De acordo com a Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas, em relação ao mês de agosto, 83,3% dos bancos esperam uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros até o final do ano.
Bancos esperam redução na taxa de juros pelo Copom até o final deste ano; veja
Pesquisa divulgada pela Febraban apresenta as avaliações e estimativas dos bancos em relação à taxa de juros. Confira!
Atualmente, a Selic está em 13,25%, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de corte de 0,5 p.p na última reunião realizada em agosto. Apesar do corte, a taxa de juros segue em alto patamar quando comparada ao cenário de outros países.
Além disso, entre os bancos que integram o levantamento da Febraban, 16,7% esperam uma redução de 0,5 p.p na próxima reunião, mas com uma intensificação para 0,75 p.p até o final deste ano. Ainda nesse sentido, nenhum deles acredita em um corte de 0,75 p.p já no próximo encontro do Comitê.
Avaliação dos bancos sobre o corte na taxa de juros

A pesquisa divulgada mensalmente pela Febraban aponta também para a avaliação das instituições financeiras em relação ao último corte da taxa de juros pelo Copom. Desta vez, os resultados foram os seguintes:
- Decisão de redução foi adequada: 33,3%;
- Aprovação da decisão com ressalvas: 61,1%;
- Decisão inadequada: 0%;
- Nenhuma das anteriores: 5,6%.
As instituições que votaram em “nenhuma das anteriores” acreditam que a última redução da Selic não foi necessariamente inadequada. Contudo, foi arriscada no que se refere à credibilidade do Banco Central.
Cenário inflacionário
Em relação ao cenário de inflação, que tem ligação direta com a taxa de juros, os bancos participantes da pesquisa, em sua maioria, continuam preocupados com as incertezas diante da situação fiscal do país. Com base nos dados, 61,1% afirmam estar nessa situação.
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Já o restante, 38,9% acreditam que os riscos estão equilibrados e concordam com o posicionamento do Copom. Vale ressaltar que o próprio órgão retirou o receio sobre o marco fiscal como fator que pode impactar a taxa de inflação de seu último relatório.
Imagem: Jo Panuwat D / shutterstock.com / Edição: Seu Crédito Digital
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