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Bancos brasileiros preveem crise financeira; entenda

A inflação e os juros altos pioram o cenário macroeconômico para os bancos brasileiros, que preveem futura crise financeira. Saiba mais!

Avatar de Liliana Luísa Liliana Luísa · · 2 min de leitura
Crise

O cenário macroeconômico pós-pandemia apresenta uma deterioração preocupante, piorada pela inflação e pelos juros altos. Assim, os bancos brasileiros preveem uma crise financeira nos próximos trimestres, com perdas significativas.

Bancos tradicionais, como Santander e Bradesco, já demonstraram em relatórios quedas consecutivas nos lucros. Ademais, estes e mais três dos maiores bancos do país — Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Itaú — encerraram mais de 12 mil postos no território brasileiro durante a pandemia.

Como a macroeconomia influencia tanto as instituições financeiras?

A macroeconomia engloba todos os aspectos de curto prazo, como o desemprego, que afetam o desempenho futuro e agregado da economia. Sendo assim, o cenário macroeconômico pode variar e, por isso, é mensurado de forma trimestral, anual ou plurianual.

Segundo o diretor-executivo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), Daniel Lima, em entrevista à Reuters, os bancos receberão o impacto por seus empréstimos realizados antes da elevação dos juros. Desde 2021, o juro básico da economia foi de 2% a 13,75%.

Logo, os bancos brasileiros preveem uma crise financeira pelos próximos trimestres, principalmente se considerados os resultados do balanço dos últimos três meses.

Apesar disso, Lima reflete que os bancos já passaram por situações difíceis e conseguiram lidar com as arestas. No mais, ele reforça a importância destes em acompanhar as tendências e proteger os dados dos crimes cibernéticos, que não param de crescer.

FGC analisa o risco e incentiva plano de prevenção de crise

O FGC é responsável por pagar até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de falência de uma instituição financeira afiliada. A cobertura se aplica somente a ativos como aplicação na poupança, no CDB, em LCI ou em LCA.

Para manter o órgão privado, 221 instituições financeiras associadas fazem investimentos mensais para alimentar o patrimônio da entidade, que, atualmente, ultrapassa R$ 100 bilhões.

Nos últimos três anos, o FGC indicou que pagou mais de R$ 900 milhões a clientes de instituições financeiras que fecharam as portas.

Considerando os dados atuais, Daniel Lima sugere que haja um aparato institucional para usar os recursos do fundo para evitar crises financeiras nas instituições, não apenas para pagar os clientes prejudicados.

Sendo assim, Lima aguarda a aprovação do PL 281/2019, que contempla seu plano de contenção de crises. O projeto de lei está, no momento, em análise no Congresso Nacional.

Imagem: Naypong Studio/shutterstock.com

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