No ano passado, o Banco do Brasil adotou uma política de responsabilidade social, climática e ambiental. Basicamente, o banco público se comprometeu a não negociar com companhias ou instituições que apresentassem riscos nesses sentidos. Porém, não é o que tem acontecido.
Banco do Brasil se envolve em grande polêmica; confira
Reportagem aponta ações contraditórias do Banco do Brasil em relação a financiamentos e empréstimos. Saiba mais!
De acordo com informações da Repórter Brasil, a instituição financeira aplicou US$ 370 milhões em empresas do setor agrícola que são associadas ao desmatamento e à exploração da mão de obra em condições análogas à escravidão.
Ainda que o Banco do Brasil alegue que conte com cláusulas que determinam a ruptura do contrato no caso de atividades ilícitas por parte das empresas, é provável que tais regras não tenham sido acionadas nas situações em específico.
Empréstimo do Banco do Brasil para o desmatamento
Um dos casos relatados pela reportagem, é afirmado que o Banco do Brasil concedeu um empréstimo de R$ 1 milhão para um fazendeiro que já foi multado por desmatamento ilegal da Amazônia. A pessoa envolvida conta com apenas uma propriedade rural registrada, mesmo local que ocorreu a prática de desmatamento.
Caso seja confirmada a parte do BB, a instituição estaria, além de violando as regras determinadas por sua política de responsabilidade, quebrando uma norma editada pelo Banco Central do Brasil.
Procurado pela Repórter Brasil, o banco se absteve de uma resposta e não forneceu informações detalhadas a respeito do empréstimo concedido. Mas, informou que a avaliação dos fatores socioambientais para a oferta de crédito passa por evolução constantemente.
Apoio do Banco do Brasil
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Para além das questões citadas acima, a reportagem ainda menciona que o Banco do Brasil teria apoiado o frigorífico Marfrig, por meio de financiamentos realizados em 2021 e 2022. Somados os valores das tomadas de crédito, o valor é de R$ 1,4 bilhão.
A empresa em questão teve o pedido de empréstimo negado por parte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O motivo para a recusa foi a alegação de que o frigorífico não se enquadra na política de sustentabilidade da instituição financeira.
Imagem: SERGIO V S RANGEL / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
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