Na última segunda-feira (17), Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda, informou a jornalistas que o Banco Central (Bacen) vai fazer parte do debate sobre a redução dos juros rotativos relacionados aos cartões de crédito. A pauta ganhou força nas últimas semanas.
Banco Central tomará importante decisão sobre cartões de crédito
Governo Federal indica que Banco Central terá papel importante em relação à nova política com os cartões de crédito. Saiba mais!
A inclusão do Bacen no debate faz parte de um pedido dos bancos, visto que a instituição é a responsável pela regulamentação do setor, incluindo na questão do crédito rotativo. Atualmente, a taxa média dos juros rotativos está em torno de 417,4% ao ano.
Ainda na última segunda-feira, Haddad se reuniu com Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). No encontro, que definiu a participação do Bacen no debate, estiveram os CEOs do Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e Nubank.
Participação do Banco Central no debate
Após o encontro, Haddad fez questão de destacar que havia “um pedido para envolver o Banco Central” no debate. Além disso, o ministro fez questão de dizer que os bancos envolvidos no debate se comprometeram a entregar um “cronograma de apresentação de um estudo”, relacionado aos juros rotativos.
Em contrapartida, o político fez questão de pedir agilidade na entrega, argumentando que esta pauta é uma preocupação do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ademais, Haddad salientou que esta pauta passa por três agentes. São eles:
- Bancos;
- Operadoras de cartão de crédito;
- Lojistas.
Defesa do governo para redução dos juros
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O Governo Federal estuda formas de reduzir os juros rotativos do cartão de crédito desde março. No período, Haddad classificou a taxa como “estratosférica”. Todavia, em todo esse período, ainda não havia o debate concreto para a entrada do Bacen na discussão.
Conforme afirmou o ministro da Fazenda, o encontro com bancos é apenas mais uma etapa no processo de viabilizar a redução dos juros, o que inclui a adição do Banco Central. Por fim, o ministro comentou que os juros estão prejudicando a população de baixa renda.
Imagem: Jo Galvao / Shutterstock.com
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