O Beto Carrero World intensificou a adoção da escala de trabalho 4×2 entre seus colaboradores e projeta praticamente dobrar o número de funcionários nos próximos anos.
Beto Carrero adota escala 4×2 e planeja ampliar contratações
Beto Carrero amplia escala 4x2, investe R$ 2 bilhões e pretende quase dobrar quadro de funcionários nos próximos anos.
A mudança faz parte do plano de expansão bilionário anunciado pelo parque temático, que prevê investimentos de R$ 2 bilhões em novas atrações, hotelaria e ampliação da estrutura de atendimento.
A estratégia chamou atenção por unir crescimento operacional com mudanças no modelo tradicional de jornada de trabalho. Segundo a administração do parque, a adoção da nova escala já trouxe melhora no atendimento aos visitantes, aumento na satisfação dos funcionários e vantagens competitivas na disputa por mão de obra.
O movimento ocorre em um momento em que empresas brasileiras começam a discutir modelos mais flexíveis de jornada, especialmente em setores ligados a turismo, entretenimento e serviços.
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Como funciona a escala 4×2 adotada pelo Beto Carrero
A escala 4×2 funciona em sistema contínuo de revezamento.
Funcionário trabalha quatro dias e folga dois
Nesse modelo, o colaborador trabalha quatro dias consecutivos e descansa dois dias seguidos. Diferente da escala tradicional 6×1, o sistema garante mais períodos de descanso ao longo do mês.
Segundo o CEO do parque, Alex Murad, a mudança começou a ser implementada em 2024 e foi ampliada gradualmente para diferentes setores.
Entre as áreas já incluídas estão:
- operação de brinquedos;
- alimentação e bebidas;
- varejo;
- atendimento ao visitante;
- equipes operacionais.
Escala exigiu aumento na folha de pagamento
A empresa informou que a mudança elevou os custos trabalhistas entre 25% e 35%, já que foi necessário ampliar equipes para manter a operação contínua do parque.
Mesmo assim, o grupo afirma que os ganhos operacionais compensaram o investimento.
Segundo o parque, funcionários mais descansados contribuíram para:
- reduzir reclamações;
- melhorar a experiência dos visitantes;
- aumentar elogios ao atendimento;
- elevar a produtividade das equipes.
Por que o parque decidiu mudar a jornada
De acordo com o CEO do parque, a mudança acompanha transformações no perfil dos trabalhadores, especialmente entre os profissionais mais jovens.
Busca por qualidade de vida pesa nas escolhas
Nos últimos anos, debates sobre equilíbrio entre vida pessoal e trabalho ganharam força no Brasil e em outros países.
Empresas de diversos setores passaram a enfrentar dificuldades para contratar e reter funcionários em áreas operacionais, principalmente em atividades que exigem contato direto com o público.
Segundo Alex Murad, muitos profissionais passaram a priorizar:
- flexibilidade;
- qualidade de vida;
- jornadas menos desgastantes;
- benefícios além do salário.
O executivo afirmou que a escala diferenciada se tornou um atrativo competitivo.
Na avaliação da empresa, muitos candidatos passaram a enxergar o parque como uma opção mais interessante justamente pelos benefícios oferecidos.
Escala 4×2 ainda é rara no Brasil
Apesar de ganhar espaço em debates corporativos, a escala 4×2 ainda é pouco comum no mercado brasileiro.
Modelo tradicional continua predominando
A maior parte das empresas brasileiras ainda utiliza modelos como:
- 6×1;
- 5×2;
- turnos convencionais de oito horas.
Setores ligados ao varejo, turismo e alimentação costumam enfrentar maiores desafios para flexibilizar jornadas devido à necessidade de funcionamento contínuo.
Mesmo assim, especialistas apontam que modelos alternativos vêm crescendo gradualmente.
Debate sobre novas jornadas aumenta
Nos últimos anos, aumentaram as discussões sobre:
- semana de quatro dias;
- jornadas reduzidas;
- flexibilização de horários;
- trabalho híbrido;
- saúde mental no ambiente corporativo.
Embora mudanças mais amplas ainda dependam de adaptação operacional e custos adicionais, algumas empresas já começaram projetos-piloto para testar novos formatos.
Beto Carrero também avalia jornada reduzida
Além da escala 4×2, o parque informou que avalia implementar jornadas de seis horas para determinados perfis de trabalhadores.
Proposta pode incluir profissionais da terceira idade
Segundo a administração do complexo, a ideia é criar formatos mais flexíveis para ampliar a inclusão de diferentes perfis no mercado de trabalho.
A medida poderia beneficiar:
- trabalhadores mais velhos;
- pessoas que buscam segunda renda;
- profissionais com limitações físicas;
- estudantes.
Especialistas avaliam que jornadas menores podem ajudar empresas que enfrentam escassez de mão de obra em funções operacionais.
Plano de expansão prevê crescimento acelerado
As mudanças na gestão de pessoas acompanham o maior ciclo de expansão da história do parque.
Investimento bilionário inclui novas áreas temáticas
O Beto Carrero anunciou investimentos de R$ 2 bilhões em novos projetos.
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+311 mil seguidores
Entre as novidades previstas estão áreas inspiradas em personagens e franquias conhecidas do público infantil.
O parque já confirmou atrações relacionadas a:
- Galinha Pintadinha;
- Bob Esponja.
A estratégia busca ampliar o público familiar e fortalecer o turismo nacional.
Parque também entrará no setor hoteleiro
Outro foco da expansão é a hotelaria.
O projeto prevê a construção de três torres com aproximadamente 200 apartamentos cada.
A ideia é transformar o complexo em um destino turístico ainda mais integrado, incentivando visitantes a permanecerem mais dias na região.
Hoje, o parque ocupa uma área de cerca de 14 milhões de metros quadrados.
Meta é chegar a 5 milhões de visitantes
Atualmente, o Beto Carrero recebe cerca de 2,9 milhões de visitantes por ano.
Com os novos investimentos, a expectativa é atingir a marca de 5 milhões de visitantes anuais nos próximos quatro anos.
Para sustentar esse crescimento, o parque afirma que precisará ampliar significativamente o número de colaboradores.
Segundo o CEO, o objetivo é praticamente dobrar o quadro atual de funcionários.
Impacto pode influenciar outras empresas do setor
A decisão do Beto Carrero pode servir de referência para outras empresas do setor de turismo e entretenimento.
Atendimento virou diferencial competitivo
Com consumidores mais exigentes, empresas passaram a perceber que a experiência do cliente depende diretamente das condições de trabalho das equipes.
Funcionários menos sobrecarregados tendem a:
- cometer menos erros;
- atender melhor o público;
- reduzir afastamentos;
- apresentar menor rotatividade.
Em segmentos que dependem fortemente de atendimento presencial, isso pode gerar impacto direto na reputação das marcas.
Mercado acompanha experiências alternativas
Embora ainda exista resistência em parte do empresariado brasileiro, modelos de jornada mais flexíveis vêm sendo observados com atenção.
Empresas que conseguem equilibrar produtividade e bem-estar tendem a ganhar vantagem competitiva tanto na atração de clientes quanto de trabalhadores.
No caso do Beto Carrero, a aposta é que a nova política trabalhista ajude a sustentar o crescimento acelerado previsto para os próximos anos.
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