Um banco que dita a qualidade de roupa que seus empregados devem usar? Películas quebradas e capas de celular sujas são proibidas? E, ainda por cima, cabelos sem cortes são considerados inaceitáveis?
Banco gera polêmica ao enviar carta com exigências estranhas a funcionários
Banco gera polêmica com lista de exigências. Quer saber tudo sobre essa história? Entre e descubra mais sobre a situação.
Parece surreal, mas essa foi a polêmica que tomou conta das redes sociais após o Banco Inter enviar uma carta com exigências estranhas aos seus colaboradores. Quer saber mais sobre essa história? Para isso, continue lendo e entenda as repercussões desse episódio questionável.
Lista controversa enviada para funcionários
O Inter, uma das principais instituições financeiras do Brasil, causou polêmica ao enviar uma lista de exigências. Nesse sentido, a cartilha compartilhada inclui 14 questões que deveriam ser evitadas a todo custo.
- Lingerie marcando ou aparecendo;
- Roupa com peeling (as famosas bolinhas);
- Roupas amassadas ou furadas com manchas ou partes desbotadas;
- Acessórios, calçados e bolsas velhos, sujos ou estragados;
- Unhas e sobrancelhas mal cuidadas;
- Barba malfeita e cabelo sem corte;
- Maquiagem borrada ou excessiva;
- Cabelo sujo ou desarrumado;
- Material de trabalho bagunçado, caneta com tampa mastigada;
- Cheiros fortes (excesso de perfume ou mau odor);
- Roupas com pelos de animais de estimação ou outros resíduos, como pó ou caspa;
- Telefone celular com capinha velha, partes sujas, película quebrada;
- Acessórios, calçados e bolsas velhos, sujos ou estragados;
- Mau hálito, chulé.
A lista foi enviada por e-mail aos contratados da empresa, mas logo gerou uma onda de críticas nas redes sociais. Isso pois muitos internautas consideraram as normas absurdas, desnecessárias e invasivas à individualidade dos funcionários.
Dessa forma, diante da repercussão negativa, o banco se manifestou, afirmando que a cartilha foi revisada e sofreu alterações e que respeita a individualidade de cada um de seus colaboradores.
O que os especialistas dizem a respeito?
Especialistas em direito trabalhista apontam que algumas das exigências feitas pelo Inter podem ser consideradas práticas abusivas.
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Nesse sentido, segundo Nathália Ohofugi, advogada especializada em direito do trabalho que fez uma declaração exclusiva para o Metrópoles, é aceitável que o empregador cobre uma boa aparência e higiene dos funcionários. Contudo, certos pedidos podem extrapolar esse limite e configurar abuso.
Além disso, a professora de direito do trabalho Moara Lima, do Centro Universitário de Brasília (Ceub), que também conversou com o Metrópoles, destaca a importância de o patrão respeitar os direitos de personalidade dos colaboradores e evitar instruções com conteúdo discriminatório.
Assim, em suma, é preciso que as empresas estabeleçam regras de conduta com cautela, evitando excessos e impactos negativos na relação de trabalho e na reputação da organização.
Imagem: Fizkes/Shutterstock.com
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