O rombo de R$ 20 bilhões nas contas da Americanas continua mexendo com o mercado. Agora, o Banco BTG entrou na justiça contra uma liminar que garante que as dívidas da varejista não podem ser cobradas por 30 dias.
Banco BTG entra na Justiça contra Americanas
BTG entra na Justiça contra liminar a favor da Americanas. Confira o motivo que levou o banco a adotar esse posicionamento!
No dia 11 de janeiro, a varejista Americanas anunciou uma inconsistência em sua contabilidade no valor de R$ 20 bilhões. Consequentemente, a informação causou insegurança no mercado, principalmente nos acionistas da empresa.
Assim, na sexta-feira (13) a companhia entrou com uma liminar na justiça para que seus credores não pudessem cobrar as dívidas por 30 dias. De acordo com a Americanas, esse tempo é necessário para construir acordos com seus credores.
BTG entra na justiça contra liminar a favor da Americanas
Dentro dessa liminar a favor da varejista, o banco deve estornar um pagamento da Americanas, já que ele determina que os valores pagos deveriam ser reembolsados, além de proibir a incidência de juros nesses 30 dias.
De acordo com documentos obtidos pela Reuters, os advogados do banco acreditam que a determinação de devolver o dinheiro é ilegal. Portanto, entraram com um recurso no sábado (14).
Os gestores da varejista se defendem, afirmando que essa liminar é essencial para garantir a segurança jurídica necessária para a elaboração dos acordos com seus credores.
Da mesma forma, o recurso do Banco BTG, se aprovado, poderia criar uma desigualdade entre os credores da Americanas. Afinal, a instituição seria a única a ser insenta da medida apesar da liminar.
Além disso, a varejista teme que outros credores também entrem com recursos contra a liminar, o que comprometeria a tentativa de costurar os novos acordos de pagamento.
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Entenda o rombo
A inconsistência de 20 bilhões de reais pode ter origem na forma como a Americanas classificava as suas dívidas, principalmente as que eram consideradas operações de “risco-sacado”.
Assim, as quantias referentes ao pagamento de juros deixaram de ser lançadas nos balanços da empresa. Consequentemente, as ações caíram mais de 70% e o valor da empresa caiu mais de R$ 8 bilhões.
Imagem: Alison Nunes Calazans / shutterstock.com
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