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Cartões: Banco Central detalha cobrança de tarifas em modalidades específicas

Banco Central confirma quais taxas podem ser cobradas no cartão de crédito. Veja tarifas permitidas e como evitar cobranças extras.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa7 min de leitura
Banco Central

Os brasileiros que utilizam cartão de crédito precisam ficar atentos às tarifas que continuam autorizadas pelo Banco Central do Brasil (BC). Mesmo com o avanço dos bancos digitais e o aumento da concorrência no setor financeiro, algumas cobranças seguem liberadas oficialmente e podem aparecer na fatura dependendo do serviço contratado.

Instituições como Nubank, Itaú Unibanco e outros bancos tradicionais ou digitais podem cobrar determinadas taxas previstas nas normas do sistema financeiro nacional. O objetivo do Banco Central é garantir transparência nas cobranças, exigindo que os consumidores sejam informados previamente sobre valores, regras e condições dos serviços.

Na prática, isso significa que nem toda tarifa presente na fatura do cartão é considerada irregular. Algumas cobranças fazem parte das regras autorizadas pelo próprio BC e podem variar conforme o tipo de cartão, perfil do cliente e benefícios oferecidos pela instituição financeira.

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Quais taxas o Banco Central permite cobrar no cartão de crédito?

O Banco Central autoriza algumas tarifas específicas relacionadas aos cartões de crédito. Essas cobranças estão previstas na regulamentação bancária e podem ser aplicadas desde que sejam informadas claramente ao consumidor antes da contratação.

Entre as principais taxas permitidas estão:

Anuidade do cartão de crédito

A anuidade continua sendo uma das cobranças mais comuns no Brasil. Ela pode ser aplicada em cartões convencionais, premium ou com programas de benefícios exclusivos.

Cartões com acesso a salas VIP, acúmulo elevado de milhas, cashback turbinado ou seguros internacionais costumam apresentar anuidades mais altas. Em alguns casos, o valor pode ultrapassar R$ 1 mil por ano.

Apesar disso, muitos bancos oferecem isenção parcial ou total da tarifa mediante condições específicas, como:

  • Gastos mínimos mensais
  • Investimentos na instituição
  • Recebimento de salário no banco
  • Participação em programas de relacionamento

Nos bancos digitais, a anuidade gratuita se tornou mais comum, especialmente nos cartões básicos. Ainda assim, versões “black”, “ultravioleta” ou “infinite” podem possuir cobrança anual.

Segunda via do cartão

Outra cobrança autorizada pelo Banco Central envolve a emissão da segunda via do cartão quando o problema não é causado pela instituição financeira.

Isso inclui situações como:

  • Perda do cartão
  • Roubo ou furto
  • Danos provocados pelo próprio usuário
  • Solicitação de cartão adicional fora das condições do contrato

Nesses casos, o banco pode cobrar uma tarifa para emissão e envio de um novo cartão físico.

Por outro lado, quando o defeito ocorre por falha da própria instituição, a cobrança não deve acontecer.

Avaliação emergencial de crédito

A chamada avaliação emergencial de crédito também está entre as tarifas autorizadas pelo BC.

Ela ocorre quando o cliente tenta fazer uma compra acima do limite disponível e o banco realiza uma análise automática para verificar a possibilidade de liberar temporariamente um valor extra.

Se a operação for aprovada, a instituição pode cobrar uma tarifa pelo serviço. Contudo, a cobrança só pode ocorrer quando houver autorização prévia prevista no contrato.

Muitos consumidores desconhecem essa taxa porque ela costuma aparecer apenas em situações específicas de compra.

Cartões personalizados e diferenciados

Cartões personalizados, com layout exclusivo, nome especial ou benefícios adicionais, também podem gerar cobranças extras.

Além disso, cartões considerados diferenciados pelo mercado financeiro podem incluir tarifas relacionadas a:

  • Programas de pontos
  • Serviços concierge
  • Benefícios internacionais
  • Seguros de viagem
  • Assistência premium

Nesses casos, o consumidor precisa receber informações claras sobre os custos antes da contratação.

IOF também pode aumentar o valor da fatura

Além das tarifas bancárias, algumas operações feitas no cartão possuem incidência obrigatória do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O imposto federal é aplicado em diferentes modalidades de crédito e movimentações internacionais.

Compras internacionais

Compras em sites estrangeiros, aplicativos internacionais e serviços cobrados em dólar normalmente possuem incidência de IOF.

Isso inclui:

  • Assinaturas internacionais
  • Streaming estrangeiro
  • Compras em marketplaces internacionais
  • Viagens ao exterior
  • Passagens aéreas internacionais

Mesmo quando o pagamento é parcelado, o imposto continua sendo aplicado.

Crédito rotativo

O crédito rotativo é uma das modalidades mais caras do mercado brasileiro. Ele acontece quando o consumidor paga apenas parte da fatura e financia o restante automaticamente.

