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BBVA, segundo maior banco da Espanha, recomenda Bitcoin a clientes com exposição de até 7%

O BBVA, segundo maior banco da Espanha, recomenda Bitcoin para seus clientes com exposição de até 7%. Saiba o que dizem executivos do banco.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira5 min de leitura
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O Bitcoin, criptomoeda que por anos foi vista como um ativo altamente especulativo e arriscado, vem ganhando o respeito e a confiança de grandes instituições financeiras globais. Um marco importante dessa mudança é a recente recomendação feita pelo BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria), o segundo maior banco da Espanha, que passou a aconselhar seus clientes privados a investirem em Bitcoin, com exposições de até 7% do portfólio.

Essa movimentação representa um passo significativo na integração das criptomoedas ao mercado financeiro tradicional.

Neste artigo, vamos detalhar o posicionamento do BBVA, contextualizar o cenário global de adoção do Bitcoin por instituições financeiras e explicar por que a criptomoeda vem mostrando sinais claros de amadurecimento no mercado.

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BBVA e sua recomendação inédita para clientes

O posicionamento do banco espanhol

Em um mercado que ainda olha para as criptomoedas com certo receio, o BBVA se destaca como uma das primeiras grandes instituições financeiras tradicionais a recomendar Bitcoin formalmente a seus clientes.

A informação foi revelada por Philippe Meyer, head de soluções blockchain do banco, durante a conferência DigiAssets, realizada em Londres, em junho de 2025.

Desde setembro de 2024, o BBVA passou a aconselhar clientes privados sobre investimentos em Bitcoin e Ethereum. A recomendação é cautelosa, mas firme: perfis de investimento mais agressivos podem destinar até 7% de suas carteiras para criptomoedas.

“Com clientes privados, desde setembro do ano passado, começamos a aconselhar sobre Bitcoin. Para o perfil mais arriscado, permitimos até 7% em criptomoedas”, afirmou Meyer à Reuters.

Ordem executada para clientes desde 2021

Mais do que apenas recomendar, o banco já executa ordens de compra dessas criptomoedas para seus clientes desde 2021, reforçando seu compromisso e confiança no mercado digital.

Além do Bitcoin, o BBVA também inclui o Ethereum como parte da cesta de criptomoedas recomendadas, destacando a relevância crescente dessa altcoin no ecossistema cripto.

O risco controlado da exposição a Bitcoin

Uma das principais preocupações de investidores tradicionais é o risco associado à volatilidade das criptomoedas.

No entanto, Philippe Meyer tranquiliza os clientes ao explicar que mesmo uma exposição relativamente pequena, como 3%, pode melhorar significativamente o desempenho de uma carteira equilibrada, sem implicar em riscos elevados.

“Se você observar uma carteira equilibrada, ao introduzir 3% você já melhora o desempenho. Com 3% você não está assumindo um grande risco”, acrescentou o executivo.

O contexto global: a crescente aceitação institucional do Bitcoin

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Reprodução: Seu Crédito Digital/Freepik

BlackRock e a visão sobre exposição em Bitcoin

A recomendação do BBVA está alinhada com o discurso de outras grandes instituições. Larry Fink, CEO da BlackRock, por exemplo, declarou que a questão não é a decisão de ter ou não Bitcoin, mas sim a determinação da porcentagem ideal de exposição dentro de um portfólio.

Em sua visão, o Bitcoin ainda pode alcançar preços superiores, com estimativas audaciosas que apontam para o valor de US$ 700.000 por unidade no futuro.

ETFs e o fluxo institucional de recursos em Bitcoin

Um dos principais indicativos da maturidade do Bitcoin no mercado é o comportamento dos fundos de índice (ETFs) dedicados à criptomoeda. Apesar de retiradas em alguns fundos geridos por Fidelity, Bitwise e Ark Invest, o ETF da BlackRock (IBIT) apresentou entrada líquida de mais de US$ 639 milhões, um recorde nos últimos 27 dias.

Esse fluxo financeiro demonstra a confiança institucional e a preferência por produtos regulamentados que facilitam o acesso ao Bitcoin sem a necessidade de custódia direta da criptomoeda.

O Bitcoin como ativo maduro e “ouro digital”

Lançado em 2009 como uma alternativa ao sistema financeiro tradicional, o Bitcoin passou por várias fases, desde o hype especulativo até o início da adoção real por investidores e instituições.

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Atualmente, a criptomoeda é considerada o “ouro digital”, ou seja, um ativo de reserva que oferece proteção contra a inflação, escassez digital e diversificação de portfólio.

Resistência diante de pressões macroeconômicas

Apesar das instabilidades globais e de eventos como o “tarifaço de Trump” no início de 2025, o Bitcoin conseguiu se manter relativamente estável, resistindo às pressões macroeconômicas e conflitos geopolíticos, inclusive os recentes no Oriente Médio.

Essa estabilidade crescente reforça o argumento de que o Bitcoin tem amadurecido e se tornado uma classe de ativo mais confiável para o mercado financeiro.

O que significa a recomendação do BBVA para o mercado e investidores?

Confiança das instituições financeiras tradicionais

O posicionamento do BBVA representa um sinal claro de que grandes bancos estão cada vez mais confiantes em oferecer criptomoedas para seus clientes. Isso abre espaço para que outros bancos sigam o exemplo e normalizem o investimento em Bitcoin como parte das carteiras tradicionais.

Ampliação do acesso para investidores privados

Ao recomendar exposições acessíveis, como 3% a 7%, o banco cria uma ponte entre o mercado cripto e investidores privados que buscam diversificação, porém com controle de riscos.

Impacto na adoção global

À medida que instituições tradicionais entram no mercado, a adoção do Bitcoin tende a crescer de forma orgânica em todo o mundo, reduzindo barreiras e aumentando a liquidez e estabilidade dos ativos digitais.

Conclusão: o Bitcoin segue seu caminho rumo à maturidade institucional

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Imagem: Seu Crédito Digital/Freepik

O fato de um banco do porte do BBVA recomendar investimentos em Bitcoin com limites claros de exposição é um indicativo forte de que o mercado de criptomoedas está cada vez mais maduro e integrado ao sistema financeiro tradicional.

Com isso, investidores institucionais e privados ganham mais confiança para incluir Bitcoin e Ethereum em suas carteiras, apostando no crescimento de longo prazo desses ativos digitais.

Se você busca diversificar seus investimentos com criptomoedas, a recomendação do BBVA mostra que exposições controladas podem agregar valor sem trazer riscos desproporcionais.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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