Na última quarta-feira (10), o Banco Central divulgou o Relatório de Estabilidade Financeira referente ao segundo semestre do ano passado. Assim, em 2022, os bancos apresentaram alta de 2% no lucro líquido em relação a 2021, chegando a R$ 139 bilhões.
Bancos recebem excelente notícia; confira
Nesta semana, o Banco Central revelou uma ótima notícia aos bancos por meio da divulgação de seu relatório. Confira!
No entanto, a rentabilidade no segundo semestre do ano passado teve redução. Segundo o Banco Central, o principal motivo para a queda foi o crescimento das despesas destinadas à reserva sobre riscos de crédito, especialmente após o calote das Americanas.
Inflação tem prejudicado os bancos
Embora o aumento das despesas de provisão esteja relacionado ao caso da Americanas, a alta do risco também se deve ao aumento de despesas de forma geral. Isso acontece devido à pressão da inflação sobre as despesas administrativas.
Além disso, o Banco Central considera que a economia em 2023 terá menor crescimento do crédito, mas inadimplência e inflação elevadas. O relatório ainda destaca que a desaceleração da economia mais forte se deve ao maior risco nas operações de pessoas físicas, como as de cartões de crédito.
Crédito em queda
O relatório ainda indica que o crédito às pessoas físicas teve queda, com exceção do crédito rural e do crédito imobiliário, cujas contratações mantiveram-se estáveis. Já o crédito destinado às empresas apresentou uma leve queda, não sendo tão significativa. Afinal, houve programas emergenciais destinados a microempresas, financiamento de capital de giro, investimento para pequenas empresas e operações de “risco sacado” para empresas médias.
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No entanto, segundo o documento, os bancos continuaram apostando em operações mais arriscadas, como cartão de crédito e crédito não consignado. Contudo, o relatório aponta que o sistema bancário não sofre “risco relevante para a estabilidade financeira”.
Ainda segundo o documento do Banco Central, a inadimplência pode ser causada por crise financeira nos setores que podem sofrer um efeito climático mais severo, como quebra de safras devido à seca, diminuição na prestação de serviços devido à inundações e interrupção das cadeias produtivas.
Imagem: Golden Dayz/ Shutterstock.com
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