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Banco do Nordeste lança cartão de crédito da agropecuária

O Banco do Nordeste decidiu acatar a sugestão dos produtores e criar o seu cartão de crédito para esse público.

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O Banco do Nordeste vai lançar o Cartão BNB Agropecuária. Dessa forma, vai atender à demanda de milhares de produtores nordestinos de leite. Esse cartão visa facilitar a vida dos produtores da região, os quais sempre encontram dificuldade para conseguir crédito para o custeio de suas atividades.

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Por meio do Ofício 2021/498-038, o gerente do Ambiente de Crédito Comercial e Cartões, Jeovah Linhares Lopes, e o superintendente de Produtos e de Serviços Bancários do BNB, Alison Ramon Santos e Silva, fizeram referência à “demanda dos produtores de leite, visando à criação e operacionalização do Cartão de Crédito Rotativo de custeio para a produção de leite”. A estimativa é que o novo cartão do Banco do Nordeste tenha implantação no mês de junho. 

Tudo começou quando, no dia 25 de fevereiro, o presidente do Instituto Luiz Girão, David Girão, enviou ao presidente do BNB, Romildo Rolim, uma carta. Nela, anexou um abaixo-assinado de centenas de produtores de leite de diversos estados do Nordeste. A reivindicação era a criação de um cartão de crédito de custeio. Dessa forma, seria eliminado um dos maiores gargalos do setor. 

Sobre a carta enviada ao BNB

Para embasar o abaixo-assinado, os produtores citam que “a produção de leite no Nordeste é a atividade rural com maior ocupação e expansão territorial, com resiliência aos efeitos de secas, produz e gera renda durante os doze meses, fixando famílias no campo”. 

Como exemplo da resiliência, os produtores citam o Ceará entre 2010 e 2019. Apesar de passar por seis anos de seca, o estado aumentou em 79,53% a sua produção de leite. Além disso, gerou emprego direto no campo a cada 50 litros produzidos. 

Aproximadamente 75% do leite do Nordeste é produzido por agricultores familiares. E cada fazendeiro produz, diariamente, em torno de 150 litros. A carta cita que “uma fazenda de gestão familiar que produz 300 litros de leite por dia tem, em média, um imobilizado em ativos (terra, infraestrutura, rebanho, equipamentos etc.) por volta de R$ 300 mil. Patrimônio que levou anos para ser construído”.

Mais adiante, a carta cita que:

“As margens líquidas da atividade leiteira são apertadas, apresentando grandes níveis de sensibilidade de risco do negócio diante das adversidades climáticas no Nordeste e de mercado, por exemplo. Além disso, o produtor se depara com a necessidade constante de investimentos, objetivando aumentar sua escala de produção e de sua renda, bem como ter que garantir a manutenção da estrutura. Neste cenário, a limitada disponibilidade de capital de giro para custear a produção de leite, no dia a dia, é uma realidade que aflige a grande maioria dos produtores.”

Dessa forma, a partir de um cartão de crédito rotativo, os produtores não teriam mais que enfrentar operações burocráticas para ter acesso ao custeio do Banco. Diante da carta e solicitação dos produtores, o Banco do Nordeste decidiu acatar a sugestão e criar o seu cartão de crédito para esse público.

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imagem: rafapress / shutterstock.com

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