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Bancos têm culpa em golpes via Pix? Procon se posiciona polemicamente

Em entrevista ao UOL News a assessora-técnica do Procon falou sobre a responsabilidade dos bancos nos casos de golpe. Veja mais!

Avatar de Adriane Sacramento Adriane Sacramento · · 2 min de leitura
homem de preto e encapuzado usando celular e notebook, no fundo tem algumas criptografias digitais numa tela

Você já foi vítima de alguma fraude financeira? Se sua resposta foi não, saiba que mais de 8 milhões de pessoas já caíram em golpes só em 2022. Isso segundo dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Em muitos desses episódios, os clientes não conseguem receber de volta os valores perdidos em golpes via Pix, por exemplo. Porém, de acordo com o Procon de São Paulo, as instituições financeiras devem ser parcialmente responsabilizadas.

O que diz a assessora técnica do Procon sobre o golpe?

Em entrevista ao UOL News, a assessora técnica do Procon, Renata Reis, reforçou a necessidade de os bancos garantirem a segurança dos seus sistemas. Ainda, a profissional destacou também a importância das empresas estarem preparadas para identificar movimentações atípicas.

Nesse sentido, tendo em vista o aumento no número de casos, Renata enfatizou que as instituições financeiras precisam aprimorar seus sistemas de segurança.

“ele [banco] tem que fazer, primeiro, a checagem de cada etapa e de como o golpista conseguiu ter as informações e induzir o consumidor ao erro”, disse a profissional ao UOL.

Cliente do Nubank perdeu mais de R$ 200 mil após ter conta invadida

É muito comum nos golpes, criminosos se passando por falsos atendentes e solicitando que a vítima siga instruções, bem como outras ações “necessárias”. Exemplo disso foi o que ocorreu, recentemente, com uma cliente do Nubank, que perdeu R$ 255 mil após acreditar que falava com uma funcionária da fintech.

A falsa atendente disse que informações de acesso ao aplicativo teriam que ser confirmadas. Sendo assim, a correntista seguiu as instruções, a tela do celular apagou e a golpista disse que os supostos invasores teriam conseguido contratar um empréstimo de R$ 20 mil, que seria desconsiderado pelo Nubank. 

Contudo, ao ligar o dispositivo, a vítima descobriu que o app tinha sumido e que o Nubank tinha encaminhado um email para confirmar o empréstimo. Quando acessou sua conta, a cliente percebeu que todo seu dinheiro havia desaparecido.

Imagem: Grustock / shutterstock.com

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