O Banco Central do Brasil deu um importante passo em direção à modernização do sistema de pagamentos do país ao anunciar na última sexta-feira (2) novas resoluções que detalham o funcionamento da “jornada sem redirecionamento”.
Banco Central se aproxima do lançamento do Pix por aproximação; saiba mais
O Banco Central avança no lançamento do Pix por aproximação, otimizando pagamentos digitais. Saiba mais informações sobre a inovação!
Logo, esse movimento visa facilitar a oferta do Pix em carteiras digitais e permitir pagamentos por aproximação, proporcionando uma experiência de usuário mais ágil e intuitiva. Continue a leitura para mais informações!
O Que é a Jornada Sem Redirecionamento?
A “jornada sem redirecionamento” representa uma evolução no sistema de pagamentos, eliminando etapas desnecessárias e tornando o processo mais direto. Segundo o Banco Central, essa nova abordagem permitirá que os consumidores realizem pagamentos por meio de carteiras digitais sem a necessidade de acessar o aplicativo da instituição financeira na qual possuem conta.
Essa mudança promete beneficiar principalmente os usuários que já utilizam carteiras digitais, proporcionando uma experiência mais fluida e conveniente. Com a vinculação prévia da conta à carteira digital de preferência do usuário, as transações podem ser realizadas de forma mais rápida, facilitando o dia a dia dos consumidores.
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Implementação e Prazo para Instituições Financeiras
O Banco Central estabeleceu prazos específicos para a implementação obrigatória dessa funcionalidade. As instituições que movimentaram 99% das transações de iniciação de pagamento devem estar prontas até novembro de 2024. Já para as demais instituições participantes obrigatórias no Pix, o prazo se estende até janeiro de 2026.
Essa medida visa garantir que todas as instituições estejam alinhadas com as novas exigências e que os usuários possam desfrutar dos benefícios da jornada sem redirecionamento o mais rápido possível.
Papel das Instituições de Pagamento e Open Finance

As instituições de pagamento terão um papel crucial na execução das transações sem redirecionamento, principalmente através do Open Finance. As empresas interessadas em oferecer esse serviço devem comunicar sua intenção ao Banco Central com pelo menos 90 dias de antecedência.
Essa comunicação antecipada é essencial para que o Banco Central possa supervisionar e garantir que todas as instituições estejam preparadas para implementar essa funcionalidade de maneira segura e eficiente. O uso do Open Finance também permitirá uma maior integração e interoperabilidade entre diferentes plataformas e instituições, beneficiando o consumidor final.
Exigências e Requisitos para as Instituições
Para garantir a segurança e a solidez do sistema financeiro, o Banco Central estabeleceu exigências mínimas de capital social integralizado e de patrimônio líquido para as instituições de pagamento. A partir de 1º de janeiro de 2026, todas as instituições, inclusive aquelas que formalizarem pedido para funcionamento até 30 de setembro de 2024, devem observar os seguintes limites.
Quais serão os limites?
- R$ 2 milhões para cada função acumulada de “emissor de moeda eletrônica”, “emissor de instrumento de pagamento pós-pago” ou “credenciador”;
- R$ 3 milhões para instituições que participam exclusivamente de arranjo de pagamento fechado;
Para instituições que prestam o serviço de iniciação de transação de pagamentos sem o redirecionamento, há uma exigência adicional de R$ 2 milhões. Essas medidas visam assegurar que apenas instituições financeiramente robustas e preparadas possam operar dentro do novo sistema.
Perspectivas para o Futuro
A implementação do Pix por aproximação e da jornada sem redirecionamento marca um novo capítulo na evolução do sistema de pagamentos no Brasil. Com o crescente uso de tecnologias móveis e digitais, essas mudanças são vistas como passos necessários para acompanhar as demandas dos consumidores modernos.
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O Banco Central tem se mostrado comprometido com a inovação e a segurança, garantindo que as novas funcionalidades sejam implementadas de maneira responsável e transparente. A expectativa é que, com o lançamento oficial em fevereiro de 2025, os usuários brasileiros possam desfrutar de um sistema de pagamentos mais ágil e integrado, com benefícios tangíveis para o dia a dia.
Impacto no Mercado e nos Consumidores

A introdução do Pix por aproximação tem potencial para transformar a forma como os brasileiros realizam pagamentos. Além de aumentar a conveniência para os consumidores, essa mudança também pode impulsionar a competitividade no setor financeiro, incentivando instituições a inovarem e oferecerem serviços ainda melhores.
Para os consumidores, a expectativa é de uma experiência de pagamento mais rápida e sem complicações, alinhada com as tendências globais de digitalização e simplificação de processos financeiros. Além disso, a integração com carteiras digitais pode promover uma maior inclusão financeira, permitindo que mais pessoas acessem serviços bancários de forma fácil e acessível.
Considerações Finais
Apesar das inúmeras vantagens, a implementação do Pix por aproximação e da jornada sem redirecionamento também apresenta desafios significativos. As instituições financeiras devem se preparar para enfrentar questões relacionadas à segurança, privacidade e conformidade regulatória.
O Banco Central terá um papel fundamental na supervisão e orientação das instituições durante esse processo de transição, garantindo que os riscos sejam minimizados e que os consumidores sejam protegidos. A comunicação clara e transparente entre as partes interessadas será essencial para o sucesso dessa iniciativa.
Em suma, o lançamento do Pix por aproximação representa um avanço significativo no sistema de pagamentos do Brasil, alinhando o país com as melhores práticas internacionais. Com a colaboração de todas as partes envolvidas, o futuro dos pagamentos no Brasil parece promissor, prometendo benefícios para consumidores, instituições financeiras e para a economia como um todo.
Imagem: Karolina Kaboompics / Pexels
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