O Banco Central (BC) deu início aos testes do DREX, a versão digital do real, como parte de uma estratégia para modernizar o sistema financeiro do Brasil. Com a utilização de tecnologia de blockchain, similar às criptomoedas, a expectativa é que o DREX funcione como uma versão digital do papel-moeda, oferecendo novas funcionalidades como os “smart contracts” ou contratos inteligentes.
Fim do PIX? Banco Central anuncia testes do DREX e agita o mercado!
O Banco Central iniciou os testes do DREX, a versão digital do real, com o objetivo de modernizar o sistema financeiro. Saiba como ele vai coexistir com o Pix e entender as novas mudanças nas regras do Pix.
Porém, muitos brasileiros estão questionando: com a chegada do DREX, o Pix será descontinuado? E como as mudanças no Pix vão impactar o dia a dia dos usuários?
O que é o DREX e como ele vai funcionar

O DREX é a versão digital da moeda brasileira e representa uma evolução no sistema de pagamentos do país. Assim como o papel-moeda que estamos acostumados a utilizar em transações do dia a dia, o DREX será uma moeda eletrônica, mas com inovações que prometem facilitar e agilizar processos financeiros complexos.
Entre as principais novidades está o uso de blockchain, tecnologia também empregada nas criptomoedas como o Bitcoin. Essa tecnologia garante maior segurança, transparência e rastreabilidade nas transações financeiras. Além disso, uma das funcionalidades mais esperadas é a implementação dos contratos inteligentes.
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O que são os contratos inteligentes?
Os contratos inteligentes são programas que executam automaticamente ações previamente definidas, sem a necessidade de intermediários. Isso significa que o DREX poderá ser utilizado para simplificar processos burocráticos e caros, como a compra e venda de imóveis e veículos, que envolvem uma série de etapas e intermediários.
Esses contratos garantem segurança e imutabilidade das transações, oferecendo condições predefinidas, o que pode resultar em uma redução significativa de custos e tempo nos processos.
O DREX vai substituir o Pix?
Uma das dúvidas mais frequentes é se o DREX irá substituir o Pix, o sistema de transferência instantânea que se tornou popular no Brasil desde seu lançamento pelo Banco Central em 2020. A resposta, de acordo com o BC, é não.
O DREX e o Pix têm funcionalidades diferentes e não concorrem entre si. O Pix é focado em transferências instantâneas de valores entre contas bancárias, permitindo transações de forma rápida e gratuita. Já o DREX terá um papel mais voltado para o mercado financeiro, facilitando operações como a negociação de ativos digitais e transações mais complexas.
Diferentes propósitos
- Pix: usado para transferências bancárias instantâneas entre pessoas físicas e jurídicas.
- DREX: voltado para facilitar transações mais complexas, como compra e venda de ativos e operações de câmbio, utilizando a tecnologia de blockchain e contratos inteligentes.
Enquanto o Pix se destaca pela sua simplicidade e velocidade, o DREX busca atender a uma demanda mais sofisticada do mercado financeiro, sendo uma ferramenta robusta que pode incluir desde transações internacionais até negociações de grande porte.
Benefícios do DREX para o mercado financeiro
O DREX não está sendo criado para ser apenas mais uma opção de pagamento, mas para revolucionar processos no setor financeiro. Além de permitir transações digitais seguras e rastreáveis, ele promete:
- Redução de custos: Ao eliminar intermediários com os contratos inteligentes, o DREX pode diminuir os custos operacionais de grandes transações, como compra de imóveis e veículos.
- Automatização de processos: As transações podem ser automatizadas, tornando os processos mais ágeis e menos sujeitos a erros humanos.
- Maior segurança: A tecnologia de blockchain proporciona uma camada adicional de segurança, garantindo a imutabilidade dos registros e maior transparência.
- Facilitação de operações de câmbio: O DREX poderá ser usado para operações de câmbio e outros tipos de negociação financeira de maneira mais direta e eficiente.
Novas regras do Pix
Enquanto o DREX começa a ser testado, o Banco Central anunciou também novas regras para o Pix, com o objetivo de aumentar a segurança e reduzir fraudes. As mudanças entrarão em vigor a partir de 1º de novembro de 2024, e incluem:
- Limitação de transações em dispositivos não cadastrados: Quando o Pix for utilizado em dispositivos que não estejam previamente cadastrados pelo usuário em sua conta bancária, o valor das transferências será limitado a R$ 200 por operação.
- Limitação em novos dispositivos: Para dispositivos recém-cadastrados, como celulares ou computadores novos, o limite diário de transações via Pix será de R$ 1.000 durante um período de adaptação.
- Acesso restrito: Caso o usuário deseje realizar transações de valores maiores, será necessário cadastrar o novo dispositivo em sua agência bancária. Esse procedimento é uma tentativa de mitigar fraudes, protegendo os usuários de golpes e transferências não autorizadas.
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Essas mudanças visam proteger os usuários de práticas fraudulentas e garantir maior segurança no uso do sistema, principalmente diante do aumento significativo de golpes envolvendo o Pix.
Impacto das novas regras para os usuários
A adoção dessas regras vai impactar diretamente quem costuma usar o Pix em novos dispositivos ou em computadores públicos, como lan houses ou cafés. O principal objetivo é inibir fraudes, mas a mudança exige que os usuários sejam mais cuidadosos com o cadastro de seus dispositivos junto aos bancos.
Coexistência do Pix e do DREX

É importante ressaltar que, embora o DREX traga novas funcionalidades e um horizonte inovador para o sistema financeiro, ele não pretende substituir o Pix. Ambas as ferramentas coexistirão, atendendo a diferentes necessidades dos brasileiros.
- Pix: continuará sendo uma ferramenta essencial para o dia a dia dos consumidores, especialmente para transferências rápidas e pagamentos.
- DREX: trará inovações voltadas para o mercado financeiro e empresas, facilitando transações mais complexas e que demandam maior segurança e agilidade.
Essa complementação entre as duas tecnologias faz parte da visão do Banco Central de modernizar o sistema financeiro brasileiro, oferecendo soluções adequadas tanto para transações cotidianas quanto para operações mais sofisticadas.
Conclusão: o futuro do sistema financeiro brasileiro
Com a introdução do DREX, o Banco Central dá mais um passo na direção da digitalização completa do sistema financeiro no Brasil. O novo real digital promete revolucionar o mercado com sua tecnologia de blockchain e contratos inteligentes, enquanto o Pix continua a ser uma solução eficiente para transações cotidianas.
O futuro do sistema financeiro brasileiro está cada vez mais interligado com a inovação, e o lançamento do DREX é apenas o começo de uma transformação mais ampla e profunda. Para consumidores e empresas, o cenário que se desenha é promissor, com maior segurança, redução de burocracias e a coexistência de ferramentas digitais que atendem diferentes perfis e necessidades.
