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Banco do Brasil (BBAS3): saiba se vale a pena vender ou segurar; destaques do Money Picks

O mercado financeiro brasileiro amanheceu sob o impacto de uma nova rodada de avaliações negativas para as ações do Banco do Brasil (BBAS3). Após os rebaixament

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
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O mercado financeiro brasileiro amanheceu sob o impacto de uma nova rodada de avaliações negativas para as ações do Banco do Brasil (BBAS3).

Após os rebaixamentos promovidos por BTG Pactual e XP Investimentos, foi a vez do Santander revisar sua recomendação sobre o papel do banco estatal, reduzindo a classificação de “compra” para “manutenção”.

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O que motivou o rebaixamento das ações do Banco do Brasil?

BANCO DO BRASIL
Imagem: Freepik e Canva

O principal motivo para a mudança de perspectiva foi o desempenho abaixo do esperado do Banco do Brasil no primeiro trimestre de 2025 (1T25). Os resultados decepcionaram os analistas, com destaque para a queda na rentabilidade e o aumento nas provisões para inadimplência.

Revisão nas projeções de lucro

O Santander, em relatório divulgado ao mercado, destacou que o lucro do BB deve sofrer uma redução de aproximadamente 20% nos anos de 2025 e 2026. Essa revisão nas projeções levou também ao corte no preço-alvo das ações, que caiu de R$ 45 para R$ 26, representando uma queda expressiva nas expectativas de valorização.

Exclusão das carteiras recomendadas

Como consequência, o banco estatal foi retirado das carteiras recomendadas da instituição. Segundo o relatório, o cenário para as ações do BB segue desafiador no curto e médio prazo, com uma pressão contínua nos preços dos papéis.

Quais são as alternativas de investimento recomendadas?

Apesar do pessimismo em torno do Banco do Brasil, o programa Money Picks, apresentado por Juliana Caveiro, no canal Money Times, destacou quatro ações que receberam recomendações de compra por parte de analistas de grandes instituições financeiras.

Equatorial Energia (EQTL3): Benefício com cenário macroeconômico

O primeiro destaque é a Equatorial Energia (EQTL3). O Bank of America elevou o preço-alvo da ação de R$ 41 para R$ 44, reforçando a recomendação de compra.

Por que investir na Equatorial?

Os analistas apontam que a empresa pode se beneficiar de uma atualização positiva nas premissas macroeconômicas, além de estar menos exposta a riscos regulatórios do setor de energia. Os resultados recentes da companhia também agradaram o mercado, consolidando sua posição entre as melhores escolhas para quem busca ações no setor elétrico.

Marcopolo (POMO4): Perspectiva de novos contratos

Outro papel que chamou a atenção foi o da Marcopolo (POMO4). O BTG Pactual acredita que a ação pode registrar uma valorização de mais de 60%, caso se concretize o esperado leilão do programa Caminho da Escola.

Fatores de alta para a Marcopolo

O programa governamental, voltado à renovação da frota de transporte escolar, já foi responsável por até 15% da produção anual do setor de ônibus no Brasil, o que aumenta as expectativas de um novo ciclo de encomendas para a companhia.

Assaí (ASAI3): Crescimento consistente no atacarejo

No segmento de varejo, o destaque ficou para o Assaí (ASAI3). A XP Investimentos revisou para cima o preço-alvo da ação, projetando R$ 15 ao final de 2025, com manutenção da recomendação de compra.

Por que o Assaí está no radar?

A combinação de expansão do modelo Cash & Carry, execução operacional sólida e crescimento de receitas coloca o Assaí entre as principais apostas no setor varejista. O modelo de atacarejo segue em alta, impulsionado pelo comportamento do consumidor em busca de preços mais acessíveis.

Suzano (SUZB3): Expansão global com a joint venture com a Kimberly-Clark

Fechando a lista, a Suzano (SUZB3) ganhou destaque após o anúncio da criação de uma joint venture com a Kimberly-Clark. A empresa brasileira ficará com 51% de participação nas operações de lenços de papel da multinacional fora dos Estados Unidos.

Detalhes da operação

O negócio envolve:

  • 22 fábricas de papéis sanitários em 14 países;
  • Operação comercial em mais de 70 mercados globais;
  • Receita anual estimada em US$ 3,3 bilhões.

Segundo analistas da Empiricus Research, essa aquisição reforça o posicionamento da Suzano como uma companhia com múltiplos atrativos e fundamentos sólidos, tornando o papel uma boa escolha para investidores de longo prazo.

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Comparativo: desempenho recente das ações

AçãoRecomendação AtualPreço-Alvo AnteriorPreço-Alvo AtualPotencial de Alta
BBAS3Rebaixada para manutençãoR$ 45R$ 26Negativo
EQTL3CompraR$ 41R$ 44Moderado
POMO4CompraR$ 3,50 (exemplo)R$ 5,60 (projeção)Superior a 60%
ASAI3CompraR$ 12R$ 15Significativo
SUZB3CompraR$ 60R$ 70 (exemplo)Positivo

Obs.: Os preços são estimativas baseadas em projeções recentes dos analistas.

Por que o Banco do Brasil perdeu espaço nas carteiras?

A decisão de rebaixamento de BBAS3 também reflete uma preocupação estrutural com os bancos estatais, principalmente em períodos de maior intervenção governamental na política de crédito e dividendos.

Além disso, a pressão sobre a margem financeira e o aumento da inadimplência entre os clientes também impactaram as expectativas de crescimento e rentabilidade.

O que os investidores devem observar nos próximos meses?

Banco do Brasil
Imagem: Freepik e Canva

Os próximos resultados trimestrais serão cruciais para avaliar se o Banco do Brasil conseguirá reverter a tendência de queda no lucro. Também será importante acompanhar:

  • O desempenho do crédito para pessoas físicas e jurídicas;
  • A política de dividendos da instituição;
  • A capacidade de controlar a inadimplência.

Enquanto isso, os analistas continuam atentos às oportunidades em setores mais resilientes, como energia, varejo, indústria automotiva e commodities de base florestal, caso da Suzano.

Considerações finais

O rebaixamento das ações do Banco do Brasil pelo Santander, BTG Pactual e XP Investimentos reforça o alerta para os investidores sobre os desafios enfrentados pelo banco nos próximos trimestres.

Por outro lado, a atenção do mercado se volta para outras ações com maior potencial de valorização, como Equatorial, Marcopolo, Assaí e Suzano, que receberam sinal verde dos analistas.

O cenário atual reforça a importância da diversificação da carteira e do acompanhamento contínuo das recomendações do mercado para ajustar as estratégias de investimento.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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