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Bancos resolvem fazer jogo duro para liberar empréstimos

Bancos apertam o cerco e dificultam acesso a empréstimos. Descubra o que isso significa para clientes e empresas!

Ana FerreiraPor Ana Ferreira2 min de leitura
Mulher balançando o dedo de forma negativa para um homem que questiona

A obtenção de empréstimos já era um desafio para empresas e famílias nos Estados Unidos no início deste ano, mas a situação ficou ainda mais complicada após o colapso de três bancos regionais e uma sequência de aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed) – o banco central norte-americano. 

Isso resultou em um endurecimento ainda maior dos padrões de empréstimo pelos credores, de acordo com a Pesquisa de Opinião de Agentes de Empréstimos Sênior trimestral do Fed.

EUA endurece medidas para empréstimo

Na pesquisa, os participantes apontaram que as mudanças nos padrões de empréstimo foram motivadas por diversos fatores, incluindo a incerteza econômica, a diminuição do apetite por risco, a queda nos valores das garantias e as preocupações amplas em relação aos custos de financiamento dos bancos e suas posições de liquidez. 

Além disso, os credores relataram que planejam endurecer ainda mais os padrões em todas as categorias de empréstimos até o final deste ano, devido às preocupações mencionadas acima, bem como à retirada de clientes.

Quais são as consequências desse endurecimento?

Quando os bancos restringem seus padrões, os empréstimos podem ser mais difíceis de serem obtidos ou apresentarem condições mais onerosas. 

Isso pode dificultar para as empresas realizarem investimentos em capital ou contratações de pessoal, e para os consumidores adquirirem uma casa, um carro ou realizarem reformas em suas residências.

Pequenas empresas, que são grandes empregadoras e dependem fortemente do crédito, são especialmente afetadas pelo aperto de crédito.

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Além disso, evidências de condições de empréstimo mais rigorosas e uma possível crise de crédito podem ser observadas na pesquisa através de um notável declínio na demanda por crédito por grandes e médias empresas. 

Como resultado, os formuladores de políticas e investidores devem antecipar que isso afetará a economia real no curto prazo, à medida que o investimento, a contratação e o crescimento desacelerem devido a empréstimos mais restritos.

Imagem: Antonio Guillem / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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