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Taxa de juros não será recuada, diz BC

Banco Central sinaliza manutenção da taxa Selic em 15% por período prolongado e reforça que só reduzirá juros se a inflação estiver sob controle.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Pix

O Banco Central comunicou nesta terça-feira (5) que não deve reduzir a taxa básica de juros, Selic, no curto prazo, sinalizando uma postura cautelosa diante do cenário econômico atual. A ata do Copom divulgada aponta que o colegiado manterá a taxa em 15% ao ano por um “período bastante prolongado” e só retomará o ciclo de alta caso seja necessário para controlar a inflação.

A decisão confirma a interrupção do ciclo de altas iniciado em setembro de 2024, mas deixa claro que a normalização da política monetária será feita com muito cuidado, acompanhando os impactos do aperto já realizado. O documento também destaca o ambiente externo adverso, com riscos associados às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Ata do Copom reforça cautela e cenário de incertezas

bc Banco Central
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

A ata oficial do Copom reforça que o atual momento econômico é marcado por elevada incerteza, tanto interna quanto externa, e que é preciso cautela para a condução da política monetária.

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O Copom observa que o desenvolvimento das negociações comerciais e a percepção dos riscos decorrentes dessas medidas influenciam diretamente a economia real e os ativos financeiros no Brasil.

Cenário doméstico

Apesar do cenário externo adverso, o panorama interno revela contrastes. A ata do Copom aponta que o mercado de trabalho segue aquecido, com a taxa de desemprego em patamar baixo, o que tem sustentado o consumo das famílias. No entanto, o crescimento da economia dá sinais de desaceleração, o que exige atenção na condução da política monetária nos próximos meses.

Selic em 15%

Em 30 de julho de 2025, o BC manteve a Selic em 15% ao ano após uma série de aumentos que começaram em setembro de 2024.

A decisão de interromper o ciclo de alta ocorre após quase um ano de aumentos consecutivos da taxa básica de juros, que saltou de 10,5% em maio de 2024 para o patamar atual. O Banco Central justificou a pausa para avaliar os efeitos do aperto monetário no controle da inflação.

A taxa de quinze por cento é a maior desde julho de 2006, quando esteve próxima desse nível por um curto período. Naquele ano, o país vivia um contexto econômico e político diferente, com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de seu primeiro mandato.

Qual o impacto da manutenção dos juros para a economia?

Selic
Imagem: Jo Galvao / shutterstock.com

Com juros elevados, o custo do crédito permanece alto, o que tende a desacelerar o consumo e investimentos. Isso ajuda a conter a pressão inflacionária, mas pode frear o crescimento econômico.

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FAQ

1. O que é a taxa Selic?
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, usada pelo Banco Central para controlar a inflação e influenciar a atividade econômica.

2. Por que o Banco Central mantém a Selic alta?
Para conter a inflação que está acima do teto da meta, o BC mantém a Selic alta para reduzir o consumo e o crédito, desacelerando a economia e pressionando os preços para baixo.

4. Como as tarifas dos EUA afetam a economia brasileira?
As tarifas aumentam o custo de exportação dos produtos brasileiros para os EUA, gerando impactos negativos para alguns setores e aumentando a incerteza econômica.

5. Quando o Banco Central pode reduzir a Selic?
A redução da taxa Selic ocorrerá apenas quando a inflação mostrar um caminho consistente de queda para dentro da meta estabelecida.

Considerações finais

Portanto, o cenário exige prudência por parte de investidores, empresas e consumidores, que precisam estar atentos às decisões futuras do Copom, à evolução da inflação e às repercussões das políticas externas, especialmente as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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