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Salas VIP acabam para muitos usuários do cartão Black do BB — entenda a nova regra

A partir de 1º nov/25, Banco do Brasil exigirá gasto mínimo de R$ 15 000 em três faturas para acesso gratuito às salas VIP do cartão Black.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa7 min de leitura
BB

O Banco do Brasil (BB) anunciou uma mudança relevante para quem utiliza o Ourocard Mastercard Black como principal cartão premium. A instituição decidiu implementar um gasto mínimo trimestral de R$ 15 mil para que os clientes mantenham o acesso gratuito às salas VIP da Mastercard, especialmente no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Antes da mudança, os clientes podiam utilizar o lounge sem metas de consumo, bastando possuir o cartão ativo. Com a nova regra, somente os usuários que atingirem o valor exigido nas três faturas anteriores manterão o benefício sem custos adicionais. A medida segue uma tendência do mercado de cartões premium, que tem buscado alinhar benefícios ao consumo real e ao uso estratégico do cartão.

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O que muda na prática

Exigência de gasto mínimo

A partir da data de vigência anunciada pelo banco, os clientes que desejarem manter o acesso gratuito ao lounge da Mastercard precisarão comprovar:

  • R$ 15 mil em gastos acumulados nas últimas três faturas do cartão.
  • Pagamentos e compras comuns entram no cálculo.
  • O valor analisado é o total somado das três faturas, e não o valor individual por mês.

Essa regra transforma o acesso VIP em um benefício diretamente associado à atividade do cartão, estimulando maior movimentação financeira no Banco do Brasil.

Custos quando a meta não é atingida

Caso o cliente não alcance o gasto mínimo, o acesso ao lounge passará a ser cobrado. As tarifas divulgadas são:

  • US$ 35 por pessoa, para o titular que não tenha atingido a meta.
  • R$ 200 por acompanhante, limitado a até três pessoas por cartão.

Esses valores tornam a experiência mais seletiva e orientam o uso frequente para quem realmente utiliza o cartão como instrumento principal de despesas.

Motivos por trás da mudança

A decisão do Banco do Brasil está alinhada ao movimento global de emissores e bandeiras premium, que buscam controlar o fluxo nas salas VIP e ajustar seus custos operacionais aos novos hábitos do consumidor pós-pandemia. As salas VIP passaram a registrar um volume crescente de passageiros, o que gerou superlotação, filas e aumento relevante de despesas para bancos e bandeiras.

Ao exigir um gasto mínimo, o banco:

  1. Concentra o benefício em clientes de alta movimentação, que tendem a gerar mais receita por meio do cartão.
  2. Reduz o risco de saturação das salas VIP, garantindo uma experiência mais exclusiva a quem se enquadra nos critérios.
  3. Ajusta o benefício ao modelo econômico, já que o custo por acesso para o banco aumentou ao longo dos últimos anos.

Essa abordagem é similar à adotada por instituições financeiras que migraram para programas de acesso condicionado a consumo.

Comparação com outros cartões do mercado

A nova regra do Banco do Brasil se alinha ao padrão adotado por diversos cartões Mastercard Black no Brasil, que já exigem gasto mínimo trimestral para liberar a gratuidade em salas VIP.

Tendência entre emissores

  • Bancos tradicionais: muitos já vinculam benefícios premium à movimentação anual ou trimestral.
  • Bancos digitais: em sua maioria, condicionam benefícios a pacotes pagos, faixas de investimento ou metas de consumo.
  • Cooperativas de crédito: algumas ainda oferecem acesso sem exigência de gasto, mas também avaliam mudanças futuras devido ao aumento de custos.

Assim, o Banco do Brasil deixa de ser exceção e passa a seguir um padrão mais rígido, porém amplamente disseminado entre emissores Black.

Como a mudança impacta os clientes

Planejamento financeiro será indispensável

Para continuar utilizando o lounge sem pagar, os clientes terão que monitorar seus gastos com mais atenção. Isso inclui:

  • Concentrar compras e pagamentos no cartão Black.
  • Evitar dividir consumo entre múltiplos cartões.
  • Acompanhar com regularidade as faturas para não perder o ritmo trimestral necessário.

