Bancos regionais americanos estão pressionando os órgãos de regulamentação do sistema financeiro para não alterar as regras. Entretanto, as normas atuais são algumas das razões para a falência de várias instituições financeiras no último mês.
Bancos querem manter regra que causou falências
Órgão regulador financeiro quer mudar as regras para evitar novas falências, mas bancos são contra. Entenda o que está acontecendo!
Em 2019, os três maiores bancos regionais dos Estados Unidos (PNC, U.S. Bank e Capital One) convenceram os órgãos de regulação a modificar as regras para a reserva de capital dessas empresas.
De acordo com eles, esse relaxamento permitiria que as instituições oferecessem mais crédito no mercado americano.
Assim, desde aquele ano, as perdas com as carteiras de títulos dos bancos regionais americanos não precisam entrar no cálculo do seu capital. É importante lembrar que essa regra só se aplica a instituições menores, logo, os grandes bancos não tiveram mudanças na regra de reserva de capital.
Regra causou falência do Silicon Valley Bank e de outros bancos
De acordo com especialistas, a nova regra criou uma situação na qual os bancos regionais conseguiram melhorar os seus números de forma artificial. Em suma, a nova regra permitiu que as instituições financeiras investissem em títulos do governo a juros baixos.
Agora que os juros estão crescendo nos Estados Unidos e os bancos estão tendo prejuízos com seus papéis, as instituições não precisam colocar essa perda nos seus balanços. Dessa forma, cria-se uma falsa impressão de saúde financeira que não condiz com a realidade.
Dessa forma, os bancos regionais podem ter balanços interessantes, mas sofrem falências repentinas por falta de liquidez, como aconteceu com o Silicon Valley Bank.
Reversão pode levar anos
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Mesmo que o governo esteja estudando reverter a legislação sobre a reserva de capital dos bancos regionais, como uma forma de combater as falências no setor, a resposta não será imediata. Uma nova regulamentação pode levar anos para acontecer.
Afinal, além do processo de criação, ela precisa ser apresentada às instituições, e os bancos têm espaço para fazer comentários sobre o texto. Além disso, existe a fase de implementação gradual, o que adiaria ainda mais o processo de oficialização da lei.
Imagem: Anton_AV / Shutterstock.com
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