O Banco Central (BC) implementou nesta segunda-feira (24) uma nova regra para devolução de valores em casos de fraudes via Pix, permitindo rastrear o dinheiro mesmo quando transferido para outras contas após o golpe. A medida busca dificultar ações de golpistas e ampliar a proteção aos usuários, garantindo que valores possam ser recuperados mesmo se movimentados rapidamente entre contas.
Nova regra do Pix que amplia o seu direito de devolução
BC atualiza Pix para rastrear valores de transferências em casos de fraude. MED permite devolução em até 11 dias.
O mecanismo, conhecido como Mecanismo Especial de Devolução (MED), foi criado em 2021, mas a atualização amplia sua funcionalidade, tornando o processo mais eficiente e seguro. A obrigatoriedade de adesão por todas as instituições financeiras passará a vigorar em 2 de fevereiro de 2026.
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O que muda com a nova regra do Pix
Anteriormente, o MED funcionava apenas sobre a conta que recebeu a transferência fraudulenta, dificultando a recuperação do dinheiro quando o golpista transferia os valores rapidamente para outras contas. Com a atualização, o sistema permite:
- Rastreamento de valores mesmo após múltiplas transferências entre contas.
- Compartilhamento de informações entre participantes da transação, incluindo bancos e instituições de pagamento.
- Devolução de valores em até 11 dias após a contestação do cliente.
Objetivo da atualização
A principal finalidade da mudança é reduzir prejuízos para usuários e aumentar a confiança no sistema Pix, que se tornou o meio de pagamento mais utilizado no país. Segundo o BC, a atualização busca impedir que golpistas esvaziem contas rapidamente antes que a contestação seja registrada.
Casos em que o MED será acionado
O MED será aplicado apenas em situações de fraude comprovada ou erro operacional da instituição financeira, garantindo que:
- Valores enviados por engano pelo usuário para destinatário errado não sejam cobertos.
- Conflitos comerciais ou entre pessoas de boa-fé não se enquadrem no mecanismo.
Essa delimitação visa evitar uso indevido da ferramenta e assegurar que ela cumpra o papel de proteção a vítimas de fraude digital.
Funcionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED)
O MED combina tecnologia de rastreamento, comunicação entre instituições financeiras e protocolos de segurança, permitindo que valores transferidos fraudulentamente possam ser localizados e devolvidos de forma célere.
Etapas do processo de devolução
- Registro da contestação pelo cliente: O usuário informa a fraude ao banco.
- Acionamento do MED: A instituição financeira inicia o rastreamento do valor.
- Compartilhamento de informações: Todas as contas que receberam os valores são comunicadas e analisadas.
- Autorização de devolução: Caso o valor seja identificado, a devolução é efetuada em até 11 dias.
Limites e restrições
O mecanismo não é aplicável a:
- Desacordos comerciais, como compras não entregues por fornecedores.
- Envios errados de Pix pelo próprio usuário.
- Transações entre pessoas de boa-fé, onde não há comprovação de fraude.
Essa delimitação garante que o MED se concentre em proteger vítimas legítimas de golpes digitais.
Prazo de obrigatoriedade e adesão opcional
Embora o MED já esteja em funcionamento desde a atualização desta segunda-feira (24), sua utilização ainda é opcional até 2 de fevereiro de 2026.
O BC orienta que as instituições financeiras aderam desde já, acelerando a proteção aos usuários e minimizando riscos de prejuízos. Após o prazo de obrigatoriedade, todas as transferências realizadas via Pix estarão sujeitas à regra, garantindo uniformidade e segurança em todo o sistema.
Vantagens para bancos e instituições de pagamento
A implementação do MED também traz benefícios para as instituições financeiras:
- Redução de litígios e ações judiciais envolvendo fraudes.
- Aumento da confiança dos clientes, incentivando o uso de serviços digitais.
- Maior eficiência na recuperação de valores perdidos por golpe.
Esses fatores contribuem para a modernização do sistema financeiro digital brasileiro, alinhando-o a padrões internacionais de segurança em pagamentos instantâneos.
Impacto no combate a fraudes
Com o crescimento do Pix, houve aumento proporcional de golpes e fraudes digitais, incluindo:
- Golpes de clonagem de WhatsApp com pedido de transferência.
- Falsos representantes de empresas ou bancos solicitando Pix.
- Fraudes de leilões e vendas online com pagamento antecipado.
A atualização do MED torna mais difícil que golpistas se beneficiem rapidamente, pois os valores podem ser rastreados mesmo se enviados para múltiplas contas em diferentes instituições.
Proteção ao consumidor
O BC reforçou que a medida protege os usuários sem comprometer a segurança das transações, garantindo:
- Rapidez na devolução de valores em casos comprovados.
- Maior transparência no tratamento de fraudes digitais.
- Orientações claras sobre como registrar a contestação de uma transferência.
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Essa abordagem contribui para que o Pix permaneça confiável e seguro, promovendo seu uso responsável e consciente.
Orientações para usuários do Pix
O Banco Central recomenda que os usuários adotem medidas preventivas para evitar fraudes, como:
- Verificar destinatário antes de enviar Pix.
- Evitar compartilhar senhas ou códigos de segurança.
- Consultar canais oficiais do banco em caso de suspeita de golpe.
- Registrar imediatamente a contestação caso perceba transferência indevida.
Esses cuidados, combinados com a atualização do MED, fortalecem a proteção do sistema e reduzem perdas financeiras.
Passo a passo para contestação
- Acesse o aplicativo ou site do banco.
- Selecione a transferência suspeita.
- Informe que houve fraude ou erro operacional.
- Aguarde análise e acionamento do MED.
- Receba o valor devolvido em até 11 dias, se comprovada a fraude.
O processo é simplificado e busca minimizar impactos financeiros e estresse para o usuário.
Perspectivas futuras
A medida reforça o compromisso do BC em modernizar o sistema financeiro brasileiro, promovendo segurança e confiança nas transações digitais. Com o Pix consolidado como meio de pagamento principal, o MED atualizado representa um avanço na proteção de consumidores e instituições.
Além disso, a obrigatoriedade em 2026 garante que todas as transações Pix estejam protegidas por um mecanismo uniforme, facilitando a interoperabilidade entre bancos e fintechs.
Integração com outras medidas de segurança
O MED faz parte de um conjunto de iniciativas do BC para fortalecer o Pix, incluindo:
- Limites de transações diárias para evitar grandes prejuízos.
- Monitoramento de padrões suspeitos de comportamento de conta.
- Educação do consumidor sobre segurança digital.
Essas ações em conjunto promovem um ecossistema de pagamentos mais confiável e seguro.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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