Em uma decisão contundente que expõe práticas abusivas no ambiente de trabalho, a Justiça Regional do Trabalho de Ponte Preta, em Minas Gerais, condenou as empresas de cosméticos Avon e Natura a indenizar em R$ 10 mil uma ex-funcionária que era obrigada a usar fantasias em reuniões como forma de punição por não bater metas de vendas.
Avon e Natura condenadas a pagar R$ 10 mil por humilhar funcionária por não bater metas
Colaboradora humilhada por não bater metas: Avon e Natura são condenadas a pagar R$ 10 mil a ex-funcionária. Entenda a situação!
O caso, que gera indignação e serve como um alerta para empresas e trabalhadores, levanta questionamentos sobre os limites da gestão por metas e a importância do respeito à dignidade humana.
Fantasia como castigo: humilhação pública e sofrimento psicológico

A ex-funcionária, que atuava como gerente de vendas, relatou em depoimento ter sido submetida a uma “gestão por estresse”, marcada por humilhações públicas e sofrimento psicológico.
Em reuniões trimestrais, os resultados das metas eram expostos de forma vexatória: os nomes dos vendedores que não atingiam os objetivos apareciam em vermelho em um ranking, e, como punição adicional, eram obrigados a usar fantasias pagas do próprio bolso.
Avon e Natura se defendem, mas Justiça reconhece abuso
Apesar de reconhecerem a existência das reuniões trimestrais de vendas, com a exibição dos resultados de cada gerente, a Avon e a Natura negaram em recurso que a trabalhadora tenha sido submetida a qualquer tipo de humilhação ou tratamento vexatório. Alegaram que a exibição dos resultados era feita de forma “colorida”, de acordo com o desempenho individual.
No entanto, a Justiça Regional do Trabalho de Ponte Preta não acatou os argumentos das empresas. O desembargador relator Jorge Berg de Mendonça considerou que as provas apresentadas, incluindo o depoimento da trabalhadora e de uma testemunha, comprovaram a “abusividade na cobrança de metas” e a exposição da funcionária a situações vexatórias.
Empresas se pronunciam e prometem mudanças
Em nota conjunta, a Natura e a Avon informaram que o processo ainda está em andamento e que o caso ocorreu antes da aquisição da Avon pela Natura.
Também ressaltaram que os envolvidos no episódio não fazem mais parte do quadro de funcionários e que a postura descrita não reflete as práticas de gestão das marcas.
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Decisão serve como alerta para empresas e trabalhadores
A condenação das empresas serve como um lembrete de que a gestão por metas, quando utilizada de forma abusiva, pode gerar graves consequências, tanto para os trabalhadores quanto para as próprias empresas.
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É fundamental que as empresas busquem métodos de gestão mais justos e humanizados, que valorizem o trabalho e a dignidade dos seus colaboradores.
Imagem: Divulgação / Natura / Avon
