O cantor porto-riquenho Bad Bunny desembarca no Brasil pela primeira vez com dois shows esgotados no Allianz Parque, em São Paulo. As apresentações marcam a chegada da turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” ao país e consolidam o artista como um dos maiores nomes da música global na atualidade.
A estreia ocorre em meio ao auge da carreira de Benito Antonio Martínez Ocasio, nome de batismo do cantor, que acumula recordes de streaming, prêmios internacionais e forte engajamento cultural e político.
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Como é o show de Bad Bunny no Brasil
A turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” foge do modelo tradicional de megashow centrado apenas em efeitos visuais. O espetáculo é estruturado como uma narrativa dividida em três atos, com forte valorização da identidade porto-riquenha.
Estrutura em três atos
O show é dividido em:
- Ato 1: palco principal
- Ato 2: “La Casita”, cenário intimista inspirado em uma varanda típica de Porto Rico
- Ato 3: retorno ao palco central para o encerramento
A proposta prioriza ambientação cultural, música ao vivo e conexão com o público.
La Casita: o momento mais intimista do show
No segundo ato, o estádio se transforma em uma espécie de festa de rua caribenha. A estrutura cenográfica chamada “La Casita” simula uma casa tradicional porto-riquenha.
Nesse momento, o repertório ganha destaque para o “perreo”, estilo de dança ligado ao reggaeton, e para hits que marcaram a carreira do artista.
Entre as músicas mais aguardadas estão:
- Yo Perreo Sola
- Safaera
- Tití Me Preguntó
- Me Porto Bonito
- Efecto
A instrumentação ao vivo adiciona novos arranjos às canções. “La Santa”, por exemplo, incorpora elementos de Bomba, ritmo afro-porto-riquenho tradicional. Já “Callaíta” ganha reforço de percussões caribenhas.
Provável setlist dos shows em São Paulo
O repertório inclui 31 faixas, divididas ao longo dos três atos.
Ato 1 – Palco principal
- La Mudanza
- Callaíta
- Pitorro de Coco
- Weltita
- Turista
- Baile Inolvidable
- Nuevayol
Ato 2 – La Casita
- Veldá
- Tití Me Pregunto
- Neverita
- Si Veo a Tu Mamá
- Voy a Llevarte Pa PR
- Me Porto Bonito
- No Me Conoce
- Bichiyal
- Yo Perreo Sola
- Efecto
- Safaera
- Diles
- Monaco
- Una Vez
- Café Con Ron
Ato 3 – Palco principal
- Ojitos Lindos
- La Canción
- Kloufrens
- Loca
- Con Otra
- Dákiti
- El Apagón
- DTMF
- EOO
Do reggaeton ao trapeton: a evolução musical
Bad Bunny iniciou sua carreira ligado ao reggaeton tradicional, mas ampliou sua sonoridade ao longo dos anos. A fusão entre reggaeton e trap, apelidada de “trapeton”, tornou-se uma das marcas registradas de sua discografia.
O álbum “Un Verano Sin Ti” foi um divisor de águas, com forte presença de elementos pop tropicais. Depois, em “Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana”, o artista retomou um trap mais denso e introspectivo.
Recordes e números globais
Bad Bunny liderou o ranking global do Spotify por quatro anos consecutivos (2020 a 2023). Em 2024, perdeu o posto para Taylor Swift, mas retomou a liderança em 2025.
Além disso:
- Cantou no intervalo do Super Bowl
- Venceu o Grammy de Álbum do Ano
- Tornou-se um dos artistas latinos mais ouvidos da história
Esses números demonstram o impacto global de um artista que canta majoritariamente em espanhol.
Discurso político e posicionamento social
A carreira de Bad Bunny também é marcada por posicionamentos políticos. O cantor já criticou políticas migratórias dos Estados Unidos e defendeu direitos da comunidade LGBT em premiações internacionais como o Grammy Awards.
A música “El Apagón” aborda temas como crise energética e gentrificação em Porto Rico, reforçando o tom político da atual turnê.
Estilo e quebra de padrões
Além da música, o artista também desafia normas estéticas tradicionais. Unhas pintadas, roupas consideradas não convencionais e acessórios antes associados ao público feminino fazem parte da construção de sua imagem pública.
Em 2018, durante turnê na Espanha, Bad Bunny criticou publicamente um salão que se recusou a pintar suas unhas, questionando padrões de gênero.
Impacto no mercado brasileiro
Os ingressos esgotados no Allianz Parque mostram a força da música latina no Brasil. O crescimento do consumo de reggaeton e trap latino no país acompanha dados de plataformas digitais, que apontam aumento consistente na busca por artistas hispânicos.
São Paulo, maior mercado musical da América Latina, consolida-se como destino estratégico para turnês globais.
O que esperar da estreia
O público brasileiro pode esperar:
- Show com narrativa cultural forte
- Estrutura cenográfica diferenciada
- Mistura de hits e faixas recentes
- Forte interação com o público
A estreia de Bad Bunny no Brasil marca um momento histórico para os fãs e reforça a internacionalização definitiva da música latina.
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