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Shows de Bad Bunny no Brasil já estão esgotados

O cantor porto-riquenho Bad Bunny desembarca no Brasil pela primeira vez com dois shows esgotados no Allianz Parque, em São Paulo. As apresentações marcam a chegada da turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” ao país e consolidam o artista como um dos maiores nomes da música global na atualidade. A estreia ocorre em meio ao auge […]

Avatar de Bruna Machado Bruna Machado · · 4 min de leitura
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O cantor porto-riquenho Bad Bunny desembarca no Brasil pela primeira vez com dois shows esgotados no Allianz Parque, em São Paulo. As apresentações marcam a chegada da turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” ao país e consolidam o artista como um dos maiores nomes da música global na atualidade.

A estreia ocorre em meio ao auge da carreira de Benito Antonio Martínez Ocasio, nome de batismo do cantor, que acumula recordes de streaming, prêmios internacionais e forte engajamento cultural e político.

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Como é o show de Bad Bunny no Brasil

A turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” foge do modelo tradicional de megashow centrado apenas em efeitos visuais. O espetáculo é estruturado como uma narrativa dividida em três atos, com forte valorização da identidade porto-riquenha.

Estrutura em três atos

O show é dividido em:

  • Ato 1: palco principal
  • Ato 2: “La Casita”, cenário intimista inspirado em uma varanda típica de Porto Rico
  • Ato 3: retorno ao palco central para o encerramento

A proposta prioriza ambientação cultural, música ao vivo e conexão com o público.

La Casita: o momento mais intimista do show

No segundo ato, o estádio se transforma em uma espécie de festa de rua caribenha. A estrutura cenográfica chamada “La Casita” simula uma casa tradicional porto-riquenha.

Nesse momento, o repertório ganha destaque para o “perreo”, estilo de dança ligado ao reggaeton, e para hits que marcaram a carreira do artista.

Entre as músicas mais aguardadas estão:

  • Yo Perreo Sola
  • Safaera
  • Tití Me Preguntó
  • Me Porto Bonito
  • Efecto

A instrumentação ao vivo adiciona novos arranjos às canções. “La Santa”, por exemplo, incorpora elementos de Bomba, ritmo afro-porto-riquenho tradicional. Já “Callaíta” ganha reforço de percussões caribenhas.

Provável setlist dos shows em São Paulo

O repertório inclui 31 faixas, divididas ao longo dos três atos.

Ato 1 – Palco principal

  • La Mudanza
  • Callaíta
  • Pitorro de Coco
  • Weltita
  • Turista
  • Baile Inolvidable
  • Nuevayol

Ato 2 – La Casita

  • Veldá
  • Tití Me Pregunto
  • Neverita
  • Si Veo a Tu Mamá
  • Voy a Llevarte Pa PR
  • Me Porto Bonito
  • No Me Conoce
  • Bichiyal
  • Yo Perreo Sola
  • Efecto
  • Safaera
  • Diles
  • Monaco
  • Una Vez
  • Café Con Ron

Ato 3 – Palco principal

  • Ojitos Lindos
  • La Canción
  • Kloufrens
  • Loca
  • Con Otra
  • Dákiti
  • El Apagón
  • DTMF
  • EOO

Do reggaeton ao trapeton: a evolução musical

Bad Bunny iniciou sua carreira ligado ao reggaeton tradicional, mas ampliou sua sonoridade ao longo dos anos. A fusão entre reggaeton e trap, apelidada de “trapeton”, tornou-se uma das marcas registradas de sua discografia.

O álbum “Un Verano Sin Ti” foi um divisor de águas, com forte presença de elementos pop tropicais. Depois, em “Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana”, o artista retomou um trap mais denso e introspectivo.

Recordes e números globais

Bad Bunny liderou o ranking global do Spotify por quatro anos consecutivos (2020 a 2023). Em 2024, perdeu o posto para Taylor Swift, mas retomou a liderança em 2025.

Além disso:

  • Cantou no intervalo do Super Bowl
  • Venceu o Grammy de Álbum do Ano
  • Tornou-se um dos artistas latinos mais ouvidos da história

Esses números demonstram o impacto global de um artista que canta majoritariamente em espanhol.

Discurso político e posicionamento social

A carreira de Bad Bunny também é marcada por posicionamentos políticos. O cantor já criticou políticas migratórias dos Estados Unidos e defendeu direitos da comunidade LGBT em premiações internacionais como o Grammy Awards.

A música “El Apagón” aborda temas como crise energética e gentrificação em Porto Rico, reforçando o tom político da atual turnê.

Estilo e quebra de padrões

Além da música, o artista também desafia normas estéticas tradicionais. Unhas pintadas, roupas consideradas não convencionais e acessórios antes associados ao público feminino fazem parte da construção de sua imagem pública.

Em 2018, durante turnê na Espanha, Bad Bunny criticou publicamente um salão que se recusou a pintar suas unhas, questionando padrões de gênero.

Impacto no mercado brasileiro

Os ingressos esgotados no Allianz Parque mostram a força da música latina no Brasil. O crescimento do consumo de reggaeton e trap latino no país acompanha dados de plataformas digitais, que apontam aumento consistente na busca por artistas hispânicos.

São Paulo, maior mercado musical da América Latina, consolida-se como destino estratégico para turnês globais.

O que esperar da estreia

O público brasileiro pode esperar:

  • Show com narrativa cultural forte
  • Estrutura cenográfica diferenciada
  • Mistura de hits e faixas recentes
  • Forte interação com o público

A estreia de Bad Bunny no Brasil marca um momento histórico para os fãs e reforça a internacionalização definitiva da música latina.

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