Para muitos usuários, isso pode significar uma reestruturação da rotina de pagamentos.

Pode gerar custos inesperados

Quem não costuma atingir a média de R$ 5 mil em gastos mensais poderá enfrentar:

  • Custo adicional no aeroporto, caso precise acessar a sala VIP.
  • Gastos maiores com acompanhantes, uma vez que o valor por pessoa não é baixo.

Dependendo da frequência com que o cliente viaja, o impacto pode ser significativo.

Possível migração para outros emissores

Clientes que consideram o lounge o benefício principal do cartão podem avaliar alternativas. Há cartões premium de outras bandeiras e instituições que ainda oferecem acesso sem exigência de consumo, embora isso também esteja mudando.

Pontos de atenção para os usuários

1. Avaliar o custo-benefício do cartão Black

Os clientes devem considerar não apenas o Lounge Mastercard, mas todos os benefícios envolvidos:

  • Seguros de viagem
  • Proteções de compra
  • Concierge
  • Pontuação ou cashback
  • Condições de parcelamento

Se o lounge era o benefício determinante, vale comparar com outros cartões similares.

2. Entender o impacto do câmbio

Como o valor de US$ 35 é cobrado em dólares, o preço final pode variar conforme o dólar do dia, gerando flutuações inesperadas na fatura.

3. Observar a regra para acompanhantes

A tarifa de R$ 200 por acompanhante pode tornar a visita ao lounge inviável para quem viaja com família.

Como cumprir a meta de R$ 15 mil nas faturas

Organize seus gastos recorrentes

  • Contas de consumo (água, luz, telefone)
  • Serviços de assinatura
  • Compras maiores parceladas

Tudo isso ajuda a acumular mais facilmente o valor trimestral.

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Concentre compras no cartão Black

Evite dividir gastos entre cartões diferentes. Quanto mais centralizada a sua movimentação, mais simples atingir a exigência.

Use o cartão em viagens

Gastos em hotéis, restaurantes e transporte em viagens ajudam a elevar o volume acumulado.

Estratégias para quem não quer ou não pode gastar tanto

Nem todos os clientes conseguirão ou desejarão manter R$ 15 mil em gastos trimestrais. Para esses casos, existem alternativas:

Acesso pago ocasional ao lounge

Se você viaja pouco, talvez seja mais econômico pagar apenas quando precisar entrar, em vez de tentar manter a meta trimestral.

Buscar programas alternativos

Cartões de outras bandeiras oferecem:

  • Acesso via LoungeKey
  • Acesso via Priority Pass
  • Benefícios ilimitados sem ligação direta a consumo

É importante, porém, verificar se essas políticas também não serão alteradas futuramente.

Escolher cartões com benefícios mais alinhados ao seu perfil

Se sala VIP não é prioridade, outros cartões com foco em cashback, milhas ou isenção de anuidade podem ser mais vantajosos.

O futuro dos benefícios premium no Brasil

A mudança do Banco do Brasil reflete um movimento de todo o setor financeiro. O modelo de benefícios ilimitados, antes visto como diferencial competitivo, tornou-se cada vez mais custoso devido ao aumento da demanda.

Nos próximos anos, é possível que o acesso a salas VIP continue sendo ajustado por bancos e bandeiras, especialmente com:

  • Novas políticas de limitação de visitas
  • Aumento de metas de gasto
  • Redução de acompanhantes gratuitos
  • Fortalecimento de salas próprias de bancos

Isso reforça a necessidade de os consumidores ficarem atentos às comunicações oficiais dos emissores e revisarem periodicamente o custo-benefício dos cartões que utilizam.

Conclusão

A nova regra do Banco do Brasil para o Ourocard Mastercard Black representa uma mudança significativa na experiência dos clientes premium. Ao exigir R$ 15 mil em gastos trimestrais, o banco busca alinhar o benefício ao perfil de consumo dos usuários e ao cenário atual de aumento dos custos operacionais das salas VIP.

Para alguns clientes, a mudança trará ajustes simples; para outros, pode representar a necessidade de repensar o uso do cartão ou buscar alternativas no mercado. O importante é analisar o impacto no seu perfil de consumo e tomar decisões que equilibrem conforto, custo e benefícios.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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