O Banco Central exigiu mudanças ao Banco de Brasília (BRB) para que a instituição financeira refizesse o seu balanço financeiro de 2022 e 2023. Isso aconteceu por causa de lançamentos indevidos de receitas e causou impacto negativo no banco brasiliense.
Banco Central pressiona BRB e prejuízo de R$ 43 milhões é revelado
O BRB precisou refazer seu balanço financeiro por exigência do Banco Central e isso revelou um prejuízo de R$ 43 milhões. Saiba mais!
Sendo assim, nos 3 primeiros meses de 2023, o BRB saiu de um lucro líquido de R$ 69,9 milhões e passou a ter um prejuízo de R$ 43,3 milhões. Saiba mais informações sobre a situação do banco na sequência.
Banco Central exige mudanças e BRB revela prejuízo

Após a exigência do Banco Central para refazer o balanço, o tombo com o prejuízo de R$ 43,3 milhões se deu através dos cálculos de analistas financeiros com base no que o próprio banco divulgou no início deste ano.
As correções no balanço do BRB referentes ao primeiro semestre de 2023 ficaram em R$ 173,8 milhões. Desse número, R$ 75,8 milhões se referem a dividendos recebidos de forma indevida por uma reestruturação societária envolvendo a BRBCard. Além disso, outros R$ 77,5 milhões dizem respeito a uma parceria com a Santa Casa de Misericórdia de Lisboa no setor de loterias.
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Dessa maneira, mesmo com esse negócio rejeitado, o BRB lançou os números a fim de inflar os resultados. Logo, o Banco Central exigiu mudanças.
Mais informações sobre as inconsistências financeiras do BRB
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O BRB apenas obteve um lucro líquido de R$ 42,1 milhões no primeiro semestre deste ano devido ao lançamento de créditos tributários de R$ 71,6 milhões como receitas. Ou seja, só foi possível obter um resultado positivo de R$ 42,1 milhões por causa disso.
Quando há os descontos desses créditos, por exemplo, a instituição financeira brasiliense registra um prejuízo de R$ 23,7 milhões nesse período. Sendo assim, essa é a realidade do banco, de acordo com um técnico da autoridade monetária. Ainda, o banco comandado pelo Governo do Distrito Federal considerou R$ 20 milhões como receita ao invés de despesas para o pagamento de dívidas ao INSS.
Isso porque os advogados do banco acreditam que irão vencer o processo iniciado há 22 anos. Ele se deu pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias sobre participações nos lucros dos seus funcionários e sobre o abono salarial, em que a instituição foi autuada 4 vezes em 2001.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
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