A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária verde será mantida no mês de fevereiro de 2025. Isso significa que os consumidores brasileiros não terão cobranças adicionais na conta de luz pelo terceiro mês consecutivo. A decisão foi tomada com base na melhora dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, impulsionada pelas chuvas registradas nos últimos meses.
Conta de luz mais barata este mês; entenda
A Aneel mantém a bandeira verde em fevereiro, sem taxas extras na conta de luz. O aumento dos reservatórios das hidrelétricas garante a medida.
Esse cenário traz alívio para milhões de brasileiros que, em 2024, enfrentaram custos adicionais nas contas de luz devido ao acionamento de usinas termelétricas, uma alternativa mais cara e poluente para suprir a demanda por eletricidade. Agora, com a recuperação dos reservatórios, a geração de energia hidrelétrica volta a ser predominante, permitindo a manutenção da bandeira verde.
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Chuvas favorecem a geração de energia hidrelétrica

O aumento do volume de chuvas registrado nos últimos meses tem sido o principal fator para a manutenção da bandeira verde. De acordo com a Aneel, as precipitações intensas em novembro, dezembro e janeiro contribuíram para a elevação dos níveis dos reservatórios das principais hidrelétricas do país. Isso significa que a necessidade de ativar usinas termelétricas foi reduzida, evitando repasses de custos extras aos consumidores.
O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, destacou que o cenário atual é “favorável” para a continuidade da bandeira verde. Ele afirmou que, caso as previsões climáticas se confirmem, há a possibilidade de que os consumidores não precisem pagar taxas extras ao longo de todo o ano de 2025. No entanto, alertou que tudo dependerá das condições climáticas e do comportamento dos reservatórios nos períodos de seca.
Essa melhoria no cenário energético ocorre após um ano desafiador. Em 2024, devido a uma estiagem prolongada, os brasileiros enfrentaram bandeiras tarifárias mais altas nos meses de julho, setembro, outubro e novembro. Com os reservatórios em baixa, foi necessário recorrer à geração de energia por meio das termelétricas, o que resultou em aumentos significativos na conta de luz.
Entenda o sistema de bandeiras tarifárias
As bandeiras tarifárias foram criadas pela Aneel para indicar, de forma transparente, as condições da geração de energia elétrica no Brasil e seus impactos na conta de luz. O sistema é composto por três bandeiras principais:
- Bandeira Verde: Quando as condições de geração são favoráveis e não há cobrança adicional na tarifa.
- Bandeira Amarela: Indica um cenário de alerta, com custos operacionais um pouco mais elevados, resultando em uma taxa extra na conta de luz.
- Bandeira Vermelha (Patamares 1 e 2): Apontam uma situação crítica, na qual a geração de energia por termelétricas se torna indispensável, aumentando os custos para os consumidores.
A aplicação das bandeiras tarifárias tem como objetivo incentivar o consumo consciente de energia elétrica, além de fornecer previsibilidade aos consumidores em relação aos custos da conta de luz. Em momentos de escassez hídrica, quando a oferta de energia hidrelétrica é reduzida, os custos tendem a subir, e as bandeiras tarifárias funcionam como um alerta para a população.
O impacto da bandeira verde no orçamento das famílias
A manutenção da bandeira verde traz um impacto positivo direto no orçamento das famílias brasileiras. Sem a cobrança de taxas extras, os consumidores conseguem planejar melhor seus gastos com energia elétrica. Em períodos de bandeira vermelha, por exemplo, o aumento na conta de luz pode comprometer o orçamento doméstico, principalmente para famílias de baixa renda.
Em 2024, nos meses em que a bandeira vermelha foi acionada na conta de luz, o custo adicional chegou a R$ 7,88 para cada 100 kWh consumidos. Para muitos brasileiros, esse acréscimo representou um peso significativo nas despesas mensais. Agora, com a melhora nos reservatórios e a manutenção da bandeira verde, há uma redução desse impacto, permitindo um alívio financeiro.
Além disso, setores industriais e comerciais também se beneficiam da redução nos custos energéticos. Com tarifas mais estáveis, empresas podem manter preços competitivos e reduzir a pressão sobre a inflação, favorecendo a economia como um todo.
Perspectivas para 2025 e a importância da diversificação energética

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O cenário energético para 2025 depende das condições climáticas ao longo do ano. Caso o volume de chuvas continue adequado, é possível que a bandeira verde seja mantida, garantindo tarifas sem acréscimos para os consumidores. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de diversificar a matriz energética do país.
Atualmente, o Brasil depende fortemente da geração hidrelétrica, que responde por mais de 60% da energia produzida no país. Apesar de ser uma fonte limpa e renovável, a hidreletricidade está sujeita a variações climáticas, o que pode gerar crises energéticas em períodos de estiagem.
Nesse contexto, a expansão de fontes alternativas, como energia solar e eólica, tem se mostrado essencial. Nos últimos anos, a capacidade instalada dessas fontes vem crescendo significativamente, contribuindo para a segurança energética do país. A energia solar, por exemplo, já representa uma fatia relevante da matriz energética brasileira e tem potencial para continuar expandindo.
A diversificação da matriz energética não apenas reduz a dependência das hidrelétricas, mas também contribui para a estabilidade das tarifas de eletricidade. Quando há um mix equilibrado de fontes energéticas, os impactos das oscilações climáticas são minimizados, garantindo um fornecimento mais seguro e previsível para a população.
Uso consciente de energia ainda é essencial
Mesmo com a bandeira verde em vigor, o consumo consciente de energia elétrica deve continuar sendo uma prioridade para os brasileiros. Pequenas atitudes no dia a dia podem fazer a diferença na conta de luz e na sustentabilidade do sistema elétrico do país. Algumas práticas recomendadas incluem:
- Desligar aparelhos da tomada quando não estiverem em uso para evitar o consumo em modo stand-by.
- Utilizar lâmpadas LED, que são mais eficientes e duráveis do que as lâmpadas incandescentes e fluorescentes.
- Aproveitar ao máximo a luz natural, reduzindo o uso de lâmpadas durante o dia.
- Evitar o uso excessivo de ar-condicionado, optando por ventilação natural sempre que possível.
- Manter geladeiras e freezers regulados para evitar consumo excessivo de energia.
Imagem: Daniele Mezzadri e HN Works / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

