O Banco do Brasil formalizou contratos de financiamento com quatro empresas do setor aéreo como parte de uma iniciativa do Governo Federal para minimizar os impactos da alta do querosene de aviação (QAv). A medida foi estruturada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e tem como objetivo oferecer capital de giro de curto prazo às empresas diante do aumento dos custos operacionais.
Banco do Brasil financia capital de giro de quatro empresas aéreas
Banco do Brasil concede empréstimos a companhias aéreas para amenizar impactos da alta do combustível e preservar a malha aérea brasileira.
As operações conduzidas pelo Banco do Brasil foram realizadas dentro das regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que autorizou uma linha especial de crédito voltada exclusivamente para enfrentar o cenário de pressão financeira vivido pelas companhias aéreas.
Leia mais:
Alta dos custos pressiona renda de motoristas de aplicativo
Quais empresas receberam os recursos

Entre as beneficiadas estão as duas maiores companhias aéreas do país.
A GOL Linhas Aéreas e a Azul Linhas Aéreas contrataram empréstimos de R$ 330 milhões cada junto ao Banco do Brasil, valor máximo permitido pela regulamentação vigente.
Além delas, as empresas regionais Abaeté Linhas Aéreas e Rima Air também aderiram ao programa. A Abaeté recebeu R$ 819 mil, enquanto a Rima contratou R$ 634 mil em operações realizadas pelo Banco do Brasil.
No caso das empresas regionais, o limite do financiamento correspondeu a até 1,6% do faturamento bruto registrado em 2025, conforme os critérios definidos pelo CMN.
Como funciona a linha de crédito
A modalidade criada pelo governo e operacionalizada pelo Banco do Brasil possui características específicas voltadas para situações emergenciais.
Entre as principais condições estão:
- prazo de pagamento de até seis meses;
- juros equivalentes a 100% do CDI;
- utilização exclusiva para capital de giro;
- contratação por meio do Banco do Brasil.
Embora o Banco do Brasil seja responsável pela operacionalização dos contratos, todo o risco de inadimplência será assumido pela União, reduzindo a exposição da instituição financeira nas operações.
Objetivo é manter a operação das companhias
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa executada com apoio do Banco do Brasil busca garantir liquidez imediata para que as empresas consigam manter suas atividades enquanto enfrentam a forte elevação do custo do querosene de aviação, um dos principais componentes das despesas operacionais do setor.
O combustível representa parcela significativa do custo de uma companhia aérea e sofre influência direta das oscilações do mercado internacional de petróleo e da variação cambial.
Nos últimos meses, esse cenário aumentou a pressão sobre as empresas e elevou o risco de redução da oferta de voos e impactos na malha aérea nacional.
Governo afirma que recurso não é subsídio
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que a iniciativa não representa um repasse definitivo de recursos públicos.
Segundo ele, trata-se de um financiamento que deverá ser integralmente devolvido pelas empresas.
“O financiamento é reembolsável e não configura subvenção ou transferência de recursos a fundo perdido. A linha possui caráter emergencial, prazo reduzido e destinação exclusiva ao capital de giro, com o objetivo de preservar a continuidade das operações domésticas e reduzir riscos de desorganização operacional diante do aumento extraordinário dos custos”, afirmou o ministro.
Medida segue modelo utilizado em outras situações emergenciais
O formato da operação conduzida pelo Banco do Brasil guarda semelhanças com mecanismos adotados pelo Governo Federal em outras situações excepcionais, como as linhas especiais de crédito disponibilizadas após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Nesses casos, a União assume o risco das operações para facilitar o acesso das empresas ao crédito e evitar interrupções em serviços considerados estratégicos para a economia.
Alta do querosene preocupa setor aéreo
O querosene de aviação é um dos principais fatores que influenciam o preço das passagens aéreas no Brasil.
Quando há aumento expressivo desse insumo, as companhias enfrentam dificuldades para manter a rentabilidade, principalmente em rotas domésticas com menor margem de lucro.
Ao oferecer essa linha de crédito por meio do Banco do Brasil, o governo busca evitar impactos mais severos sobre a oferta de voos e contribuir para a manutenção da conectividade entre diferentes regiões do país.
O que muda para os passageiros

A linha de crédito operacionalizada pelo Banco do Brasil não reduz automaticamente o preço das passagens, mas pretende oferecer condições para que as empresas mantenham suas operações sem necessidade de cortes imediatos na malha aérea.
Na prática, a expectativa do governo é preservar a regularidade dos voos, minimizar riscos de cancelamentos e reduzir parte da pressão financeira provocada pela alta do combustível, contribuindo para maior estabilidade do setor nos próximos meses.
Conclusão
A concessão dos empréstimos pelo Banco do Brasil representa uma medida emergencial para dar fôlego financeiro às companhias aéreas em um momento de forte pressão nos custos operacionais. Embora os recursos não garantam redução imediata no preço das passagens, a iniciativa busca preservar a malha aérea brasileira, evitar interrupções nos serviços e assegurar maior estabilidade ao setor enquanto o mercado enfrenta os efeitos da alta do querosene de aviação.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
Informacoes Atualizadas 2026:
