As ações do Banco do Brasil (BB) voltaram a recuar nesta segunda-feira (25), encerrando o pregão em queda de 2,2%, cotadas a R$ 20,05. O movimento reflete a pressão do mercado após uma onda de notícias falsas que associaram a instituição à aplicação da Lei Global Magnitsky, gerando insegurança entre clientes e investidores.
Ação do Banco do Brasil fecha em queda de mais de 2% após acionar AGU contra fake news
Banco do Brasil aciona AGU contra fake news e ações caem mais de 2% em meio a temores ligados à Lei Magnitsky e ruídos de mercado.
Em reação, o BB enviou um ofício à Advocacia-Geral da União (AGU) na última sexta-feira (22), solicitando providências contra as publicações que chamou de “inverídicas e maliciosas”. O banco destacou a gravidade da situação e pediu “medidas jurídicas cabíveis, com a urgência necessária”.
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No documento enviado à AGU, o Banco do Brasil afirma:
“O Banco do Brasil, como relevante integrante do Sistema Financeiro Nacional, teve seu nome, de tradição bissecular, envolvido em diversas fake news que propagam a desordem financeira do país nos últimos dias.”
Segundo a instituição, a propagação dessas informações teria ganhado força a partir de 19 de agosto de 2025, quando perfis em redes sociais divulgaram a falsa notícia de que o banco estaria sujeito a sanções secundárias impostas pelos Estados Unidos com base na chamada Lei Magnitsky.
A norma norte-americana foi recentemente usada para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibindo-o de manter contas ou investimentos em instituições financeiras ligadas aos EUA.
Contexto: decisão do STF e impacto no mercado
A polêmica cresceu após decisão do ministro Flávio Dino (STF), também no dia 19, estabelecendo que leis e decisões estrangeiras não se aplicam a brasileiros no território nacional sem a devida homologação pelo Supremo.
Embora a medida não tenha mencionado diretamente o caso do Banco do Brasil, o mercado entendeu a decisão como uma referência indireta à Lei Magnitsky. Isso gerou apreensão entre investidores sobre os efeitos potenciais das sanções para o sistema financeiro brasileiro.
Analistas da Genial Investimentos, Eduardo Nishio e Nina Mirazon, destacaram em relatório:
“Esse cenário intensificou a aversão a risco no mercado financeiro, ao expor o setor bancário a potenciais consequências relevantes.”
Desempenho das ações: quedas consecutivas
As incertezas se refletiram imediatamente na Bolsa. No próprio dia 19 de agosto, os papéis do BB tiveram forte recuo, caindo 6% na B3. Já nesta segunda-feira (25), mesmo após os esclarecimentos do banco, as ações seguiram pressionadas, acumulando nova baixa de 2,2%.
Esse desempenho negativo se soma a preocupações estruturais com o balanço do segundo trimestre de 2025, considerado fraco por analistas, principalmente em razão do aumento da inadimplência no setor do agronegócio.
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Banco reforça conformidade internacional
Diante da disseminação das fake news, o Banco do Brasil reforçou que está preparado para lidar com situações complexas ligadas à regulação global. Em comunicado, a instituição afirmou:
“O Banco do Brasil está preparado para lidar com temas complexos e sensíveis que envolvem regulamentações globais e atua em plena conformidade à legislação brasileira, às normas dos mais de 20 países onde está presente e aos padrões internacionais que regem o sistema financeiro.”
A instituição ressaltou ainda que a propagação massificada das notícias falsas levou a uma enxurrada de pedidos de esclarecimento por parte dos clientes, preocupados com a possibilidade de sofrerem sanções secundárias inexistentes.
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O Banco do Brasil reiterou que tomará todas as medidas legais cabíveis para proteger sua reputação. Além disso, lembrou que, conforme a Lei 7.492/1986, que trata de crimes contra o sistema financeiro nacional, quem divulga informações falsas ou incompletas sobre instituições financeiras pode ser condenado a reclusão de dois a seis anos, além de multa.
Essa advertência busca não apenas coibir novas tentativas de desinformação, mas também reforçar a confiança de clientes e investidores na solidez da instituição.
Com informações de: ISTOÉ DINHEIRO
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