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Bancos digitais passam a oferecer criptomoedas e tiram exclusividade de exchanges

Embora os grandes bancos brasileiros tenham vivido em atrito com as exchanges de criptomoedas, têm entrado ‘de cabeça’ no mercado cripto

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
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Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Embora os grandes bancos brasileiros tenham vivido em atrito com as exchanges de criptomoedas, agora eles têm entrado ‘de cabeça’ no mercado cripto. Dessa forma, nos últimos dois anos, a maior parte das instituições bancárias com operação no Brasil começaram a oferecer moedas digitais ou produtos de investimento relacionados a elas em suas plataformas.

É o caso do Banco do Brasil, Inter e Itaú Unibanco, onde os clientes podem encontrar fundos de criptomoedas. Em contrapartida, os usuários da XP e do Nubank podem comprar e vender Bitcoin (BTC) e altcoins (termo para identificar qualquer cripto diferente do BTC) através dos sites e aplicativos.

Demanda

Portanto, a entrada de bancos no setor de criptomoedas, que eram vistas como “coisa de nerd”, vem suprir a demanda dos investidores. De acordo com um estudo da Sherlock Communications de março deste ano, 25% dos brasileiros querem adquirir criptoativos nos próximos 12 meses. Em 2021, a Visa divulgou um levantamento onde 40% de quem possui criptos trocaria seu banco por algum que disponibilizasse produtos relacionados a ativos digitais.

O mercado de moedas virtuais, de acordo com o agregador CoinMarketCap, é avaliado em quase US$ 1 trilhão. Assim, as instituições bancárias estão de olho nesse gordo mercado, o que é positivo para os investidores, que agora contam com mais opções para adquirir criptomoedas. Ademais, o procedimento para comprar Bitcoin e altcoins em instituições bancárias é bem semelhante com o das corretoras. Entretanto, há leves diferenças.

Como comprar criptomoedas

Para comprar criptomoedas nos bancos digitais é preciso abrir uma conta bancária, que pode ser feita pela internet de maneira rápida. Assim, geralmente, basta preencher alguns dados pessoais, como nome completo, CPF e RG, além de enviar uma foto.

Dessa forma, basta utilizar o saldo existente, ou depositar através do Pix de uma conta externa, para adquirir as criptomoedas disponíveis. Contudo, os bancos digitais ainda não possibilitam comprar usando stablecoins, ou qualquer outro criptoativo. Portanto, aceitam somente negociações em reais.

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Em suma, as criptomoedas adquiridas ficam na conta e podem ser liquidadas de volta para moeda comum a qualquer momento, porém não podem ser transferidas antes da conversão.

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Imagem: Chinnapong / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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