O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, comunicou nesta terça-feira (9) que “todo mundo quer baixar os juros da economia”. Vale ressaltar que essa declaração aconteceu após a confirmação de que Galípolo é um dos indicados à diretoria do Banco Central.
Banco Central deve baixar os juros em breve
Em meio a embates entre governo e Banco Central, a autarquia pode reduzir a taxa Selic em um futuro bem próximo. Saiba mais!
Assim, caso passe na sabatina do Senado Federal, o secretário-executivo da Fazenda fará parte do Bacen. Ou seja, seu posicionamento acerca da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, ganha maior relevância.
Afinal, a alta da Selic é uma das principais pautas de discussão entre o Governo Federal e o Banco Central. Especialmente porque há discordância entre os desejos do Poder Executivo e o posicionamento da autarquia em relação ao tema.
Destaques de Galípolo
Na sede da Fazenda, Galípolo comentou que a atual situação dos juros no país, em que a Selic se encontra acima de 13%, não é satisfatória para nenhuma das partes.
“Eu tenho convicção de que toda a diretoria do Banco Central não tem nenhum tipo de satisfação, nem profissional, nem pessoal, de ter um juro mais alto”, comentou o secretário.
Além disso, o posicionamento dele aconteceu após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), indicar seu nome para ocupar parte da diretoria do BC, inclusive, integrando parte do Comitê de Política Monetária (Copom) da autarquia.
Embate entre Banco Central e Governo Federal
Desde o início de 2023, há um embate entre o Governo Federal e o Banco Central.
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Em suma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende abertamente que o Bacen deveria se posicionar sobre os juros elevados. Todavia, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, discorda do posicionamento do presidente.
Inclusive, no último sábado (6), Lula voltou a tecer mais críticas à gestão do Banco Central, apontando que o BC “tem autonomia, mas não é intocável”. Isso porque, desde a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a autarquia ganhou mais autonomia.
Imagens: rafastockbr e Blue Planet Studio / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
