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Benefício do INSS pode ser suspenso após 60 dias sem saque: saiba reverter

Descubra aqui por que o INSS suspende benefícios e saiba como reverter a situação rapidamente. Veja agora todos os detalhes! Leia mais!!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes5 min de leitura
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Neste ano o INSS reforçou uma regra que já existia, mas que era pouco aplicada: a suspensão automática de benefícios não movimentados em até 60 dias. A decisão afeta aposentadorias, pensões e até o Benefício de Prestação Continuada (BPC), alcançando milhares de segurados em todo o Brasil.

O objetivo principal da medida é aumentar a segurança do sistema, reduzir fraudes e garantir que o dinheiro pago realmente chegue ao titular. No entanto, muitos aposentados, especialmente os que ainda usam cartão magnético, podem ser surpreendidos ao descobrir que o pagamento foi bloqueado por falta de movimentação.

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Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

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O risco dos valores parados

Segundo o INSS, há um crescimento de casos em que valores ficam meses sem qualquer movimentação. Essa ausência de saques ou transferências gera dúvidas sobre a real situação do beneficiário, já que pode estar relacionada a falecimentos não comunicados, abandono ou até tentativas de fraude.

Como funciona o bloqueio automático

  • Se o benefício não for movimentado por 60 dias consecutivos, o sistema suspende o pagamento no mês seguinte.
  • Não é necessário sacar o valor total para manter a regularidade. Uma simples compra no débito já é suficiente.
  • O bloqueio serve como medida preventiva, evitando que terceiros usem indevidamente o recurso.

Quem precisa ficar mais atento

Usuários de cartão magnético

A regra atinge principalmente quem recebe por meio de cartão magnético, pois esse tipo de conta exige movimentação periódica. Muitos idosos ainda preferem deixar o dinheiro parado, mas essa prática pode resultar na suspensão automática.

Quem recebe em conta corrente ou poupança

Beneficiários que recebem em conta corrente ou poupança não precisam se preocupar com a regra dos 60 dias. Nesses casos, os valores ficam disponíveis sem prazo de validade, e não há risco de bloqueio por inatividade.

Grupos mais vulneráveis

  • Idosos que moram sozinhos.
  • Trabalhadores rurais com pouco acesso a agências bancárias.
  • Pessoas internadas em hospitais ou clínicas.
  • Segurados que vivem em instituições de acolhimento.
  • Aqueles com limitações físicas ou cognitivas.

O que acontece se o benefício for suspenso

Quando o prazo de 60 dias expira sem movimentação, o pagamento é automaticamente interrompido. O dinheiro que já foi depositado não é perdido, mas fica retido até que o segurado peça a reativação.

Essa suspensão pode gerar dificuldades imediatas, já que muitos aposentados dependem exclusivamente do benefício para pagar contas básicas, como aluguel e medicamentos.

Como reativar o benefício suspenso

O INSS oferece diferentes formas de regularizar a situação, evitando que o segurado precise enfrentar filas nas agências.

Opções disponíveis

  1. Site Meu INSS
    • Acesse com login Gov.br.
    • Vá até “Agendamentos/Solicitações”.
    • Escolha a opção de reativação.
  2. Aplicativo Meu INSS
    • Disponível para Android e iOS.
    • Permite fazer todo o pedido e acompanhar o andamento.
  3. Central 135
    • Ligação gratuita de telefone fixo ou celular.
    • Atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Quando a prova de vida é exigida

Em alguns casos, a reativação exige prova de vida. O processo pode ser feito pelo aplicativo, com reconhecimento facial, ou presencialmente em agências bancárias e do INSS.

Documentos necessários para reativação

Ao solicitar a regularização, o segurado deve apresentar:

  • Documento oficial com foto (RG ou CNH).
  • CPF.
  • Comprovante de residência atualizado.
  • Número do benefício.

Se houver representante legal, será exigida também a procuração registrada em cartório ou decisão judicial.

Representante legal e procuração

Muitos beneficiários, especialmente idosos e pessoas com doenças incapacitantes, não conseguem movimentar os valores sozinhos. Nesses casos, é possível nomear um procurador autorizado pelo INSS.

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Esse representante poderá realizar saques, transferências ou movimentações bancárias em nome do segurado. Para isso, é necessário apresentar:

  • Procuração pública em cartório, ou
  • Nomeação via decisão judicial.

Diferença entre suspensão e cancelamento

É importante destacar a diferença entre suspensão e cancelamento:

  • Suspensão: é temporária e pode ser revertida com pedido de reativação.
  • Cancelamento: é definitivo e ocorre em situações como fraude comprovada, perda dos requisitos do benefício ou falecimento não informado.

Como evitar bloqueios no futuro

Para reduzir os riscos de suspensão, o segurado deve adotar alguns cuidados:

  • Realizar movimentação na conta ou no cartão a cada dois meses.
  • Atualizar seus dados junto ao INSS e ao banco.
  • Acompanhar alertas enviados por SMS, aplicativo Meu INSS ou central 135.
  • Ficar atento às mensagens exibidas nos caixas eletrônicos no momento do saque.

O valor é perdido?

Não. Os valores suspensos retornam para o INSS, mas ficam vinculados ao benefício. Assim que a reativação for feita com sucesso, o segurado pode sacar tudo o que ficou retido durante o período de suspensão.

Impacto social da medida

Especialistas apontam que a medida traz vantagens ao reduzir fraudes, mas também pode gerar transtornos para beneficiários que não possuem acesso fácil a meios digitais.

De acordo com sindicatos de aposentados, é fundamental que o INSS invista em campanhas de comunicação para que todos entendam os prazos e saibam como agir para não ter o benefício suspenso.

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Imagem: Reprodução/Ministério do Trabalho e Previdência

A suspensão de benefícios do INSS após 60 dias sem saque reforça a necessidade de organização e atenção dos segurados. Embora a medida tenha como objetivo evitar fraudes e pagamentos indevidos, ela pode causar preocupação para quem desconhece a regra.

Felizmente, o processo de reativação é relativamente simples e pode ser feito de forma digital ou por telefone. Para prevenir problemas, é essencial movimentar o benefício regularmente, atualizar dados cadastrais e, se necessário, nomear um representante legal.

Em um cenário de crescente digitalização dos serviços públicos, o entendimento dessas regras se torna fundamental para que aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC mantenham sua segurança financeira sem interrupções.

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Erivelto Lopes

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Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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