O C6 vai inaugurar, nas próximas semanas, os primeiros cinco escritórios presenciais. Desse modo, o banco digital, apoiado pelo JPMorgan, vai ampliar a concorrência com grandes bancos de varejo no Brasil.
Assim, o movimento acontece pouco mais de um mês depois de o banco ter lançado o Carbon, uma plataforma para atender a faixa dos seus cerca de 20 milhões de correntistas que têm renda maior do que R$ 15 mil por mês ou mais de 150 mil em investimentos.
Qual o objetivo da criação de unidades de atendimento presencial?
Primeiramente, de acordo com Felipe Wey, chefe de Alta Renda do C6, o objetivo é ter pelo menos um escritório em cada capital brasileira e nas demais cidades com maior público de alta renda nos próximos meses. Contudo, Wey evitou citar uma meta específica, mas afirmou que devem ser abertas “dezenas de escritórios até o fim de 2023”.
Com aproximadamente 10 funcionários cada, os novos escritórios contarão com uma estrutura diferente das agências dos demais grandes bancos. Ou seja, o C6 tem o objetivo de focar no relacionamento para aumentar o engajamento dos clientes.
“Em algum momento, os clientes querem uma assessoria mais detalhada, querem conversar”, afirmou ele à Reuters.
Sendo assim, o C6 pretende usar o contato físico como forma de identificar as preferências regionais dos clientes. Com isso, visa desenvolver ações de relacionamento, como descontos em restaurantes e convites para eventos.
O mercado de alta renda
O banco digital estima em cerca de 5 milhões de pessoas no Brasil o mercado de alta renda. Ou seja, um segmento que segue mal atendido pelas maiores instituições do mercado, de acordo com pesquisas contratadas pelo banco digital.
Dessa forma, as plataformas de serviços financeiros vêm tentando obter mais receitas por cliente, no momento em que investidores têm estado mais céticos em relação aos negócios baseados em alto crescimento, considerando o cenário de juros altos.
Portanto, o Carbon encaixa-se na estratégia mais recente de bancos digitais de procurarem vender mais produtos por cliente, como investimentos, seguros e créditos.
Mudanças
As plataformas digitais, que possuem uma estrutura muito mais leve do que os bancos de varejo, estão gradualmente vendo oportunidades de aumentar a base de clientes e de fazer mais negócios com os clientes atuais ao terem unidades físicas.
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