Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Lucro do BB fica acima das expectativas e acionistas receberão R$ 2,6 bi em dividendos e JCP

O Banco do Brasil supera as expectativas com um lucro de R$ 9,5 bilhões e anuncia R$ 2,6 bilhões em dividendos. Saiba mais!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo4 min de leitura
Fachada Banco do Brasil

Na mais recente divulgação de balanços das principais instituições financeiras brasileiras, o Banco do Brasil (BBAS3) destacou-se ao registrar um lucro líquido recorrente de R$ 9,502 bilhões no segundo trimestre de 2024.

Esse resultado representa uma alta de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as expectativas do mercado e consolidando o desempenho robusto do banco. Continue a leitura para mais informações!

Desempenho Financeiro

Lucro e Rentabilidade

O lucro líquido recorrente do Banco do Brasil para o segundo trimestre deste ano ficou acima das projeções de analistas, que esperavam um resultado de aproximadamente R$ 9,13 bilhões. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) alcançou 21,6%, superando a média obtida pelo portal Seu Dinheiro, que estava em 20,65%.

Este desempenho é notável, especialmente quando comparado aos índices de rentabilidade de outros grandes bancos brasileiros: Itaú Unibanco (22,4%), Santander (15,5%) e Bradesco (10,8%).

Leia mais:

Banco do Brasil: Tudo sobre a central de atendimento de forma descomplicada

Margem Financeira e Carteira de Crédito

Celular na mão com app do Banco do Brasil aberto na tela inicial
Imagem: Diego Thomazini / shutterstock.com

Crescimento da Margem Financeira

O Banco do Brasil registrou um crescimento significativo de 11,6% na margem financeira em relação ao segundo trimestre de 2023, totalizando R$ 25,549 bilhões. Esse aumento pode ser atribuído em parte ao “efeito Javier Milei”, que resultou em uma valorização cambial favorável e impactou positivamente o resultado financeiro do banco.

A margem com mercado também apresentou uma alta de 146,5% nos últimos 12 meses, impulsionada pelos resultados de tesouraria e pela maior contribuição do Banco Patagonia.

Carteira de Crédito

A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil cresceu 3,9% no trimestre e 13,2% nos últimos 12 meses, atingindo um saldo de R$ 1,182 trilhão no final de junho. Esse crescimento reflete a sólida demanda por financiamentos e o contínuo fortalecimento das operações de crédito do banco.

Despesas e Inadimplência

Índice de Inadimplência

O índice de inadimplência do Banco do Brasil subiu para 3,0%, comparado a 2,9% no trimestre anterior e 2,73% no mesmo período do ano passado. Esse aumento foi antecipado pelos analistas e está relacionado ao crescimento das pequenas e médias empresas (PMEs), que enfrentam desafios econômicos.

A carteira de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) encerrou o trimestre com saldo de R$ 121,8 bilhões, representando um crescimento de 1,8% no trimestre e 10,7% em 12 meses.

Provisões e Despesas Operacionais

As provisões para perdas no crédito aumentaram 8,8% em relação ao ano passado, totalizando R$ 7,807 bilhões. As expectativas para 2024 foram revisadas, com as provisões projetadas entre R$ 31 bilhões e R$ 34 bilhões, acima da faixa anterior de R$ 27 bilhões a R$ 30 bilhões. Além disso, as despesas operacionais do banco subiram 4,9%, atingindo R$ 9,245 bilhões.

Atualização das Projeções e Orientações

Banco do Brasil
Imagem: Andrzej Rostek / Shutterstock.com

Com a divulgação dos resultados, o Banco do Brasil atualizou suas projeções para 2024. A expectativa é que a margem financeira cresça entre 10,0% e 13,0%, superior à previsão anterior de 7,0% a 11,0%. Por outro lado, as provisões para perdas no crédito foram ajustadas para uma faixa mais ampla, refletindo um cenário de maior cautela.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Dividendos e Juros sobre Capital Próprio

Anúncio de Proventos

Uma das notícias mais aguardadas foi o anúncio de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). O Banco do Brasil informou que pagará R$ 866 milhões em dividendos e R$ 1,795 bilhão em JCP aos acionistas.

Esses valores serão atualizados pela taxa Selic desde 30 de junho até a data de pagamento, prevista para 30 de agosto. O pagamento estará sujeito à retenção de imposto de renda na fonte, conforme a legislação vigente.

Efeito no Mercado

As ações do Banco do Brasil serão negociadas “ex-dividendos” a partir de 22 de agosto. Investidores têm a opção de adquirir ações antes dessa data para receber os dividendos ou esperar a data de corte e comprar os papéis por um valor ajustado, sem o direito aos proventos. Esse anúncio tem o potencial de impactar a cotação das ações e a estratégia de investimento de muitos acionistas.

Considerações Finais

O Banco do Brasil apresentou um desempenho financeiro sólido e superior às expectativas para o segundo trimestre de 2024. Com um lucro líquido recorrente robusto, uma margem financeira crescente e um generoso pacote de dividendos e JCP, o banco consolidou sua posição como uma das principais instituições financeiras do Brasil.

Apesar do aumento na inadimplência e das revisões nas provisões para perdas no crédito, o banco demonstrou resiliência e adaptabilidade em um ambiente econômico desafiador.

Para investidores e analistas, o balanço do Banco do Brasil oferece uma visão detalhada do desempenho financeiro e das perspectivas futuras da instituição, destacando seu papel crucial no setor bancário brasileiro e sua capacidade de oferecer retornos significativos aos acionistas.

Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

Topicos relacionados