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Binance retira 3 criptomoedas da plataforma e dá prazo final para saques

Binance retira BAKE, HIFI e SLF de sua plataforma. Moedas despencam até 35%. Saques serão permitidos até novembro de 2026.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Pessoa segurando um celular com a logo da Binance na tela

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, anunciou na terça-feira (2) a remoção de três projetos cripto de sua plataforma: BakeryToken (BAKE), Hifi Finance (HIFI) e Self Chain (SLF). O anúncio provocou quedas expressivas nos preços desses tokens, em mais um movimento de deslistagem da corretora em 2025.

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mão segurando celular com logo da Binance na tela
Imagem: Iryna Budanova/ Shutterstock

Impacto imediato no mercado: tokens despencam

Logo após o anúncio, os tokens sofreram quedas agressivas. A BAKE, um projeto DeFi conhecido no ecossistema da Binance, despencou 35%. Já a HIFI e a SLF caíram 25,6% e 28,4%, respectivamente, nas 24 horas seguintes.

Além disso, o volume de negociação da BAKE disparou 944%, sinalizando um movimento em massa de vendas por parte dos investidores, temendo a redução de liquidez e visibilidade dos ativos no mercado.

Datas importantes: remoção e saques

Suspensão dos pares de negociação

A Binance informou que os pares de negociação envolvendo BAKE, HIFI e SLF serão suspensos à meia-noite do dia 17 de setembro de 2025. Após esse prazo, os usuários não poderão mais comprar ou vender esses ativos pela plataforma.

Prazos para saques e depósitos

  • Depósitos: A corretora deixará de processar depósitos dessas três criptomoedas a partir de 18 de setembro, também à meia-noite.
  • Saques: Já os saques estarão disponíveis até 17 de novembro de 2026, oferecendo um prazo relativamente confortável para que os investidores decidam o que fazer com os tokens.

Apesar disso, a Binance alerta que após essa data os ativos poderão ser convertidos em stablecoins, sem garantia de cotação favorável ou ressarcimento completo.

Por que a Binance remove criptomoedas?

Embora não tenha especificado os motivos individuais que levaram à remoção de BAKE, HIFI e SLF, a Binance reiterou os critérios gerais utilizados para deslistar um ativo. Entre eles, estão:

Critérios de avaliação da Binance

  • Comprometimento da equipe com o projeto
  • Qualidade e frequência no desenvolvimento
  • Volume de negociação e liquidez do ativo
  • Segurança da rede contra ataques
  • Nível de transparência e comunicação com a comunidade
  • Resposta às auditorias e pedidos de due diligence
  • Evidências de condutas antiéticas ou fraudulentas
  • Mudanças significativas na estrutura de propriedade
  • Mudanças no tokenomics ou aumento injustificado na oferta
  • Adaptação a novos requisitos regulatórios
  • Sentimento da comunidade sobre o projeto

Esse conjunto de critérios visa garantir que os ativos listados na Binance estejam alinhados com boas práticas de mercado, transparência e sustentabilidade técnica.

Entenda os projetos deslistados

binance
Imagem: Nadezda Murmakova / shutterstock.com

BakeryToken (BAKE)

O BakeryToken surgiu como um dos primeiros projetos de finanças descentralizadas (DeFi) com foco em automated market makers (AMM) dentro do ecossistema da Binance Smart Chain (BSC).

  • Era usado na plataforma BakerySwap, que combinava DeFi e NFTs.
  • Chegou a atrair grande volume de usuários em 2021.
  • Recentemente, vinha perdendo relevância, liquidez e atualizações, o que pode ter contribuído para a decisão da Binance.

Hifi Finance (HIFI)

A Hifi Finance é um protocolo que propõe uma alternativa de empréstimos descentralizados com vencimento fixo. Ela oferecia soluções para tokens de dívida, mas enfrentava problemas de adoção e baixo volume transacional.

  • O projeto passou por diversas reestruturações.
  • A baixa tração e engajamento da comunidade podem ter sido determinantes.

Self Chain (SLF)

A Self Chain é um projeto voltado para identidade digital descentralizada, permitindo que usuários controlem suas credenciais e dados em ambientes blockchain.

  • Apesar da proposta inovadora, não conseguiu manter volume, nem parcerias robustas.
  • Sua tokenomics instável também vinha sendo alvo de críticas da comunidade.

Impactos da deslistagem no ecossistema cripto

Menor liquidez e visibilidade

A remoção da Binance, que responde por uma fatia significativa do volume global de negociação de criptoativos, significa que esses tokens perderão acesso a milhões de usuários e, consequentemente, diminuirão sua liquidez de mercado.

Dificuldade de valorização futura

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Sem suporte de uma grande corretora, projetos com capitalização baixa têm maior dificuldade de captar novos investidores e desenvolver parcerias comerciais, tornando a recuperação de preço ainda mais difícil.

Fuga de investidores

Com o fim do suporte na Binance, muitos usuários preferem vender rapidamente os ativos, o que explica as quedas abruptas observadas após o anúncio. Outros optam por transferir os tokens para carteiras externas ou plataformas descentralizadas.

Comparação com deslistagens anteriores

Esta é a segunda rodada de deslistagem realizada pela Binance em 2025. Em fevereiro, a corretora já havia retirado quatro outras criptomoedas da sua plataforma, com impacto semelhante:

  • Tokens foram liquidados em poucos dias.
  • Volume de negociação aumentou antes da remoção.
  • Saques permaneceram disponíveis por cerca de dois meses.

Esse padrão indica que a Binance vem apertando os critérios de avaliação, em consonância com pressões regulatórias e expectativas do mercado por maior qualidade nos projetos listados.

Como os usuários devem agir?

Bitcoin
Imagem: Freepik e Canva

Planejamento e atenção aos prazos

A primeira recomendação é que os usuários não ignorem os prazos informados pela Binance. Após a remoção definitiva dos ativos:

  • Eles não poderão mais ser negociados na plataforma.
  • O saque poderá ser feito apenas até novembro de 2026.
  • Após isso, há o risco de perda parcial ou total dos fundos, caso a conversão para stablecoins não ocorra de forma favorável.

Avaliar transferência para outras corretoras

Investidores que ainda acreditam no potencial dos projetos podem buscar corretoras alternativas que mantenham suporte para BAKE, HIFI e SLF, ou transferi-los para carteiras de autocustódia, como Trust Wallet ou MetaMask.

Considerar venda parcial ou total

Para evitar perdas maiores, muitos optam por vender os tokens antes da data de remoção, especialmente se o ativo não apresenta perspectivas de recuperação a médio prazo.

Imagem: Iryna Budanova / shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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