De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, um grupo de trabalho com o Banco Central e Ministério da Fazenda será criado. A intenção é debater os motivos e levantar soluções para os juros do rotativo do cartão de crédito.
Bancos, BC e governo vão trabalhar juntos para estudar redução dos juros
De acordo com o presidente da Febraban, um dos motivos para alta dos juros é a pouca efetividade de garantias. Confira mais informações.
Sidney afirmou que o grupo de trabalho “vai aprofundar tecnicamente quais são as causas do elevado spread no cartão de crédito”. Dessa forma, atacando as causas, será possível encontrar os meios corretos para resolver os juros elevados.
Febraban se reuniu com presidentes de bancos
O presidente da Febraban disse que uma pesquisa foi apresentada ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O material é um estudo sobre o mercado de cartões de crédito e o impacto para o Produto Interno Bruto (PIB), consumo e para a economia.
Além do chefe da pasta, Sidney também se reuniu com:
- Rodrigo Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF);
- Milton Maluhy, presidente do Itaú Unibanco;
- Mario Leão, presidente do Santander Brasil;
- Octavio de Lazari, presidente do Bradesco;
- Cristina Junqueira, CEO do Nubank no país.
Setor financeiro não fez nenhuma proposta, mas PL sobre os juros está tramitando
Segundo o presidente da federação, os representantes do setor financeiro não fizeram nenhuma proposta para redução dos juros ao Ministério da Fazenda. Além disso, Sidney preferiu não falar se um limite para a taxa seria uma solução pertinente, como propõe um projeto de lei em tramitação na Câmara.
No entanto, em declaração, o executivo disse que um dos motivos que fazem os juros serem tão altos é a pouca efetividade de garantias. “Se o País tiver um marco legal de garantias, damos um passo importante para reduzir os custos de crédito”, disse Sidney.
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Atualmente, está em trâmite o PL 987/2023 que propõe que o Conselho Monetário Nacional (CMN) determine um teto para os juros. De acordo com o autor, o deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA), dados do BC apontam que o limite chegou a quase 994% ao ano entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.
Sendo assim, o que o texto propõe:
- Um limite menor que a taxa já definida para o cheque especial (8% ao mês e 151,8% ao ano);
- A taxa poderá passar de 150% ao ano nos primeiros meses da mudança e deverá ser reduzida aos poucos pelo CMN.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
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