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Banco Central reforça Pix com rastreamento e devolução de fraudes

O Banco Central anuncia atualização do Pix com rastreamento de fraudes e devolução de valores em até 11 dias. Confira!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Pix

O Banco Central anunciou em 28 de agosto de 2025 uma atualização importante no sistema de devolução de valores do Pix, visando proteger vítimas de fraudes e golpes financeiros. A medida promete agilizar a recuperação de recursos em até 11 dias, por meio do MED, que rastreia os caminhos do dinheiro transferido de forma ilícita.

A atualização entra em vigor a partir de 23 de novembro de 2025 e será obrigatória para todas as instituições financeiras a partir de 2 de fevereiro de 2026, refletindo a necessidade de maior segurança diante do crescimento de golpes que utilizam o sistema de pagamentos instantâneos.

Principais pontos da atualização do Pix

pix banco central
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Leia mais: Como receber o Pix de R$ 600 da Caixa Tem ainda neste mês

  • Rastreamento detalhado das movimentações financeiras.
  • Devolução em até 11 dias após a contestação.
  • Obrigatoriedade para bancos e fintechs a partir de fevereiro de 2026.

A iniciativa surge em um contexto de aumento da sofisticação de golpes financeiros. O Pix, usado por mais de 150 milhões de brasileiros, movimentou mais de R$ 17 trilhões em 2024, tornando-se alvo frequente de fraudadores.

Como funciona o novo MED?

Antes da atualização, a devolução dependia exclusivamente da conta usada pelo fraudador, o que dificultava a recuperação, já que os recursos eram rapidamente transferidos para múltiplas contas.

Agora, o MED rastreia todas as movimentações subsequentes, permitindo identificar e bloquear recursos em contas secundárias e terciárias, aumentando significativamente a chance de recuperação do dinheiro.

Etapas do processo de devolução

  1. Registro da reclamação: A vítima deve solicitar a devolução em até 80 dias após a transação fraudulenta.
  2. Análise do caso: A instituição financeira tem até sete dias para verificar a ocorrência.
  3. Bloqueio imediato: Se a fraude for confirmada, os recursos disponíveis na conta do fraudador são bloqueados.
  4. Devolução parcial ou total: Valores disponíveis são devolvidos em até 96 horas. Bloqueios adicionais podem ocorrer em caso de fragmentação do valor em múltiplas contas, podendo durar até 90 dias após a transação original.

Essa abordagem permite que os bancos gerenciem todo o processo, oferecendo maior agilidade e segurança aos usuários.

Por que a atualização é necessária

Desde seu lançamento em 2020, o Pix revolucionou os pagamentos no Brasil, mas também se tornou alvo de golpes, que cresceram 40% entre 2023 e 2024.

O principal problema do sistema anterior era a falta de rastreamento eficiente. Muitas vezes, os fraudadores transferiam rapidamente os recursos para contas laranjas, tornando a devolução impossível. A atualização do MED corrige essa limitação, garantindo rastreabilidade mesmo em transações complexas.

Dados sobre fraudes no Pix

IndicadorValor
Crescimento de golpes entre 2023 e 202440%
Fraudes envolvendo engenharia social70%
Total de transações Pix em 2024R$ 17 trilhões
Usuários ativos150 milhões

Passo a passo para solicitar a devolução

  1. Forneça informações detalhadas: Inclua data, valor e destinatário da transferência.
  2. Aguarde análise: A instituição tem até sete dias para confirmar a fraude.
  3. Monitoramento: Acompanhe o bloqueio e a devolução dos valores, que ocorre em até 96 horas se houver saldo disponível.

Impacto para bancos e fintechs

As instituições financeiras devem se adaptar à nova funcionalidade até 2 de fevereiro de 2026, apesar de o sistema estar disponível desde novembro de 2025. A atualização exige investimentos em tecnologia para rastreamento detalhado, representando desafios para fintechs menores, enquanto grandes bancos já sinalizaram preparação.

A obrigatoriedade reforça a responsabilidade das instituições no combate a fraudes e estabelece sanções para as que não se adequarem, elevando o padrão de segurança no ecossistema financeiro.

Mudanças para instituições financeiras

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  • Investimento em tecnologia de rastreamento de transações.
  • Prazo de adequação até fevereiro de 2026.
  • Possibilidade de sanções por descumprimento.
  • Reforço na reputação das instituições que se adaptarem rapidamente.

Futuro do Pix e segurança financeira

pix
Imagem: Freepik e Canva

Campanhas de conscientização alertam usuários a não compartilhar senhas, desconfiar de links suspeitos e verificar a identidade do destinatário antes de transferir valores.

FAQ – Perguntas frequentes

1. Quem tem direito à devolução de valores via Pix?
Todos os usuários que tenham sido vítimas de golpes ou fraudes podem solicitar a devolução do valor perdido dentro do prazo de 80 dias.

2. Quanto tempo leva para o dinheiro ser devolvido?
Se houver saldo disponível na conta do fraudador, a devolução ocorre em até 96 horas. Para casos complexos, o rastreamento pode levar até 11 dias.

3. Até quando os bancos devem se adequar?
A obrigatoriedade para todas as instituições financeiras é a partir de 2 de fevereiro de 2026.

4. Quais cuidados os usuários devem ter?
Evitar clicar em links suspeitos, confirmar a identidade do destinatário, utilizar autenticação em dois fatores e registrar boletim de ocorrência em caso de fraude.

Considerações finais

O cumprimento das novas regras pelas instituições financeiras e a adesão do público às orientações de prevenção serão determinantes para o sucesso da iniciativa. Dessa forma, o Brasil dá um passo importante para equilibrar inovação e proteção no ambiente financeiro digital, assegurando que a praticidade do Pix não seja comprometida por fraudes.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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