Além dos juros elevados, há cobrança de IOF sobre o saldo financiado.

Segundo dados do próprio Banco Central, o rotativo pode ultrapassar 400% ao ano em determinadas instituições financeiras, tornando-se uma das principais causas de endividamento no país.

Banco Central exige transparência dos bancos

Embora autorize determinadas cobranças, o Banco Central determina que as instituições financeiras sejam transparentes com os clientes.

As regras exigem que os bancos apresentem:

  • Valores das tarifas
  • Condições de cobrança
  • Regras do cartão
  • Taxas de juros
  • Custos adicionais
  • Situações em que a tarifa pode ser aplicada

Essas informações devem estar disponíveis antes da contratação do serviço, tanto em contratos físicos quanto digitais.

O consumidor também pode consultar gratuitamente as tarifas padronizadas no site oficial do Banco Central do Brasil.

Como saber se uma cobrança no cartão é abusiva?

Nem toda cobrança presente na fatura é ilegal, mas existem casos em que o consumidor pode contestar tarifas consideradas abusivas ou não informadas adequadamente.

Alguns sinais de alerta incluem:

Cobranças sem autorização

Se a tarifa não estiver prevista no contrato ou não tiver sido informada claramente, o consumidor pode solicitar revisão.

Serviços não contratados

Programas adicionais, seguros embutidos e serviços automáticos sem consentimento também podem ser questionados.

Falta de transparência

O Código de Defesa do Consumidor determina que todas as informações precisam ser claras, acessíveis e compreensíveis.

Quando isso não acontece, o cliente pode registrar reclamação nos canais oficiais.

O que fazer ao identificar cobranças indevidas?

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Caso o consumidor encontre tarifas suspeitas na fatura do cartão, algumas medidas podem ajudar a resolver o problema rapidamente.

Entrar em contato com o banco

O primeiro passo é buscar esclarecimentos diretamente com a instituição financeira.

É importante guardar:

  • Protocolos de atendimento
  • Prints da fatura
  • Conversas no aplicativo
  • Comprovantes de contratação

Registrar reclamação no Banco Central

Se o problema não for resolvido, o consumidor pode registrar reclamação na plataforma oficial do Banco Central.

O sistema encaminha a demanda ao banco e acompanha o prazo de resposta da instituição.

Acionar o Procon

O Procon também pode atuar em situações envolvendo cobranças abusivas ou falta de transparência.

Dependendo do caso, o consumidor ainda pode recorrer à Justiça.

Bancos digitais mudaram o mercado, mas tarifas continuam existindo

Nos últimos anos, bancos digitais ajudaram a reduzir várias tarifas bancárias tradicionais no Brasil. Ainda assim, algumas cobranças continuam previstas nas regras do sistema financeiro.

A diferença é que muitas instituições passaram a competir oferecendo:

  • Cartões sem anuidade
  • Cashback
  • Programas de pontos gratuitos
  • Transferências sem tarifa
  • Controle total pelo aplicativo

Mesmo assim, consumidores precisam continuar atentos aos contratos e às condições de uso dos cartões.

Vale a pena pagar anuidade?

A resposta depende do perfil de consumo de cada pessoa.

Para quem utiliza benefícios premium com frequência, a anuidade pode compensar financeiramente. Já consumidores que usam o cartão apenas para compras básicas podem encontrar opções gratuitas mais vantajosas.

Antes de contratar um cartão, especialistas recomendam avaliar:

  • Valor da anuidade
  • Benefícios oferecidos
  • Taxas de juros
  • Cashback
  • Programa de pontos
  • IOF em compras internacionais
  • Facilidade de isenção

Comparar diferentes instituições pode evitar custos desnecessários ao longo do ano.

Quais cobranças podem aparecer na fatura do cartão?

Segundo as regras do Banco Central, bancos e instituições financeiras podem cobrar tarifas relacionadas a:

  • Anuidade
  • Segunda via do cartão
  • Avaliação emergencial de crédito
  • Cartões diferenciados
  • Cartões personalizados

Além disso, operações internacionais e uso do crédito rotativo possuem incidência obrigatória de IOF conforme as regras tributárias brasileiras.

O principal ponto é que todas essas cobranças precisam ser informadas previamente ao consumidor, garantindo transparência e direito de escolha na contratação dos serviços financeiros.

Conclusão

As tarifas cobradas no cartão de crédito continuam sendo uma realidade para milhões de brasileiros, inclusive em bancos digitais e tradicionais. Embora o Banco Central autorize determinadas cobranças, as instituições financeiras são obrigadas a informar com clareza todas as taxas, condições e serviços contratados.

Por isso, acompanhar a fatura com atenção, entender o contrato do cartão e comparar diferentes opções disponíveis no mercado são atitudes fundamentais para evitar gastos desnecessários. Em caso de cobrança indevida ou falta de transparência, o consumidor pode recorrer ao banco, ao Banco Central e aos órgãos de defesa do consumidor para garantir seus direitos.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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