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Banco gera polêmica ao enviar carta com exigências estranhas a funcionários

Banco gera polêmica com lista de exigências. Quer saber tudo sobre essa história? Entre e descubra mais sobre a situação.

Avatar de Ana Ferreira Ana Ferreira · · 2 min de leitura
Imagem mostra um rapaz olhando indignado para a tela do notebook. Em cima do teclado há um celular. Ele está com as mãos erguidas, revoltado

Um banco que dita a qualidade de roupa que seus empregados devem usar? Películas quebradas e capas de celular sujas são proibidas? E, ainda por cima, cabelos sem cortes são considerados inaceitáveis? 

Parece surreal, mas essa foi a polêmica que tomou conta das redes sociais após o Banco Inter enviar uma carta com exigências estranhas aos seus colaboradores. Quer saber mais sobre essa história? Para isso, continue lendo e entenda as repercussões desse episódio questionável.

Lista controversa enviada para funcionários

O Inter, uma das principais instituições financeiras do Brasil, causou polêmica ao enviar uma lista de exigências. Nesse sentido, a cartilha compartilhada inclui 14 questões que deveriam ser evitadas a todo custo.

  • Lingerie marcando ou aparecendo;
  • Roupa com peeling (as famosas bolinhas);
  • Roupas amassadas ou furadas com manchas ou partes desbotadas;
  • Acessórios, calçados e bolsas velhos, sujos ou estragados;
  • Unhas e sobrancelhas mal cuidadas;
  • Barba malfeita e cabelo sem corte;
  • Maquiagem borrada ou excessiva;
  • Cabelo sujo ou desarrumado;
  • Material de trabalho bagunçado, caneta com tampa mastigada;
  • Cheiros fortes (excesso de perfume ou mau odor);
  • Roupas com pelos de animais de estimação ou outros resíduos, como pó ou caspa;
  • Telefone celular com capinha velha, partes sujas, película quebrada;
  • Acessórios, calçados e bolsas velhos, sujos ou estragados;
  • Mau hálito, chulé.

A lista foi enviada por e-mail aos contratados da empresa, mas logo gerou uma onda de críticas nas redes sociais. Isso pois muitos internautas consideraram as normas absurdas, desnecessárias e invasivas à individualidade dos funcionários. 

Dessa forma, diante da repercussão negativa, o banco se manifestou, afirmando que a cartilha foi revisada e sofreu alterações e que respeita a individualidade de cada um de seus colaboradores.

O que os especialistas dizem a respeito?

Especialistas em direito trabalhista apontam que algumas das exigências feitas pelo Inter podem ser consideradas práticas abusivas. 

Nesse sentido, segundo Nathália Ohofugi, advogada especializada em direito do trabalho que fez uma declaração exclusiva para o Metrópoles, é aceitável que o empregador cobre uma boa aparência e higiene dos funcionários. Contudo, certos pedidos podem extrapolar esse limite e configurar abuso. 

Além disso, a professora de direito do trabalho Moara Lima, do Centro Universitário de Brasília (Ceub), que também conversou com o Metrópoles, destaca a importância de o patrão respeitar os direitos de personalidade dos colaboradores e evitar instruções com conteúdo discriminatório.

Assim, em suma, é preciso que as empresas estabeleçam regras de conduta com cautela, evitando excessos e impactos negativos na relação de trabalho e na reputação da organização.

Imagem: Fizkes/Shutterstock.com

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