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Azeite da marca Les Nobles tem venda proibida pela Anvisa

A Anvisa proibiu a venda, distribuição e uso de todos os lotes do azeite Les Nobles. Saiba como consultar produtos irregulares e o que fazer!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Marcas de azeite são proibidas pelo Ministério da agricultura! Veja quais são

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu nesta terça-feira (16) a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de todos os lotes do azeite de oliva da marca Les Nobles. A medida alerta consumidores e comerciantes sobre a irregularidade do produto, cuja origem é considerada clandestina.

Motivos da proibição

Azeite
Imagem: Busra İspir / iStock

Segundo a Anvisa, o azeite Les Nobles não possui anuência prévia da agência para importação e não tem registro na Anmat (Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica da Argentina). A embalagem do produto indica que ele tem origem em Mendoza, na Argentina, mas a produção carece de documentação oficial que garanta sua segurança e qualidade.

Leia mais: Anvisa bane pomadas capilares após relatos de cegueira

Histórico de irregularidades na Argentina

O azeite Les Nobles já havia sido proibido na Argentina em 2019 pela ASSAl (Agência Santafesina de Segurança Alimentar), órgão de segurança alimentar da cidade de Santa Fé. Na ocasião, o produto não cumpria a normativa alimentar vigente, reforçando as preocupações sobre sua importação e consumo no Brasil.

Falta de identificação da empresa

Na medida publicada no Diário Oficial da União (DOU), a empresa responsável e o CNPJ da marca são apresentados como “desconhecidos”. Até a publicação deste artigo, a Folha não conseguiu localizar os responsáveis pela marca Les Nobles.

Outras proibições de azeites no Brasil

O caso do azeite Les Nobles não é isolado. Nos últimos meses, várias marcas tiveram a venda suspensa por irregularidades identificadas por órgãos do governo.

Retirada de 11 marcas em junho

Em junho, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Anvisa anunciaram que 11 marcas deveriam ser retiradas imediatamente de circulação. Entre elas estavam Alcobaça, Campo Ourique, Casa do Azeite, Castelo de Viana, Málaga, San Martin, Santa Lucía, Serrano, Terra de Olivos, Terrasa e Villa Glória. As medidas foram tomadas após análises laboratoriais identificarem padrões irregulares em composição ou rotulagem.

Suspensão de lotes em julho

Em julho, todos os lotes de azeite extravirgem da marca Vale dos Vinhedos foram suspensos após análises laboratoriais apontarem divergências em relação às leis de rotulagem e composição.

Como identificar produtos irregulares

A Anvisa disponibiliza uma ferramenta online que permite ao consumidor verificar se determinado produto está irregular.

Passo a passo para consulta

  1. Acesse o site oficial da Anvisa em https://consultas.anvisa.gov.br/.
  2. Clique no ícone “Produtos Irregulares”.
  3. Pesquise pelo nome da marca, tipo de produto ou data da medida.
  4. Clique em Consultar e confira as informações disponíveis.

Além disso, é possível verificar se a empresa que comercializa o produto está registrada no Mapa:

  1. Acesse o site do Mapa.
  2. Pesquise pelo número de registro, razão social ou CNPJ da empresa.
  3. Verifique se o campo Situação do Estabelecimento está marcado como Ativa.

Lista de produtos recolhidos

Outras marcas de azeite de oliva consideradas impróprias para consumo foram recolhidas pelo Mapa entre dezembro de 2023 e junho de 2025. Motivos incluem desclassificação do produto, CNPJ suspenso ou inapto junto à Receita Federal. A lista completa está disponível no site oficial do ministério.

O que fazer se você comprou um azeite irregular

azeite
Imagem: Freepik

Consumidores que adquiriram azeites irregulares devem interromper imediatamente o uso do produto. Além disso, denúncias podem ser registradas por meio do canal oficial Fala.br, informando detalhes sobre o local da compra e a marca do produto.

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Recomendações da Anvisa

  • Não consumir produtos suspeitos ou sem registro.
  • Denunciar a venda de produtos irregulares às autoridades competentes.
  • Consultar regularmente listas de produtos proibidos e empresas com situação irregular.

FAQ – Perguntas frequentes

1. Por que o azeite Les Nobles foi proibido pela Anvisa?
O produto não possui registro na Anmat e não tem autorização da Anvisa para importação, sendo considerado de origem clandestina.

2. Como saber se um azeite é irregular?
É possível consultar no site da Anvisa em Produtos Irregulares ou verificar se a empresa está registrada no Mapa.

3. Quais outras marcas de azeite tiveram venda proibida recentemente?
Entre 2023 e 2025, marcas como Escarpas das Oliveiras, Almazara, Alonso, Quintas D’Oliveira, Vale dos Vinhedos, Alcobaça, Campo Ourique, Casa do Azeite, Castelo de Viana, Málaga e outras foram suspensas.

4. O que fazer se já comprei um azeite proibido?
Interrompa o uso imediatamente e faça denúncia no canal oficial Fala.br, indicando a marca e o local da compra.

5. Onde posso consultar listas atualizadas de produtos proibidos?
No site da Anvisa, na seção Produtos Irregulares, e no site do Mapa, consultando a situação do estabelecimento e o registro da empresa.

Considerações finais

A fiscalização de alimentos é essencial para garantir a segurança do consumidor e evitar riscos à saúde. O caso do azeite Les Nobles reforça a importância de verificar a procedência e o registro de produtos antes da compra. Com ferramentas online da Anvisa e do Mapa, é possível consultar informações atualizadas e tomar decisões conscientes ao adquirir alimentos importados ou nacionais.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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