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B3 ajusta pregão para 10h às 16h55 a partir desta semana

B3 ajusta horário do pregão para alinhar com mercados globais e amplia negociação de futuros de criptomoedas.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Celesc

A partir desta semana, o mercado acionário brasileiro passou a funcionar com um novo horário de negociação. A mudança foi implementada pela B3, responsável pela infraestrutura do mercado financeiro no país, para alinhar o funcionamento do pregão com os principais centros financeiros globais durante o período em que Estados Unidos e Europa adotam o horário de verão.

Com o ajuste, as principais negociações do mercado de ações passam a ocorrer entre 10h e 16h55. O novo intervalo vale para operações com ações brasileiras, BDRs — recibos que representam ações de empresas estrangeiras — e ETFs, que são fundos de índice negociados em bolsa.

A alteração segue uma prática recorrente no mercado financeiro internacional, que busca manter a sincronização entre diferentes bolsas ao redor do mundo. Essa integração facilita a formação de preços e melhora a liquidez das negociações, fatores fundamentais para investidores institucionais e pessoas físicas.

Novo horário das principais operações na bolsa

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Com a atualização anunciada pela B3, cada tipo de mercado dentro da bolsa brasileira passa a ter um intervalo específico de funcionamento. A mudança impacta principalmente investidores que realizam operações diárias, como traders e gestores de carteira.

Mercado de ações, BDRs e ETFs

Os papéis negociados na bolsa brasileira passam a seguir o seguinte horário:

  • Abertura: 10h
  • Encerramento: 16h55

Esse intervalo é o principal período de negociação da bolsa e concentra a maior parte do volume financeiro diário.

Contratos futuros e minicontratos

O mercado de derivativos, que inclui contratos futuros de índice e de dólar, terá funcionamento ampliado em comparação ao pregão tradicional.

  • Funcionamento: 9h às 18h25

Nesse grupo estão incluídos os contratos futuros de dólar e os chamados minicontratos de câmbio, muito utilizados por investidores que buscam proteção contra variações cambiais ou oportunidades de especulação de curto prazo.

Mercado a termo

Outro segmento impactado pela mudança é o mercado a termo, modalidade em que investidores negociam ativos com liquidação futura previamente definida.

  • Horário: 10h às 17h25

Esse tipo de operação costuma ser utilizado por investidores institucionais e participantes que desejam travar preços para negociações futuras.

Mercado de opções

O mercado de opções, que permite comprar ou vender o direito de negociar um ativo a determinado preço no futuro, também acompanha o horário do pregão principal.

  • Funcionamento: 10h às 16h55

Esse mercado é amplamente utilizado como ferramenta de proteção de carteira e também para estratégias de renda com derivativos.

Mudança ocorre todos os anos

A alteração no horário de negociação não é inédita. Todos os anos, a bolsa brasileira ajusta seu funcionamento quando ocorre a mudança de horário nos Estados Unidos e na Europa.

O objetivo principal é manter o mercado nacional sincronizado com centros financeiros como Nova York, Londres e Frankfurt. Esse alinhamento facilita o fluxo de investimentos internacionais e contribui para que os preços dos ativos reflitam com maior rapidez os movimentos globais.

Além disso, a sincronização com mercados externos é importante para grandes investidores institucionais, que operam simultaneamente em diferentes bolsas e dependem de horários compatíveis para executar estratégias de arbitragem e hedge.

Criptomoedas e ouro terão negociação ampliada

Além da mudança no pregão tradicional, março também traz novidades para investidores interessados em contratos futuros ligados a ativos digitais e commodities.

A B3 decidiu ampliar o horário de negociação dos contratos futuros de criptomoedas e ouro, permitindo que investidores operem durante uma janela maior ao longo do dia.

Novo horário inicial

A partir desta semana, esses contratos passam a funcionar no seguinte intervalo:

  • 8h às 18h30

A ampliação cria mais oportunidades para investidores ajustarem suas posições em momentos de maior volatilidade no mercado global.

Expansão ainda maior a partir de abril

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A bolsa brasileira planeja estender ainda mais o horário de negociação desses ativos nas próximas semanas.

A partir de 20 de abril, os contratos futuros de criptomoedas e ouro deverão operar das:

  • 8h às 20h

Com isso, o mercado terá cerca de 12 horas diárias de negociação, ampliando significativamente a disponibilidade para investidores.

Por que ampliar o horário de negociação?

A ampliação das janelas de negociação reflete uma tendência global de adaptação dos mercados financeiros às mudanças no comportamento dos investidores e à crescente digitalização dos ativos.

Nos últimos anos, o interesse por criptomoedas aumentou significativamente no Brasil. Dados da própria B3 e de corretoras apontam que milhões de brasileiros passaram a investir direta ou indiretamente em ativos digitais.

Ao ampliar o horário de negociação, a bolsa permite que investidores tenham mais flexibilidade para reagir a eventos internacionais, como decisões de política monetária, divulgação de indicadores econômicos ou oscilações nos mercados globais.

Outro ponto importante é a infraestrutura da bolsa brasileira, considerada uma das mais modernas da América Latina. A B3 opera sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e oferece mecanismos de proteção ao investidor, como regras de governança, registro das operações e garantia de contraparte nas negociações.

Impactos para investidores brasileiros

Para o investidor pessoa física, a mudança no horário exige atenção, especialmente para quem realiza operações de curto prazo.

Alguns pontos importantes incluem:

  • adaptação das rotinas de negociação para o novo horário
  • revisão de estratégias de day trade ou swing trade
  • acompanhamento de eventos internacionais que possam influenciar o mercado

Considerações finais

A atualização no horário de funcionamento da bolsa brasileira reforça o esforço da B3 em manter o mercado nacional integrado aos principais centros financeiros do mundo. Ao alinhar o pregão com os fusos internacionais e ampliar a negociação de ativos como criptomoedas e ouro, a bolsa busca oferecer mais eficiência na formação de preços e maior flexibilidade para investidores.

Para quem acompanha o mercado financeiro ou já investe na bolsa, entender essas mudanças é fundamental para adaptar estratégias e aproveitar oportunidades que surgem com a maior integração entre mercados globais.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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