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Banco do Brasil emite comunicado sobre futuro da taxa básica de juros

O Banco do Brasil emitiu um comunicado sobre o futuro da taxa Selic no país. Clique e veja a explicação sobre o assunto!

Victoria AmaralPor Victoria Amaral2 min de leitura
Fachada de uma agência do Banco do Brasil.

Durante uma recente coletiva de imprensa, a diretoria do Banco do Brasil afirmou que o setor está otimista em relação à queda da Selic, a taxa básica de juros da economia do país. O banco espera que essa taxa comece a cair no segundo semestre deste ano. 

Em comparação com o comportamento de outros participantes do mercado financeiro, essa previsão é adequada e está dentro da realidade. Confira detalhes a seguir!

Pedido do governo sobre a taxa de juros

A redução na taxa básica de juros faz parte das medidas propostas no arcabouço fiscal do governo federal. Mas, para isso acontecer, é preciso que o Banco Central ofereça condições e permita a aplicação dos juros mais baixos.

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, afirmou, em entrevista ao Valor Econômico, que o BC já possui recursos para reduzir a taxa. Segundo ela, uma Selic muito alta “inibe a atividade econômica e desacelera a economia”.

Além disso, Medeiros é otimista em relação à eficiência do arcabouço fiscal. De acordo com ela, essas medidas fazem com que a queda sustentável da taxa de juros avance.

Medidas tomadas pelo Banco do Brasil

O vice-presidente de gestão financeira do BB, Geovane Tobias, afirmou que o banco já começou a adotar novas medidas de mudança em preparação para o novo cenário de redução das taxas de juros.

O Banco do Brasil afirma que a queda vai ter efeitos positivos imediatos ao reduzir o custo de captação. No entanto, a instituição não espera que a queda seja brusca.

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Juros afetam pessoas jurídicas

O Banco do Brasil registrou, nos primeiros três meses de 2023, um aumento das dívidas vencidas há mais de 90 dias dos clientes cadastrados como pessoas jurídicas (PJ). Essa tendência é classificada pela diretoria do banco como uma normalização, depois de níveis extremamente baixos.

A alta taxa de empresas inadimplentes no país também se deve ao fato de que o crédito concedido pelos bancos está menor e mais caro. Apesar disso, o ritmo da inadimplência parece estar controlado, já que a queda de inadimplentes PJ cresceu de 1,23%, no primeiro trimestre de 2022, para 2,13% na mesma época de 2023.

Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Victoria Amaral

Autor

Victoria Amaral

Estudante de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

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