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Banco Central anuncia data importante para a economia brasileira

Avatar de Fernanda Cadaval Fernanda Cadaval · · · 2 min de leitura
Foto ampla do prédio do Banco Central do Brasil, com árvores e outras construções menores ao redor.

O Banco Central brasileiro vai receber diversos presidentes de outras instituições financeiras mundiais, no dia 19 de maio, em São Paulo. As autoridades vão participar do seminário “High-Level Seminar on Central Banking: Past and Present Challenges”, que abordará os desafios na condução da economia, principalmente no pós-pandemia.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, será o moderador das discussões e terá a companhia do ex-presidente da autarquia, Henrique Meirelles. O momento atual da política monetária também será debatido, como a constante inflação alta, a gestão dos bancos centrais, entre outras pautas.

Evento do Banco Central visa compartilhar experiências

Entre os presentes no seminário, estará a presidente do European Central Bank (ECB), Christine Lagarde, e o presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams. Além deles, representantes de mais dez países participarão das discussões. O objetivo, segundo Neto, é compartilhar experiências e discutir a condução da política monetária diante dos desafios impostos pelo período pós pandêmico.

Na oportunidade, os representantes debaterão as demandas das instituições relacionadas aos mandatos e também sobre:

  • Arcabouços de política monetária;
  • Autonomia;
  • Estabilidade de preços;
  • Alta da inflação;
  • Gestão dos balanços dos banco centrais;
  • Mudanças climáticas;
  • Avanços da tecnologia.

Evento acontece em meio ao impasse entre o BC e o governo federal

Além dos representantes dos bancos europeu e americano, estarão reunidos, no Hotel Unique, na capital paulista, mais dez presidentes e ex-presidentes de instituições monetárias.

Vale ressaltar que o seminário da próxima semana, vai acontecer em meio ao impasse que atinge o BC e o governo federal. Isso porque o Estado pressiona a autarquia para que se manifeste quanto à alta da taxa básica de juros, a Selic. Porém, o presidente do BC já declarou que não está de acordo com a opinião do presidente Lula (PT).

Por fim, a discussão sobre a taxa Selic, que atualmente está a 13,75%, pode ganhar um aliado do governo dentro do Banco Central. Isso pois o mestre em economia política e atual secretário executivo da Fazenda, Gabriel Galípolo foi indicado pelo ministro Fernando Haddad para a diretoria do Bacen.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

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