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Banco Master: devolução do FGC começa nesta semana; entenda como funciona o pagamento

Cerca de 150 mil investidores do Banco Master e do Letsbank começaram a receber, nesta segunda-feira, os valores referentes ao ressarcimento garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida marca uma das maiores operações de devolução de recursos já conduzidas pelo fundo no Brasil, tanto pelo volume financeiro envolvido quanto pela quantidade de clientes […]

Avatar de Juliana Peixoto Juliana Peixoto · · 6 min de leitura
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Cerca de 150 mil investidores do Banco Master e do Letsbank começaram a receber, nesta segunda-feira, os valores referentes ao ressarcimento garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida marca uma das maiores operações de devolução de recursos já conduzidas pelo fundo no Brasil, tanto pelo volume financeiro envolvido quanto pela quantidade de clientes impactados.

O processo teve início após a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro do ano passado. Desde então, investidores aguardavam a liberação oficial dos pedidos e o calendário de pagamentos. O início da restituição ocorre pouco mais de dois meses após a intervenção, seguindo o prazo padrão adotado pelo sistema de garantia de depósitos.

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Entenda o que é o Fundo Garantidor de Créditos

O Fundo Garantidor de Créditos é uma associação privada, sem fins lucrativos, mantida por instituições financeiras autorizadas a funcionar no Brasil. Seu principal objetivo é proteger depositantes e investidores em situações de falência, liquidação ou intervenção de bancos e financeiras.

Na prática, o FGC funciona como uma rede de segurança do sistema financeiro nacional. Quando uma instituição quebra, o fundo assume a responsabilidade de devolver parte dos valores aplicados pelos clientes, dentro dos limites estabelecidos em regulamento.

Qual é o limite de cobertura do FGC

Atualmente, o FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando o conjunto de aplicações mantidas em cada conglomerado financeiro. Esse limite vale independentemente do número de produtos contratados, como CDBs, LCIs, LCAs ou contas de pagamento elegíveis.

Além disso, existe um teto global de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ, renovável a cada período de quatro anos, o que evita concentrações excessivas de risco em eventos sucessivos.

Quantos investidores serão ressarcidos

De acordo com informações do próprio fundo, aproximadamente 800 mil clientes do Banco Master e do Letsbank têm direito ao ressarcimento. O montante total a ser devolvido supera R$ 40 bilhões, valor que coloca essa operação entre as maiores já realizadas pelo FGC.

Até o fim de semana que antecedeu o início dos pagamentos, cerca de 370 mil credores já haviam solicitado formalmente a restituição. A expectativa é que esse número aumente de forma significativa ao longo das próximas semanas, à medida que investidores tomem conhecimento dos prazos e procedimentos.

Por que apenas 150 mil começaram a receber agora

Embora centenas de milhares de solicitações já tenham sido registradas, o pagamento ocorre de forma escalonada. Os primeiros 150 mil investidores a receberem os valores são aqueles que concluíram integralmente o processo de solicitação, incluindo a assinatura do termo de sub-rogação exigido pelo fundo.

Esse termo é fundamental para que o FGC possa assumir legalmente o crédito que o investidor possuía junto à instituição liquidada, permitindo a continuidade dos processos de recuperação judicial ou extrajudicial.

Como solicitar o ressarcimento do FGC

O processo de solicitação foi estruturado de forma digital, com canais distintos para pessoas físicas e jurídicas, buscando dar mais agilidade e reduzir a burocracia.

Solicitação para pessoas físicas

Investidores pessoas físicas devem realizar o pedido por meio do aplicativo oficial do Fundo Garantidor de Créditos. O app está disponível para dispositivos Android e iOS e permite acompanhar todas as etapas do processo, desde a solicitação até a confirmação do pagamento.

No aplicativo, o investidor precisa informar seus dados pessoais, confirmar as informações bancárias e assinar eletronicamente o termo de sub-rogação.

Solicitação para pessoas jurídicas

No caso de empresas, a solicitação deve ser feita diretamente pelo site do FGC. O processo é semelhante ao das pessoas físicas, mas exige o envio de documentos adicionais, como contrato social, comprovante de representação legal e dados bancários da empresa.

Após a validação das informações, a assinatura do termo também ocorre de forma digital.

Prazo para pagamento após a solicitação

Segundo o FGC, após a solicitação completa e a assinatura do termo de sub-rogação, o pagamento é processado em até dois dias úteis. O valor é depositado diretamente na conta indicada pelo investidor, sem a necessidade de comparecimento presencial ou contato com a instituição liquidada.

Esse prazo reduzido é um dos pontos mais destacados pelo fundo, especialmente diante do grande volume de pedidos registrados.

O que pode atrasar o pagamento

Embora o prazo oficial seja curto, inconsistências cadastrais, erros nos dados bancários ou pendências documentais podem atrasar o crédito. Por isso, o FGC orienta que os investidores revisem cuidadosamente todas as informações antes de concluir a solicitação.

Instabilidade no sistema marcou o início dos pedidos

No sábado, data em que os pedidos de restituição foram liberados, diversos investidores relataram instabilidade no aplicativo do FGC. Houve registros de lentidão, falhas de acesso e dificuldades para concluir a solicitação.

De acordo com o fundo, os problemas foram causados pelo volume elevado de acessos simultâneos nas primeiras horas após o anúncio oficial da liberação. A demanda superou as projeções iniciais, exigindo ajustes emergenciais na infraestrutura tecnológica.

Situação atual do aplicativo do FGC

Após as correções realizadas ao longo do fim de semana, o FGC informou que o sistema foi estabilizado e passou a operar normalmente. Ainda assim, o fundo recomenda que investidores evitem horários de pico e mantenham o aplicativo atualizado para reduzir riscos de falhas.

Liquidação extrajudicial do Banco Master

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em novembro do ano passado, após a identificação de problemas financeiros e de gestão que comprometeram a solvência da instituição.

Esse tipo de intervenção ocorre quando o regulador entende que a continuidade das operações pode representar risco ao sistema financeiro ou aos clientes. Com a liquidação, as atividades do banco são encerradas, e os ativos passam a ser administrados por um liquidante nomeado.

Impacto para clientes do Letsbank

O Letsbank, que operava em parceria com o Banco Master, também teve seus clientes afetados pela medida. Muitos investidores mantinham aplicações vinculadas às duas marcas, o que gerou dúvidas iniciais sobre a cobertura do FGC.

O fundo esclareceu que a garantia segue o critério do conglomerado financeiro, e não da marca comercial, o que garante a cobertura dentro do limite estabelecido.

Importância do FGC para o sistema financeiro

Casos como o do Banco Master reforçam o papel estratégico do Fundo Garantidor de Créditos na manutenção da confiança dos investidores. Ao assegurar a devolução de recursos em situações de crise, o fundo evita corridas bancárias e reduz o impacto sistêmico de quebras pontuais.

Além disso, a existência do FGC incentiva a estabilidade do mercado de crédito e investimentos, especialmente para produtos de renda fixa emitidos por bancos médios e pequenos.

O que o investidor pode aprender com esse episódio

Especialistas destacam que, apesar da proteção do FGC, é fundamental que investidores diversifiquem aplicações entre diferentes instituições e respeitem os limites de cobertura. A concentração excessiva em um único banco pode gerar transtornos, mesmo com a garantia do fundo.

Imagem enviada por bipe.ai

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