚnico;
- Nestes casos, o pagamento é feito ao titular do BPC ou seu representante legal.
Prioridades
O programa dá prioridade de atendimento a:
- Mulheres vítimas de violência doméstica;
- Famílias com maior número de integrantes;
- Beneficiários do Bolsa Família;
- Famílias residentes em áreas de vulnerabilidade ou risco social.
Como saber se fui aprovado?
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Consulta pelo Caixa Tem
A maneira mais prática de verificar se você foi contemplado é por meio do aplicativo Caixa Tem:
- Faça login com seu CPF e senha;
- Acesse a aba “Extrato” ou “Auxílio Gás”;
- Verifique se há crédito referente ao benefício.
Consulta presencial
Se você não tem acesso a um smartphone, pode consultar:
- CRAS mais próximo;
- Agências da Caixa Econômica Federal;
- Terminais de autoatendimento com cartão do benefício.
O que fazer se não recebi o benefício?
Caso a família seja elegível e ainda não esteja recebendo, é recomendável:
- Verificar se o CadÚnico está atualizado (última atualização há no máximo 2 anos);
- Consultar o CRAS ou o gestor municipal para saber se há alguma pendência cadastral;
- Aguardar os próximos ciclos, pois a inclusão de famílias depende da disponibilidade orçamentária.
Importante: não é necessário se inscrever separadamente para o Auxílio Gás, pois a seleção é automática com base no CadÚnico e no cruzamento de dados com o INSS (para casos do BPC).
O que pode causar bloqueio ou suspensão do benefício?
- Dados desatualizados no CadÚnico;
- Informações inconsistentes ou incompatíveis com outras bases (INSS, Receita Federal, etc.);
- Renda familiar per capita acima do limite permitido;
- Descumprimento de regras ou indícios de fraude cadastral.
O Auxílio Gás vai continuar em 2026?

O programa tem caráter temporário, mas não possui data para ser encerrado. Sua renovação e continuidade dependem de previsão orçamentária anual, definida pelo Governo Federal.
Em 2025, a continuidade foi garantida com recursos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA), com um orçamento estimado em R$ 3,6 bilhões para o programa.
A expectativa é que o benefício continue sendo pago em 2026, sobretudo diante dos impactos sociais da inflação no preço do gás de cozinha.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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