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Bancos digitais lideram ranking do open finance; confira!

Desde a implementação do open finance no Brasil, em 2020, o compartilhamento de dados financeiros entre instituições tem crescido exponencialmente. Segundo levantamento da consultoria Bip, quase 60 milhões de pessoas físicas já autorizaram o uso de seus dados, totalizando mais de 91 milhões de consentimentos. Um dado marcante dessa evolução é que os bancos digitais […]

Avatar de Bianca Borges Bianca Borges · · 5 min de leitura
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Desde a implementação do open finance no Brasil, em 2020, o compartilhamento de dados financeiros entre instituições tem crescido exponencialmente.

Segundo levantamento da consultoria Bip, quase 60 milhões de pessoas físicas já autorizaram o uso de seus dados, totalizando mais de 91 milhões de consentimentos.

Um dado marcante dessa evolução é que os bancos digitais e fintechs são os principais recebedores dessas informações, superando inclusive as tradicionais instituições financeiras conhecidas como “bancões”.

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O que é o open finance e por que ele é importante?

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Imagem: Freepik

Conceito e funcionamento do open finance

O open finance é uma iniciativa regulatória do Banco Central do Brasil que estabelece que os dados financeiros do cliente pertencem a ele próprio.

Isso significa que o consumidor pode escolher quais instituições têm acesso às suas informações bancárias, mediante autorização explícita. Antes do open finance, somente o banco onde o cliente possuía conta tinha acesso aos seus dados financeiros.

Com o sistema, plataformas financeiras — sejam bancos, fintechs ou outras instituições — podem consultar informações como saldo, histórico de transações e perfil financeiro, desde que o cliente permita.

O objetivo principal é ampliar a competitividade no mercado financeiro, estimulando a inovação e a oferta de produtos e serviços mais personalizados e baratos.

Benefícios para o consumidor e para o mercado

Ao compartilhar dados com múltiplas instituições, o consumidor pode receber ofertas mais vantajosas, como taxas de juros menores, crédito customizado e serviços digitais integrados.

Para o mercado, o open finance estimula a concorrência, incentiva a modernização das plataformas e amplia o acesso a soluções financeiras.

Ranking das instituições que mais recebem dados no open finance

Pessoas físicas: bancos digitais no topo

De acordo com a Bip Consultoria, o ranking das instituições que mais receberam autorizações de clientes pessoas físicas para consulta dos seus dados é liderado por bancos digitais:

  1. Nubank — 22,9% das autorizações
  2. Mercado Pago — 15%
  3. Belvo IP (fintech especializada) — 13%
  4. PicPay — 9,3%
  5. Klavi — 9%

O primeiro banco tradicional aparece apenas na sexta posição, com a Caixa Econômica Federal recebendo 6,1% dos consentimentos, seguida por Itaú (5,4%), Santander (5,2%), Banco do Brasil (5,1%) e Bradesco (3,4%).

Pessoas jurídicas: cenário distinto

No universo das pessoas jurídicas, o cenário muda um pouco, refletindo o foco de atuação das instituições:

  1. Cloudwalk — 19,5%
  2. Mercado Pago — 18,1%
  3. Santander — 14,7%
  4. Banco do Brasil — 12,8%
  5. Nubank — 8,7%
  6. Belvo IP — 8,7%
  7. Itaú — 4,3%
  8. Caixa — 4%
  9. Bradesco — 3,1%
  10. Sicoob — 2,5%

Explicações para as diferenças no uso dos dados

Pedro Godoy, gerente de financial services da Bip Consultoria, explica que o número de consentimentos depende de múltiplos fatores, incluindo os tipos de serviços oferecidos por cada instituição e o perfil de seus clientes.

“Os bancos digitais concentram esforços para captar consentimentos de pessoas físicas, com produtos como agregadores de dados que mostram o saldo de diferentes contas em um só lugar. Já os bancos tradicionais têm focado em soluções para pessoas jurídicas, principalmente na análise de crédito”, afirma.

Como bancos digitais e fintechs usam o open finance para atrair clientes

Ferramentas e serviços focados em pessoas físicas

Bancos digitais têm investido em ferramentas que facilitam a vida do cliente, como aplicativos que centralizam as informações financeiras de várias instituições em uma única interface, possibilitando melhor controle financeiro.

Esses serviços, aliados a processos simplificados, atraem milhões de consumidores dispostos a compartilhar seus dados para obter benefícios como melhores taxas e serviços personalizados.

Soluções para pessoas jurídicas

Por outro lado, bancos tradicionais e algumas fintechs desenvolvem soluções específicas para pessoas jurídicas. A análise de crédito baseada em dados compartilhados no open finance permite oferecer condições mais justas e rápidas para empresas, reduzindo riscos e ampliando o acesso a financiamentos.

Desafios e preocupações com a segurança dos dados no open finance

Proteção de dados pessoais e privacidade

Com o aumento do compartilhamento de informações financeiras, cresce também a preocupação com a segurança dos dados e o respeito à privacidade do consumidor.

A regulamentação do open finance prevê mecanismos rigorosos para garantir que apenas instituições autorizadas e com o consentimento do cliente possam acessar os dados.

Riscos de fraude e o papel das instituições

Embora existam protocolos de segurança, o risco de fraudes e uso indevido de informações ainda é um desafio.

As instituições financeiras investem em tecnologia e sistemas antifraude para proteger seus clientes, mas a educação do consumidor sobre os cuidados ao compartilhar dados também é fundamental.

O futuro do open finance no Brasil

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Imagem: Freepik

Expansão dos serviços e maior integração

O open finance está em constante evolução.

Espera-se que novas funcionalidades sejam incorporadas, como a inclusão de dados relacionados a seguros, investimentos e até mesmo previdência. A ampliação do escopo permitirá que o consumidor tenha uma visão completa de sua vida financeira em plataformas integradas.

Impacto na competitividade e inovação

Com mais players disputando o mercado, a tendência é que os serviços financeiros se tornem cada vez mais personalizados, acessíveis e inovadores. O open finance deve impulsionar o surgimento de novos modelos de negócios e a transformação digital no setor bancário.

Educação financeira como aliada

Para que o open finance atinja seu potencial máximo, é essencial investir na educação financeira dos brasileiros. Com maior conhecimento, os consumidores podem fazer escolhas conscientes sobre o compartilhamento de seus dados e aproveitar melhor as vantagens do sistema.

Conclusão

Desde sua implementação, o open finance tem transformado o cenário financeiro brasileiro, colocando os bancos digitais e fintechs na liderança em termos de compartilhamento de dados com clientes pessoas físicas.

Essa mudança representa um avanço significativo na democratização do acesso a serviços financeiros, estimulando competitividade e inovação.

O consumidor, ao assumir o controle dos seus dados, ganha poder para negociar melhores condições e usufruir de soluções personalizadas. No entanto, desafios como segurança da informação e conscientização do público ainda exigem atenção constante.

A tendência é que, nos próximos anos, o open finance continue a evoluir e ampliar seu impacto, contribuindo para um mercado financeiro mais justo, transparente e eficiente no Brasil.

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